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Coluna Brasília-DF publicada na terça-feira, 17 de março de 2026, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

As últimas decisões do relator do caso do Banco Master-BRB no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, indicam que ele não está brincando no sentido de apurar o que estiver por ali, doa a quem doer. O fato de deixar Daniel Vorcaro preso, por exemplo, foi considerado uma decisão corajosa. E há quem diga que se o ex-banqueiro quiser fazer uma delação seletiva, tende a continuar na cadeia. O relator cuida para não ter nada que possa comprometer provas ou dar qualquer sinal de que pretende proteger qualquer pessoa que esteja enroscada no processo.
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Aliás…/ Ao fechar o acesso às conversas de Vorcaro, o relator do escândalo do Banco Master-BRB pretende segurar os vazamentos e, ao mesmo tempo, evitar que tudo termine exposto antes que se feche um acordo de delação premiada — algo que já começou a ser trabalhado, ainda de forma preliminar. A liberação do material à CPMI do INSS foi visto no meio jurídico como o erro de Mendonça ao assumir a relatoria. Agora, o ministro tenta corrigir a rota, a fim de não dar argumentos para a defesa pedir a anulação de provas.
Reprise para comparar
Que ninguém se surpreenda se aquela reunião do então presidente Jair Bolsonaro, lá em 2021, em que ele reclama das apurações de denúncias envolvendo seus parentes — e diz que “troca delegado, troco ministro” — se tornar ativo eleitoral a favor do governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que se seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tiver qualquer problema, que seja responsabilizado.
Celina na lida
Com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, interessado em deixar o cargo para concorrer ao Senado, vai sobrar para a vice-governadora Celina Leão o desafio de resolver a crise do Master. Há quem diga que ela precisa se preparar desde já. Afinal, em julho, quando começar a campanha, o jogo será bruto.
Raquel Lyra joga a rede…
O “engarrafamento” na órbita da candidatura do prefeito de Recife, João Campos (PSB), ao governo de Pernambuco, terminou por ajudar a governadora Raquel Lyra (PSD) a tentar organizar seu palanque à reeleição. Ela vem a Brasília, hoje, para uma rodada de conversas com vários partidos.
… e tem chance de sucesso
Raquel tem um partido de centro que terá candidato ao Planalto. Boas chances de atrair, por exemplo, o Republicanos do ministro de Portos Aeroportos, Sílvio Costa Filho, que era esperado como candidato ao Senado na chapa encabeçada pelo prefeito da capital. Que ninguém se surpreenda, também, se Marília Arraes, outra neta de Miguel Arraes, concorrer a uma vaga de senadora, ao lado de Raquel, e não de seu primo, João Campos.
CURTIDAS

Atualização necessária I/ A senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) trabalha para aprimorar a Lei do Stalking, legislação pioneira de sua autoria, que passou a reconhecer a perseguição como crime no Brasil. Atualmente, o stalking é punido com pena de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa. O novo projeto aumenta a punição de acordo com a gravidade dos atos.
Atualização necessária II/ Quando houver risco concreto à integridade física ou psicológica da vítima, a pena poderá chegar a até quatro anos de reclusão. A proposta também prevê a aplicação obrigatória de medidas protetivas em situações de perigo atual ou iminente, e estabelece que, nos casos mais graves, a ação penal poderá ser instalada, independentemente de representação formal da vítima, reduzindo o risco de silenciamento e intimidação.
Anabb celebra as mulheres/ A Associação Nacional dos Servidores do Banco do Brasil (Anabb) promove amanhã, 9h, em sua sede, um evento para refletir sobre a desigualdade de gênero que ainda reina no país. Para isso, receberá a ministra Carmen Lúcia (foto), do Supremo Tribunal Federal, e a consultora jurídica do BB, Lucineia Passar. A ministra falará sobre os principais desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade brasileira contemporânea. Lucineia discorrerá sobre a importância das mulheres em espaços de decisão.
Coluna Brasília/DF, publicada em 28 de fevereiro de 2025, por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o perfil de ministro que deseja para a coordenação política do governo, que tende a anunciar nos próximos dias: alguém que não fique o tempo todo dando entrevistas, mas que tenha a liberdade de pegar o telefone, ligar para os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) — e seja atendido. Essa condição, o ministro Alexandre Padilha tinha perdido há tempos. Em relação a Arthur Lira (PP-AL), por exemplo, nunca teve essa capacidade.
O nome que muita gente no governo torce para ver ali, e que atende a esse perfil, é o do líder do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), que tem, inclusive, o apoio de outros ministros. Afinal, é de Alagoas e consegue a proeza de transitar com desenvoltura por todo o Centrão, sem ficar o tempo todo sob os holofotes. Apesar da dupla identidade do MDB, que tem um pedaço no governo e outro na oposição, há quem aposte em Isnaldo para atrair ainda mais emedebistas para o entorno de Lula. Porém, ainda tem quem aposte em José Guimarães (PT-CE), a fim de não desequilibrar os ministérios do União, MDB e PSD.
Os “imexíveis”
Nos tempos do governo Collor, lá no início dos anos 1990, o então ministro do Trabalho, Antônio Rogério Magri, se referiu a si próprio como “imexível” para dizer que não estava demissionário. Pois, desta vez, diz-se o mesmo de alguns que Lula não vai trocar: Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Renan Filho (Transportes), Jader Filho (Cidades), Waldez Goes (Desenvolvimento Regional) e… Sílvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).
Veja bem
Silvinho, como o ministro é carinhosamente chamado pelos colegas, é visto como alguém que tem feito um bom trabalho onde está. E tem “entregas” para mostrar, numa campanha reeleitoral. Há quem pondere que tirá-lo da pasta de Portos e Aeroportos, para que ficasse apenas 11 meses na articulação política, seria tirar ritmo de uma área que está funcionando. Melhor deixar essa tarefa de negociação direta com os congressistas para um deputado que esteja, atualmente, no exercício do mandato.
Frigideira federal
Depois de Nísia Trindade, ex-ministra da Saúde, quem está passando por uma fritura é a ministra da Mulher, Cida Gonçalves. O clima entre os servidores da pasta é o mesmo que se via na Saúde — “vai, não vai”. À coluna, a ministra das Mulheres disse: “O presidente não falou nada comigo e não vou comentar”. A última polêmica de Cida foi a história do áudio vazado, publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo, em que ela reclamava que precisava mudar suas agendas para atender o presidente, a primeira-dama Janja e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Acabou o óleo
O PSD acredita que acabou a fritura do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. A aposta de hoje é que ele escape da reforma ministerial.
CURTIDAS
Outros compromissos/ Ainda que tenha a posse no cargo de ministro da Saúde adiada para 10 de março, segunda-feira pós-carnaval, Alexandre Padilha terá dificuldades de reunir representantes de todos os partidos. O PSD, por exemplo, estará em peso em Pernambuco, para a festa de filiação da governadora Raquel Lyra, que deixa o PSDB.
Por falar em Pernambuco…/ Ao ingressar no PSD, Raquel fica num partido que tem o leque aberto, com ligações tanto à direita quanto à esquerda. E vai tentar usar essa posição, de modo a evitar que Lula apoie uma possível candidatura do prefeito de Recife, João Campos. Só tem um probleminha: Lula não deixará de apoiar o filho de Eduardo Campos, seu ministro nos governos anteriores.
Dois prefeitos, um destino/ Com o badaladíssimo carnaval de Recife cantado Brasil afora, João Campos aproveitará esse período de visibilidade para mostrar serviço, rumo à candidatura ao governo, no ano que vem. No Rio de Janeiro, outro carnaval de destaque no país, o prefeito Eduardo Paes é mais um pré-candidato a governador que promete desfilar trabalho nesses dias de folia.
Já é carnaval/ Ontem pela manhã, na última sessão da Câmara dos Deputados antes do recesso para cair na folia, a maioria dos parlamentares estava no modo avião. Por isso, a sessão atrasou cerca de 30 minutos porque não havia nenhum dos integrantes da Mesa Diretora presente para iniciar os trabalhos.
Colaborou Victor Correia
Aliados pressionam Guedes por medidas para baratear alimentos
Faltando quatro meses para a eleição, a área política do governo vai aumentar a pressão para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, dê um jeito de o país apresentar um quadro de recuperação mais visível, especialmente, nos preços dos alimentos. Ainda que o governo tenha que subsidiar alguma coisa a mais para as classes mais pobres.
Te vira nos 90
O presidente Jair Bolsonaro (PL) não irá demiti-lo — longe disso. Mas a área política quer algo que permita à população conseguir ampliar seu poder de consumo de alimentos. A avaliação é a de que os efeitos dos R$ 400 do Auxílio Brasil não foram sentidos por causa da inflação.
Se for a votos, passa
Com o projeto que limita o ICMS de energia e combustíveis previsto para votação em junho, os governadores dão uma demonstração de boa vontade para com a redução dos preços dos combustíveis ou a proposta aprovada na Câmara será a saída adotada pelos senadores. Esse é o resultado político dos primeiros encontros e conversas das excelências para sobre o texto. Os senadores não ficaram nada satisfeitos com a “volta” que levaram dos estados no projeto que pretendia estabilizar a cobrança do ICMS do diesel em patamares mais baixos, e os estados optaram pelo percentual mais alto. Dessa vez, será diferente. O Senado deu tempo para buscar a solução, mas isso não significa que largará a proposta a “Deus dará”.
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Vale lembrar: Miguel Coelho, filho do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), é pré-candidato a governador de Pernambuco e o projeto tem tudo para dar discurso a quem for candidato. No Ceará, por exemplo, Capitão Wagner, pré-candidato a governador, tem dito em suas redes que mesmo sem a aprovação do Senado, baixará o ICMS se estiver no comando do estado em 1 de janeiro de 2023.
E as pesquisas, hein?
Ao comparar a recepção ao presidente da República Brasil afora com os resultados das pesquisas pré-eleitorais, os bolsonaristas ficam irritados. Mas, nos bastidores da campanha, seguem o que dizem essas consultas para melhorar a performance presidencial.
Enquanto isso, em Pernambuco…
A liberação de R$ 500 milhões para a reconstrução das áreas atingidas é um alento para a população que sofre com as chuvas. Mas sem um planejamento para conviver com as fortes chuvas, a tragédia se repetirá no futuro.
O Hang da Colômbia/ Brasileiros que acompanham atentamente a eleição na Colômbia só se referem a Rodolpho Hernandez, também conhecido “viejito do TikTok”, como o “Velho da Havan” colombiano. Só tem uma diferença: por aqui, Luciano Hang apoia Bolsonaro, mas não é visto como alguém disposto a ocupar a cadeira do presidente.
Milton Gonçalves/ O grande ator, falecido ontem, aos 88 anos, era um emedebista histórico. Chegou a concorrer ao governo do Rio de Janeiro, em 1994, e a participar de campanhas presidenciais, como, por exemplo, a de Ulysses Guimarães.
Por falar em MDB…/ Alguns senadores ainda não desistiram de tentar tirar Simone Tebet do páreo. Só em um probleminha: faltam a eles votos na convenção nacional do partido, prevista para julho.
Hoje tem!/ Sabatina do Correio com os presidenciáveis com transmissão nas redes sociais do jornal. Vem com a gente!




