Equipe de transição de Bolsonaro mapeia envolvidos em corrupção no Banco do Brasil e na Caixa

Corrupções na Caixa e no Banco do Brasil
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Coluna Brasília-DF/ Por Denise Rothenburg

Governo eleito mapeia Banco do Brasil

Enquanto o presidente eleito, Jair Bolsonaro, cuida da escolha de seus ministros, a equipe de transição faz um mergulho no organograma de estatais e bancos públicos, em especial, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, que sofreram investigações ligadas a megaescândalos, do mensalão à Lava-Jato. Só no Banco do Brasil são nove vice-presidências, uma penca de diretorias abaixo e 70 empresas coligadas, inclusive o Banco Patagônia, na Argentina.

A equipe de transição procura saber agora onde estão aqueles que serviram aos governos petistas e saíram dos cargos mais expostos, de forma a ficarem abaixo do radar do futuro governo.

 

O desafio de Moro

Desde que Jair Bolsonaro despontou como um candidato promissor à Presidência da República, a inteli

gência policial detectou, pelo menos, três planos de resgate de Marcos Williams, o Marcola, apontado como o chefão do Primeiro Comando da Capital (PCC), preso em Presidente Venceslau, São Paulo. O mais recente foi depois da eleição.

Coisa de filme

Pelos cálculos dos serviços de inteligência, o resgate custaria R$ 100 milhões, envolvendo, inclusive, bloqueio de quartéis de forças de segurança próximos ao presídio Presidente Venceslau, em São Paulo, onde Marcola está preso. São esses tipos de financiamento do crime organizado que Moro pretende rastrear.

Alerta total

Com a descoberta do plano, os criminosos recolheram os flaps. Porém, as forças de segurança do presídio já foram alertadas pelo serviço de inteligência de que o momento é de redobrar os mecanismos de proteção do presídio, inclusive no período das festas de fim de ano.

Bolsonaro e Eunício

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, planeja deixar as conversas com presidentes da Câmara e do Senado para o ano que vem. Ou seja, os novos eleitos para comandar o Congresso. Ele tem uma boa relação com Rodrigo Maia, mas, com o senador Eunício Oliveira só pretende conversar mesmo no dia da posse, quando o presidente faz o juramento no Congresso.

Curtidas

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press – 27/7/18

Inadministrável/ O general Augusto Heleno (foto), futuro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), está com um pepino enorme em mãos: são quase 700 mensagens de WhastApp diariamente. Os e-mails na caixa chegam a 60 mil. Se parar para responder tudo, só termina depois da posse.

Quando o amor vira guerra…/ As pichações na casa do Lago Sul em que a palestrante Michella Marys viveu com o ex-marido e ex-juiz Roberto Caldas e os filhos são um grande mistério, que só o trabalho criterioso dos peritos conseguirá identificar. Por intermédio de seu advogado, Pedro Calmon, Michella afirma que as chaves da casa foram entregues na última sexta-feira, e, quando ela saiu, o imóvel estava intacto.

…todos sofrem/ O ex-juiz, por intermédio de sua assessoria, afirma que precisou “abreviar uma viagem de estudos ao exterior, porque recebeu denúncia de vizinhos, dando conta da depredação da casa. O trabalho, agora nas mãos da polícia, é identificar os verdadeiros autores. O conteúdo de câmeras de segurança internas e externas pode elucidar tudo”, diz o texto.

Fio da meada/ As pichações foram reveladas no domingo pela coluna. O casal vive uma guerra judicial desde abril, quando Caldas foi denunciado por agredir Michella física e verbalmente por várias vezes, durante anos. O processo com base na Lei Maria da Penha segue em segredo de Justiça, por isso, os advogados de ambos não pretendem entrar em detalhes. O capítulo da casa será mais um nessa triste história de uma separação.

Toffoli quer acelerar fim do auxílio-moradia e outros penduricalhos

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Depois do reajuste de 16% nos salários do Supremo Tribunal Federal, algo que terá efeito cascata sobre o teto salarial da República,  o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, fará todo o esforço para acabar com o auxílio-moradia dos magistrados e, ainda, outros benefícios que incidem sobre os vencimentos de juízes e desembargadores nos estados. Toffoli pretende conversar ainda essa semana com o ministro Luiz Fux para que ele leve as ações do auxílio-moradia a julgamento no plenário do STF.

Fux é o relator das ações sobre o tema que tramitam no STF. Houve uma tentativa de julgamento em março, quando a Associação dos magistrados Brasileiros (AMB) pediu que o caso fosse levado à conciliação e Fux atendeu, adiando o envio do assunto ao plenário. Como não houve acordo, agora não há mais desculpas para não julgar a legalidade do auxílio, pago inclusive a juízes que possuem imóvel próprio.

Esse tema foi ainda motivo de conversa e acordo entre Toffoli e Temer, em agosto, pouco antes de Toffoli assumir a Presidência do Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, o governo estava fechando os últimos números do Orçamento da União para 2019 e o STF pressionava por esse reajuste __ aprovado agora pelo Senado. Na época, Toffoli se comprometeu a acabar com o auxílio-moradia em troca do reajuste. Agora, chegou a hora do STF cumprir a sua parte no acordo. O primeiro passo é o julgamento das ações que questionam a legalidade do benefício.

A bola agora está com o STF e, ao que tudo indica, os magistrados não deixarão de cumprir a sua parte o mais breve possível, dando uma resposta que os coloque bem na fita. Se nada for feito pelo Poder Judiciário nessa seara e rápido __  em especial, em tempos de déficit fiscal elevado, de adiamentos de reajustes de uma forma geral e de um novo governo que chegará pedindo sacrifícios a todos __ , o STF perderá sua posição de mediador de conflitos. Afinal, como já disse o presidente eleito, Jair Bolsonaro, governa-se pelo exemplo.

 

 

A volta da Ponte Presidente Costa e Silva

Ponte Costa e Silva
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A segunda ponte construída sobre o Lago Paranoá, hoje denominada Honestino Guimarães, volta a se chamar presidente Costa e Silva. O retorno do nome foi decidido há pouco, por unanimidade do Conselho Superior do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

A ação popular das procuradoras Bia Kicis e Cláudia Castro, entre outros, tramita desde 2015, quando o governador Rodrigo Rollemberg sancionou o projeto da Câmara Legislativa que substituía o nome do ex-presidente do regime militar pelo do líder estudantil. É mais um sinal de mudança dos ventos.

A alegação para a volta do nome antigo foi a falta de uma consulta à população do DF. “Não houve nem sequer uma audiência pública e, para mexer no patrimônio, tem que ouvir a população”, comenta Bia, eleita deputada federal do DF pelo PRP este ano. Você concorda? Participe da nossa enquete no Twitter.

 

 

Equipe de Bolsonaro discute legalização de cassinos no Brasil

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Por Denise Rothenburg

Uma das propostas em discussão pela equipe de Jair Bolsonaro é a legalização dos cassinos no Brasil, mas não dentro de um “liberou geral”. A intenção é mapear as áreas onde é possível gerar mais empregos e promover a arrecadação de impostos.

Até aqui, o candidato não tem falado muito a respeito, porque ainda não fechou totalmente o projeto. Além disso, não quer gerar polêmica com o eleitorado evangélico antes da hora.

Na equipe, há quem diga que a bancada da Bíblia terá que entender que essa é uma das formas de gerar emprego e renda no país.

Quem chegar, que pague a conta

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Pelo andar da carruagem o presidente eleito, seja quem for, terá que  chamar os congressistas que terminam seus mandatos em janeiro do ano que vem e pedir encarecidamente que pensem suas vezes antes de aumentar despesas sem cálculos do impacto orçamentário e provimento de recursos financeiros para pagamento.  Hoje, por exemplo, os congressista derrubaram o veto do presidente Michel Temer ao reajuste do piso salarial dos agentes comunitários de saúde e combate às endemias. São, aproximadamente, 300 mil agentes comunitários de saúde e outros 100 mil de combate a endemias. Outras categorias também fazem pressão no Congresso em busca de reajustes salariais. Temer havia a parte relativa aos reajustes por falta de caixa. previa apenas uma correção em 2022, a fim de dar ao próximo presidente liberdade para tratar do tema. Agora, restará ao eleito a conta a pagar, uma vez que a derrubada do veto será levada a promulgação.

Toffoli suspende decisão de Lewandowski

Presidente do STF, Dias toffoli
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Depois da ríspida conversa que teve com o ministro Lewandowski hoje cedo em São Paulo, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, suspendeu a liminar de Lewandowski que liberava a entrevista do ex-presidente Lula. O assunto provocou um confronto no STF, depois que o ministro Luiz Fux, vice-presidente da Suprema Corte, havia suspendido a liminar de Lewandowski que autorizava a concessão da entrevista, solicitada oficialmente à Justiça pelo jornal Folha de S.Paulo. Lewandowski, então, partiu para o confronto com Fux e reforçou a liminar. O impasse deixou a Polícia Federal baratinada. Sem saber a qual ministro atender, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, consultou Toffoli sobre que decisão estava valendo. Toffoli, então, respondeu ao ministro que ficasse com a decisão de Fux. E, em seguida, passou a trabalhar no seu próprio despacho sobre o tema (veja abaixo). Toffoli tenta, assim, repor sua autoridade enquanto comandante do Poder Judiciário. Porém, o STF não está em paz.

Bolsonaro desautoriza Mourão e defende o 13º salário

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Deborah Fortuna e Marcos Amorozo*

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, usou as redes sociais, nesta quinta-feira, para rebater uma fala do candidato à vice em sua chapa, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), sobre o 13º salário. Como noticiou este blog, Mourão defendeu, durante palestra no Rio Grande do Sul, uma reforma trabalhista e questionou o 13º salário, que classificou como um dos absurdos da legislação brasileira.

Após repercussão negativa, Bolsonaro publicou em sua conta uma defesa do 13º salário. Sem citar Mourão, afirmou: “O 13º salário do trabalhador está previsto no Art. 7º da Constituição, em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição). Criticá-lo, além de uma ofensa a quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição”. Na avaliação de especialistas em Constituição ouvidos pelo Correio, Bolsonaro está certo ao fazer tal afirmação.

tuite bolsonaro

Não é a primeira vez que o capitão da reserva contraria seus companheiros de campanha. Na semana passada, o guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, havia proposto o retorno da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Por meio do Twitter, também, Bolsonaro descartou a volta do tributo e postou uma foto com o economista para amenizar especulações de divergências na campanha.

Reação de adversários

A fala de Mourão gerou reações de outros candidatos à Presidência. Geraldo Alckmin (PSDB) criticou a postura e as atitudes da família do candidato. “A campanha de Bolsonaro é lamentável. O filho, vereador pelo RJ, passa o dia me atacando com mentiras. Ontem, imitando o pai, fez apologia à tortura. O vice, depois de ofender indígenas, negros e mulheres, ataca agora o 13º e as férias dos trabalhadores. E querem a volta da CPMF”, escreveu.

O presidenciável Guilherme Boulos (PSol) também criticou a posição de Mourão. “Vice de Bolsonaro disse que é contra o pagamento de férias e 13° salário que seriam “mochilas nas costas” dos empresários. O projeto de Brasil de Mourão é o dos direitos políticos durante a ditadura militar com os direitos trabalhistas de antes da abolição da escravidão”, afirmou.

* Estagiário sob supervisão de Humberto Rezende

O pragmatismo do mercado

Publicado em coluna Brasília-DF, Política

Nas conversas de bastidores durante jantar na casa publicitário Nizan Guanaes, parte dos representantes de bancos, do agronegócio, de grandes empresas nas áreas de telecomunicações chegaram ã seguinte conclusão: Querem eleger qualquer um, menos “um representante do PT”. Por isso, muitos que planejavam votar em Geraldo Alckmin, do PSDB, agora começam a migrar para Jair Bolsonaro (PSL), de forma a tentar liquidar a fatura no primeiro turno e “evitar o PT”. Só tem um probleminha: a proposta de Paulo Guedes, de recriação de um tributo parecido com a CPMF, assustou a muitos. E, se brincar, fará refluir essa onda.

Ciente do apoio dos endinheirados de São Paulo e da possibilidade dessa turma sair correndo na próxima semana, caso cresça essa linha de recriação da CPMF,Bolsonaro se apressou em desmentir o volta do imposto do cheque e a tirar fotos com papel e caneta em mãos, e, depois, andando pelos corredores do hospital Albert Einstein, onde continua internado. A ordem é passar a ideia de que quem manda é ele e não Paulo Guedes. Na dúvida, um pedaço do PIB vai esperar um pouquinho antes de seguir em bloco para o capitão.

Agro é guerra I
O jantar na casa de Nizan Guanaes não foi para discutir as eleições e sim o setor agropecuário, o motor da economia nacional, junto com o presidente da Confederação Nacional da Agricultura, João Martins, que se coloca como a voz nacional do agro. No mesmo dia, o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Nabhan Garcia, se reuniu com empresários em defesa da candidatura de Bolsonaro.

Agro é guerra II
A UDR e a CNA hoje brigam pela primazia de representação do setor e a UDR, ao que tudo indica, levará a melhor. Nabhan é quem dará as cartas na seara do agronegócio, em caso de vitória de Jair Bolsonaro. Ele está para Bolsonaro como aquele sujeito que compra apartamento na planta e acompanha toda a construção. Abraçou o projeto quando ninguém acreditava que pudesse dar certo.

“A grandeza da crise brasileira não está no texto constitucional e sim na fraqueza de seus aplicadores nos três Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário”
Do jurista Ives Gandra Martins, em seminário sobre os 30 anos da Constituição, promovido pela Fecomércio em São Paulo.

Sutis diferenças
As centrais sindicais se dividiram entre Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT). O petista promete revogar a lei trabalhista. E o pedetista rever a legislação. Os demais apoiam as mudança na legislação. Vai ser mais um tema a gerar polêmica no Congresso no ano que vem.

CURTIDAS

Em busca do anti-PT/ Ciro Gomes, do PDT, passa a jogar em duas frentes: A daqueles que não desejam o PT e daqueles que rejeitam Bolsonaro. Tenta ocupar o lugar que Geraldo Alckmin até aqui não conseguiu alcançar, o daquele que venceria tanto Haddad quanto Bolsonaro. Vai começar a bater pesado na tecla de que Haddad, se eleito, representará Lula administrando o país da cadeia. O primeiro embate entre os dois será hoje no debate da TV Aparecida.

Os “oitentões” I/ O debate da Fecomércio sobre os 30 anos da Constituição reuniu juristas do porte de Ives Gandra martins, Bernardo Cabral e Ney Prado. Todos já passaram dos 80 anos e continuam estudando e refletindo sobre o país.

Os oitentões II/ No debate, ficou patente que, apesar dos avanços, o texto precisa de reformas urgentes, em especial, a política. A maioria defendeu o voto distrital e também mudanças na forma como o Supremo Tribunal Federal (STF) delibera.

Os oitentões III/ Ali, houve um consenso de que o Brasil não tem um STF mas 11 Supremos Tribunais Federais. Foi nessa turma que o novo presidente do Supremo, Dias Toffoli, foi se inspirar há algumas semanas, quando lançou a ideia de valorizar o colegiado e tentar evitar o que chamou de 11 ilhas.


Sds
Denise Rothenburg
(61) 9987-1610

Cade condena Rodrimar e fixa multa de R$ 972 mil

Publicado em Política

O presidente do Cade, Alexandre Barreto, votou com o relator no processo contra a Rodrimar, formando maioria no conselho contra a cobrança da taxa conhecida como THC2 (Terminal Handling Charge). A Rodrimar cobrava as taxas para entregar a carga a empresas que são contratadas para guardar as cargas em seus armazéns, os chamados terminais retroalfandegados. O voto de Barreto considerou a THC2 uma prática anti-concorrencial, o que já havia sido decidido também pelo Tribunal de Contas da União. A Rodrimar será multada em R$ 972 mil e proibida de cobrar a taxa. O processo tramita no Cade desde 2006, quando uma das empresas que armazena cargas em Santos, a Marimex, ingressou contra a Rodrimar por causa da cobrança da THC2. O julgamento começou em 2016. A Marimex acusou a Rodrimar de prática lesiva à concorrência e que a cobrança desestimularia a contratação de armazéns. A decisão deve gerar jurisprudência no conselho para outros casos semelhantes.

A votação chamou a atenção essa semana, depois que a conselheira Cristiane Alkmin, que estava com um pedido de vistas desde 2016, abriu dissidência e votou pelo arquivamento da denúncia contra a Rodrimar. Ela já foi funcionária do grupo Libra, o que gerou inclusive um certo constrangimento em reuniões anteriores do Cade sobre o tema. Libra também defendia a cobrança da taxa. O conselheiro João Paulo Resende acompanhou o voto de Cristiane, mas Barreto seguiu o relator dando maioria. Agora, com a decisão, haverá uma corrida aos tribunais, onde a Rodrimar e outras empresas do setor já disputavam a cobrança da THC2. A decisão do Cade, porém, levará o peso da Justiça para aquelas que, como a Marimex, reclamaram da taxa. O próprio Tribunal de Contas da União (TCU) já havia se posicionado contra a regulamentação da cobrança pela Antaq e, ainda, aplicado multa aos diretores da agência.

Bom lembrar: O julgamento do Cade nada tem a ver com o decreto dos portos, aquele que até hoje dá dores de cabeça ao governo.

Lula tentou repetir a coligação de 1989. Levou o PCdoB, mas não o PSB

Publicado em Eleições 2018, Política

Em 1989, quando chegou ao segundo turno por uma diferença de menos de 1% dos votos em relação ao candidato do PDT, Leonel Brizola, Lula tinha uma aliança com o PCdoB e o PSB, que, na ponta do lápis, lhe garantiram a vaga no segundo turno. Agora, ciente das semelhanças entre esta e aquela eleição presidencial, ambas com um número expressivo de candidatos (em 89, eram 22 e agora 14), o ex-presidente fez o que pode para atrair os mesmos aliados. Queria recriar a fórmula a fim de garantir o mesmo resultado. Não conseguiu fechar uma aliança formal com o PSB, mas evitou que os socialistas fechassem com Ciro Gomes (PDT). Quanto ao PCdoB, o acordo demorou, mas saiu. Há pouco, os comunistas decidiram retirar a candidatura de e Manuela e fechar aliança com o PT. a/gora, o partido vai esperar 15 de agosto para decidir se ela será vice. O partido de Manuela demorou a ceder. Inicialmente, considerou um sinal de desrespeito e decidiu manter a candidatura. Iinclusive indicou o sindicalista Adílson Araújo pra a chapa. A decisão porém durou pouco.

O PCdoB termnou aceitando a chapa puro sangue Lula-Haddad, anunciada há pouco. A presidente do partido, Gleisi Hoffmann, chegou a ser apontada como opção. Porém, de Curitiba, uma carta do ex-presidente Lula apontou sua preferência pelo ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (veja post anterior). Lula aproveita para tentar tirar dos próprios ombros as dificuldades em fechar com o PCdoB. Joga a decisão para a comissão executiva nacional do partido. Assim, se a composição atual não levar o partido ao segundo turno, o ex-presidente sempre poderá dizer que a culpa caberá aos dirigentes, em especia, Gleisi. Em conversas reservadas, tem muita gente dizendo que a presidente do PT queria a vaga e, por isso, conduziu mal a negociação. Isso porque todo o esforço dos últimos dias deixaram mágoas não só no PDT, como também no PSB e no PCdoB. Só para lembrar: em 1989, no segundo turno, Brizola transferiu todos os votos para o PT. Agora, a aposta é a de que se o partido de Lula chegar ao segundo turno, dificilmente Ciro Gomes fará o mesmo. Especialmente, se o adversário for Geraldo Alckmin (PSDB). Essa será mais uma diferença para Lula entre a primeira eleição que ele concorreu e, talvez, a última a que foi indicado candidato pelo PT.