Governo federal e GDF buscam novo secretário

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Paralelamente às punições pelos atos de vandalismo e terror em 8 de janeiro, as autoridades começam a buscar quem ocupará a Secretaria de Segurança do Distrito Federal. A tendência, hoje, é nomear Claudio Tusco, delegado da Polícia Federal. Tusco esteve cotado para dirigir a corporação, mas o escolhido foi Andrei Rodrigues. Ele é ligado ao PT, tem a confiança do partido e, por tabela, do presidente Lula, e já atuou na Secretaria de Segurança Pública do DF como assessor, no governo Agnelo Queiroz. É o nome mais forte hoje.

A governadora em exercício, Celina Leão, já avisou ao governo federal que a escolha será feita em comum acordo e que não vai se opor a sugestões. O momento, aliás, é de pacificação. Ninguém hoje tem interesse em queda de braço, sabendo que ainda há risco de ataques em Brasília e no Brasil como um todo. Afinal, há muitos radicais à solta.

Confia desconfiando

No governo federal, a avaliação é que a poeira da crise de confiança entre o Planalto e parte dos militares, gerada a partir dos ataques de 8 de janeiro, vai custar a baixar. A exoneração de 40 integrantes das Forças Armadas que serviam no Alvorada é citada nos bastidores como mais uma prova de que o clima não está bom.

E o Anderson, hein?
Não deve entregar ninguém. Vai manter a linha da defesa de que estava fora do país. O problema é que, sem entregar o celular, vai ficar difícil. Há quem diga que há, inclusive, vídeos em que ele aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos. Só tem um probleminha: Bolsonaro viajou várias vezes aos EUA em seu governo. Portanto, a gravação pode ser antiga.

A briga por protagonismo
Em campanha para a reeleição, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o da Câmara, Arthur Lira, já têm contratado o primeiro embate para fevereiro. Lira fez chegar ao Planalto que a reforma tributária deve ser votada, primeiramente, pelos deputados.

Cheguei primeiro
Pacheco, por sua vez, tem dito a aliados que a proposta está mais adiantada no Senado. Mas, o presidente do MDB, Baleia Rossi, já começou a conversar com a equipe do Ministério da Fazenda. Segundo aliados, é no sentido de fortalecer a posição da Câmara.

Arthur em campanha/ Embora seja favorito para mais dois anos no comando da Câmara, Arthur Lira pedirá votos para todos os deputados que puder. Começou com um café com a bancada do Acre, em que nenhum deputado foi reeleito. Depois, foi a vez de Roraima, terra de Jhonatas de Jesus, candidato à vaga para o Tribunal de Contas da União.

O relógio “causou”/ Ao reparar que o relógio destruído no Palácio do Planalto marcava 1h30, grupos bolsonaristas no WhatsApp tentaram passar a ideia de que a depredação teria ocorrido antes da invasão. As câmeras de segurança, porém, registraram a quebradeira às 15h43. No Planalto, explica-se por que o relógio marcava horário diverso do real. É que estava faltando uma peça para que ele pudesse funcionar a contento.

Veja bem/ Ainda no governo Bolsonaro, houve planos de levar o relógio para a França, para conserto, mas o pessoal do Planalto ficou com medo de que aquela preciosidade fosse trocada. E, de todo o modo, sairia muito caro.

Janja pesquisa/ A primeira-dama andou pelo CasaPark nesta semana, olhando móveis. Entrou, inclusive, nas lojas mais caras, como as que o senador Flávio Bolsonaro visitou para comprar peças da casa dele, no Jardim Botânico.

A busca por herdeiros políticos de Bolsonaro

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Com o cerco se fechando sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, os políticos com perfil conservador começam a se posicionar no sentido de buscar os eleitores à direita. Estão nesse movimento, por exemplo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o de Minas Gerais, Romeu Zema, que tem planos de concorrer ao Planalto no futuro. Zema, porém, avalia alguns, começa a tropeçar nessa caminhada. Ao dizer à Rádio Gaúcha que o governo fez “vista grossa para sair de vítima” dos ataques de 8 de janeiro, feriu os brios dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Zema tentou jogar a demora na ação nas costas do PT, mas, diante de atos tão violentos aos Poderes como um todo, as declarações do governador não agradaram ao STF, a instituição mais atingida pelos vândalos e/ou terroristas. Foi graças à Corte, leia-se o ministro Kássio Nunes Marques, que Zema conseguiu uma liminar no ano passado para aderir ao regime de recuperação fiscal, mesmo sem autorização da Assembleia Legislativa. A liminar ainda precisa passar pelo plenário do Supremo. Há quem diga que o governador pode até querer ser o herdeiro do bolsonarismo, mas não dá para repetir o erro de atacar as instituições.

O abandonado

A demora para ouvir o ex-secretário de Segurança Pública do DF e ex-ministro da Justiça Anderson Torres faz parte da estratégia. A ideia é ver se ele se convence de que está isolado e conta tudo o que sabe sobre o documento de intervenção no Tribunal Superior Eleitoral e os ataques de 8 de janeiro.

Sem marolas, por favor
No Planalto e fora dele, a expectativa é de retorno de Ibaneis Rocha ao cargo de governador do Distrito Federal. Há quem diga que é melhor Ibaneis retornar, ainda que mais enfraquecido, do que jogar mais lenha na fogueira da instabilidade, que ainda tem brasas incandescentes por aí.

Primeiro, tem que baixar a poeira
O resultado de 47 votos contra e apenas um a favor da permanência de Josué Gomes no comando da Fiesp praticamente fechou as portas para que ele, no futuro, ingresse no governo Lula 3. É que qualquer cargo ao empresário neste momento seria briga certa com o clube de poderosos empresários paulistas.

Prioridade de Valdemar
Na Câmara, o PL reforçará o bloco de Arthur Lira para presidente da Câmara e só quer “uma coisinha” em troca, conforme comentam seus deputados: a relatoria do Orçamento da União para 2023. No pacote, está ainda o apoio a Rogério Marinho, pré-candidato a presidente do Senado.

Sinal verde/ O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, autorizou o senador eleito Rogério Marinho a seguir com a campanha para presidente do Senado. A avaliação é de que há espaço para uma candidatura alternativa.

Avenida/ A aposta do PL é de que Marinho tem espaço entre o grupo conservador que se viu abandonado pelo presidente Rodrigo Pacheco e não se sentiu defendido, por exemplo, quando houve a defesa dos políticos que tiveram redes sociais suspensas.

Orai e vigiai/ Embora Marinho tenha recebido sinal verde para continuar na campanha, o partido olhará também a pré-candidatura de Eduardo Girão (Podemos-CE). Se saírem os dois, o campo pode se dividir demais. Nas internas do PL, há quem diga que, se for para perder por muito, é melhor fechar logo um acordo com Rodrigo Pacheco em torno de comissões importantes e assento à Mesa Diretora.

Apoio geral e irrestrito/ A ida do presidente da Câmara, Arthur Lira, ao Batalhão da PM na Praça dos Três Poderes foi uma demonstração de sustentação à governadora em exercício, Celina Leão. Ibaneis deve voltar, mas Celina ocupou um espaço que ninguém imaginava. E, até aqui, todos os espaços que ela ocupou, soube manter. Se será a sucessora natural, o tempo dirá.

Até aqui../ A contar pela pesquisa do Ipec, o governo Lula 3 começa com uma lua de mel, apesar das tensões. Resta saber se essa “janela” permanecerá na hora de promover as reformas necessárias, como a tributária, que Fernando Haddad prometeu aos investidores lá em Davos.

 

Lula vai bancar a permanência de José Múcio no governo

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A pressão de setores do PT para que o ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro seja apeado do Ministério da Defesa foi jogada para escanteio por Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente da República sabe que foi eleito não somente graças ao seu CPF, mas ao conjunto de forças que reuniu em torno de sua candidatura. Múcio, um aliado de 20 anos, com o qual Lula estabeleceu uma relação de confiança absoluta, estava na primeira leva de ministros nomeados e ajudou os governos anteriores do PT em todos os momentos difíceis. Conforme o presidente disse, ontem, a alguns petistas, o momento é de acalmar a parte das tropas que ainda estão sob tensão, e uma troca de ministro arriscaria criar mais instabilidade.

Os mais ponderados que estão ao lado de Lula entendem que o PT tem razão em estar irritado com o ocorrido em 8 de janeiro, quando as autoridades estiveram sob risco. Afinal, os acampamentos tinham o objetivo de evitar a posse de Lula e, depois que a subida da rampa ocorreu, perderam a razão de ser e deveriam ter sido desfeitos. Agora, diante dos ataques aos Poderes, foram desfeitos na marra. Então, é bola para frente. O que Lula quer, segundo alguns de seus aliados, é que Múcio fique e aproxime as Forças Armadas do governo. Cabe ao PT recolher os flaps. O momento delicado não passou, e é preciso cautela.

A trégua de Renan

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) avisou aos integrantes do partido que não fará pré-julgamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, afastado do cargo por 90 dias pelo Supremo Tribunal Federal. Se Ibaneis convencer o STF de que não houve uma ação deliberada de sua parte, estará salvo do pedido de expulsão do partido.

O périplo de Izalci…
O líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (DF), conversou com líderes do governo Lula para explicar a importância da autonomia do DF. Há o receio de que os ataques às instituições da República e a demora da PM em proteger os edifícios resultem na federalização das forças de segurança do Distrito Federal.

…e a defesa de Ibaneis
“Não acredito que Ibaneis tenha feito qualquer coisa de forma proposital. Faltou a ele apenas humildade para não nomear Anderson Torres”, disse o senador tucano, que, aliás, foi adversário do emedebista na última eleição.

Bolsonaristas também querem CPI
Se até aqui eram os petistas e o governo que defendiam uma investigação parlamentar dos ataques de 8 de janeiro, agora, quem deseja a apuração são os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A deputada Bia Kicis (PL-DF), por exemplo, quer fazer parte do colegiado. Ela acredita que havia infiltrados para fazer baderna.

PL manterá unidade/ O PL, partido de Bolsonaro, não vai rachar, garante Kicis. “Qualquer partido com mais de 10 pessoas tem visões diferentes, é normal. Permaneceremos unidos, afinal, essa é a nossa força. Não haverá a repetição do que ocorreu com o PSL”, afirma a parlamentar.

Pulou o “corguinho”…/ É bom o deputado André Janones (Avante-MG), que pretende ocupar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), parar de acreditar em tudo o que escuta do PT. Dizer no Twitter que José Múcio iria sair do governo foi um gol contra sua indicação.

… e perdeu/ Alguns petistas ouvidos pela coluna foram unânimes em afirmar que Janones não é o nome para essa comissão. A CCJ não é para incendiários, avisam alguns do próprio PT.

Orai e vigiai/ Se o distanciamento social no auge da pandemia foi o novo normal, a Esplanada seguirá carregada de policiais enquanto o governo e os serviços de inteligência detectarem qualquer distúrbio capaz de ameaçar a segurança das autoridades. Hoje, aliás, completa um mês que tivemos carros e ônibus incendiados em Brasília. A cidade de asas e eixos precisa recuperar a sua paz.

Governo Federal indicará novo secretário de segurança do DF

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Enquanto o governo federal segue na busca de responsabilização pelos atos de vandalismo e terror que Brasilia viveu no último Domingo, no Governo do Distrito Federal a situação é se preparar para quando a governadora em exercício, Celina Leão, assumir novamente o controle da área de segurança pública, que segue sob intervenção até o final do mês. A ideia em curso, que vem sendo debatida, é permitir que o governo federal indique o secretário de segurança. Ou, pelo menos, haja uma escolha de comum acordo.

A ideia não é nova. Quando era governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque foi ao presidente Fernando Henrique Cardoso pedir uma indicação para a secretaria de segurança: “Já escolhi todos os meus secretários, mas quero que o senhor indique o secretário de Segurança. Cristovam era do PT e adversário do PSDB de Fernando Henrique. Fez isso justamente para evitar problemas nessa área.  A boa convivência entre governador e presidente da República permitiu à época que o general Cardozo, chefe da Casa Militar,  indicasse o general Gilberto Serra para a função. Agora, diante da crise instalada entre GDF e governo federal, a governadora em exercício, Celina Leão, já foi aconselhada a ouvir o governo federal, na hora de escolher o futuro secretário.

Ela ainda não tem um nome para o cargo. Porém, Diane do afastamento de Ibaneis por 90 dias, caberá a Celina nomear o futuro secretário de segurança. A governadora, conforme o leitor da coluna Brasília-DF já sabe, busca uma boa convivência com o governo federal. É aliada do presidente da Câmara, Arthur Lira, que tem ajudado e muito nessa relação. Celina começou sua conversa com o governo federal no fatídico Domingo, em que, depois de várias tentativas do ministro da Justiça, Flávio Dino, de conversar com o governador Ibaneis, ela foi procurada.  E ouviu um grito ao telefone, pouco Anes de 16h, quando começou a invasão ao Congresso, ao Planalto e ao STF: “Ou a senhora resolve essa crise em uma hora, ou vou afasta a senhora e seu governador”. A irritação de Dino, relatada por pessoas que acompanharam a cena, era fruto da falta de uma resposta do GDF sobre a escalda da tensão naquela tarde. Os manifestantes começaram a invadir o Congresso e avançavam para o Supremo Tribunal Federal. E o governador Ibaneis Rocha não atendia o telefone dos ministros do governo federal. Atônita e sem poder de comando, Celina, àquela altura do papel de vice, contou que iria à casa do governador saber o que estava acontecendo e garantiu que a polícia iria agir.  Lá, o governador, que se preparava para sair de férias, a autorizou a seguir até o Ministério da Justiça, acompanhar de perto a crise e a retomada do controle dos palácios.

Àquela altura da tarde, diante da demora de ação das Forças de Segurança do Distrito Federal e de um “estou chegando” por parte do comandante-geral da Polícia Militar, Fábio vieira, a decisão e intervenção federal já estava desenhada. E quanto mais avançavam os manifestantes, mais os ministros do Supremo Tribunal Federal e do governo federal caminhavam para pedir a prisão do governador. “Foi por um triz”, comentou um dos integrantes do STF.

Ibaneis disse a integrantes do MDB que estava certo de que o esquema montado para a posse, no dia 1, se repetiria no Domingo. Mas não foi isso que ocorreu. O contingente de policiais em 8 de janeiro foi mínimo. Ibaneis, então, se sentiu traído por Anderson torres, que, segundo relatos de emedebistas, antes de viajar, simplesmente desmontou a estrutura. Diante do desfecho da situação, com os três palácios da Praça dos Três Poderes depredados, restou a Ibaneis um lacônico pedido de desculpas. O pedido, depois da porta arrombada e arrancada do local onde ficam as togas do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal, atenuou mas não resolveu. O estrago e a demora das forças de segurança em chegar ao STF, requeriam, na visão dos integrantes do Supremo, uma punição ao governador. Depois de muita conversa com advogados, como Antonio Carlos de Almeida Castro, veio o afastamento.

Com Ibaneis afastado, Celina ganhou mais autonomia, mas, segundo seus aliados, viverá um dia de cada vez. Ontem à noite, no Planalto, a governadora recebeu a solidariedade dos demais governadores, mas foi obrigada a ouvir que houve falhas na segurança do GDF. para que não se repita, melhor ouvir o governo federal sobre quem será seu futuro secretário pós-intervenção. O erro de Ibaneis, dizem alguns, foi ter confiado que Anderson Torres era mais leal a ele do que aos Bolsonaro. Agora, está pagando o preço. Está afastado e não há certeza de que voltará. Celina trabalha para que o GDF mantenha sua autonomia. E, para isso, se for preciso, terá que entregar a indicação do secretário de Segurança ao governo federal. Nessa área, não dá para o governo federal dizer “bola” e o local, “quadrado”. Tem que haver uma linguagem harmoniosa e de proteção de todos os Poderes constituídos.

 

STF concordou com intervenção no DF

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Antes de decretar a intervenção federal no DF, o presidente Lula cogitou uma ação via Parlamento, mas, consultados por Lula, ministros do Supremo Tribunal Federal consideraram que o mais rápido para garantir a proteção do patrimônio e a apuração dos atos terroristas de Domingo (9/1) era a intervenção. Afinal, os petistas pediram ao governador Ibaneis Rocha, em dezembro, que desistisse da nomeação de Anderson Torres para a Secretaria de Segurança Pública. Ibaneis considerou uma interferência indevida na sua gestão. Agora, diante da depredação geral dos principais prédios da Esplanada, e do blecaute nas forças de segurança em todos os níveis, a confiança entre Lula e Ibaneis está quebrada e difícil de ser reconstruída.

Em tempo: Embora Ibaneis tenha sido afastado pelo ministro Alexandre de Moraes e ainda tenha pela frente um processo de impeachment, Lula não se envolverá nesse assunto. Depois do pedido público de desculpas, Lula, em princípio, prefere restabelecer a relação com quem estiver no comando do DF.

Acabou a paciência
Os atos terroristas de domingo fizeram com que os defensores da retirada imediata dos bolsonaristas das portas dos quartéis ganhassem a batalha dentro do governo e no Congresso. José Múcio, agora, tem menos de uma semana para esvaziar tudo. “Se o Exército não retirar da sua porta as pessoas que incitam ou participam desses atos terroristas, passará a ideia de conivência com a baderna”, diz o presidente em exercício do Senado, Veneziano Vital do Rego (MDB-PB).

Deixe seu recado após o sinal
Veneziano contou à coluna que, por volta de 8h da manhã de ontem, recebeu um telefonema da segurança do Senado preocupado com a possível invasão do Congresso. “Liguei para o Ibaneis e não consegui falar. Quem me atendeu foi Gustavo Rocha, que me disse que eu não precisava me preocupar, porque seria uma manifestação pacífica, de pequeno porte, no máximo, 400 pessoas”, afirma.

Controle de quem?
O presidente em exercício do Senado ainda argumentou: “Mas, estão falando em 100 ônibus. E Gustavo Rocha, então, me disse. Não se preocupe que está tudo sob controle”. Agora, depois do terror nos palácios, Veneziano, que é do mesmo partido de Ibaneis, não tem dúvidas: “Houve uma omissão sem precedentes. Não tem cabimento. É imperdoável”.

E o Planalto, hein?
O Gabinete de Segurança Institucional, que deveria proteger o Planalto, vai passar por um pente fino. Todo serviço de inteligência falhou e nada explica o fato de manifestantes depredarem o prédio e a segurança deixar correr solto, sem sequer um tiro de advertência. Até armas foram roubadas.

Joio & trigo
A PM do DF também vai passar por uma investigação para saber quem foi conivente. Mas nem todos os policiais de serviço no fim de semana podem ser acusados. Muitos saíram feridos, tentando proteger o patrimônio público.

Tchau, férias!/No início da noite de ontem, Ibaneis Rocha já havia decidido a cancelar o período de descanso. Agora, afastado pelo ministro Alexandre de Moraes, vai se dedicar a tentar salvar o próprio mandato.

Frágil Brasil/ Não foi apenas Santos Cruz que se manifestou sobre a tolerância com o extremismo. Em seu Twitter, o ex-governador de São Paulo João Doria foi direto: “Inaceitáveis os atos terroristas em Brasília(…) Ruptura patrocinada e financiada por extremistas bolsonaristas. São criminosos. A desordem expõe o Brasil e sua fragilidade institucional”.

Enquanto isso, no Itamaraty…/O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, passou a tarde ao telefone, em contato com chanceleres de vários países mundo afora. O terror será pauta, inclusive, da reunião da Comunidade dos Estados Latino Americanos e Caribenhos (Celac), no fim do mês, na Argentina. A Organização dos Estados Americanos (OEA) também está se mobilizando.

PT e Lula buscam o apoio do Republicanos, de Damares Alves

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O Republicanos foi pedir o apoio do PT para garantir a vice-presidência da Câmara para Marcos Pereira e a vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) para o deputado Jhonatan de Jesus (RR). Ouviu a seguinte resposta: “Se vocês vierem para a base do governo, está fechado”. A legenda terá 41 votos na próxima Legislatura. Ainda que tenha em sua bancada bolsonaristas convictos, como Diego Garcia (PR), a sigla tem um grupo disposto a apoiar o governo. Que ninguém se surpreenda se, mais à frente, o Republicanos, partido da senadora eleita Damares Alves (DF), faça parte do governo Lula. É com parte desses deputados que o governo pretende compensar aqueles votos do União Brasil — que não virão de jeito nenhum.

O que importa

Além da conversa para acertar os ponteiros e afinar a equipe, a reunião ministerial de hoje alertará a todos sobre a necessidade de ter em mente que este governo é uma frente ampla. E a democracia é o maior valor. Portanto, não dá para brigar por “miudezas”.

Saiu, mas pode voltar
Será o momento ainda de dizer com todas as letras que todos devem trabalhar pelo sucesso do governo e em harmonia. Afinal, se a gestão não tiver sucesso, Jair Bolsonaro terá uma avenida aberta rumo a 2026.

Ministra iogurte
Nos restaurantes de Brasília, os deputados começaram as apostas sobre quanto tempo a ministra do Turismo, Daniela do Waguinho, vai se segurar no cargo. Quem menciona mais tempo, fala em 90 dias. Se nas primeiras votações, o União Brasil não estiver coeso, será a senha para o seu afastamento.

Segurança pública
Recém-empossado no cargo de Secretário Nacional de Segurança Pública, o ex-deputado Tadeu Alencar (PSB-PE) tem como meta principal tirar do papel o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). O tema será discutido com os secretários estaduais ainda neste mês. A ideia é promover um trabalho conjunto das polícias federal, militar, civil e guardas municipais, porém, sem unificação das polícias e, sim, de políticas.

Planejamento é bom, mas…
Depois da eleição de 1994, o então presidente eleito, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), havia reservado o Ministério do Planejamento para o economista e educador Paulo Renato Souza — que havia montado todo o governo e o esboço das reformas necessárias. O tucano José Serra, que podia escolher aonde iria, preferiu o Planejamento, para estar no centro das discussões econômicas. Só virou candidato a presidente da República, porém, quando assumiu a pasta da Saúde.

Sempre palaciano/ Vice-líder do governo de Jair Bolsonaro, o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), fez questão de comparecer à posse de Simone Tebet no Palácio do Planalto e ainda trocou cumprimentos com a deputada Maria do Rosário (PT-RS), que chegou a encaminhar uma ação contra Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal porque, numa discussão, o ex-presidente chegou a dizer “jamais iria estuprar você, porque você não merece”.

Área restrita/ Quando foi convidado para ser ministro da Justiça, Flávio Dino, negociou antes todos os cargos do seu ministério. Assim, a equipe assumiu junto a ele. Logo, está fora da distribuição de espaços entre aliados.

A partilha dos santos/ Nem todas as imagens sacras que foram retiradas do Alvorada no início do governo Bolsonaro devem voltar. A de Santa Bárbara, do século XVIII, está hoje no Palácio do Jaburu. Como o vice-presidente Geraldo Alckmin é muito religioso, ainda não está decidido se todos os objetos voltarão.

Por falar em volta…/ Os bolsonaristas farão o primeiro teste de mobilização depois da posse neste fim de semana, em Brasília. A ideia é tentar angariar mais pessoas para os acampamentos a fim de evitar a desocupação.

Em guerra interna, União Brasil sonha com o segundo escalão do governo Lula

Publicado em coluna Brasília-DF

O União Brasil terá sua primeira reunião no final deste mês e, a contar pelas conversas que dominam os bastidores, a tendência é mesmo de independência em relação ao governo. Isso porque os ministros anunciados, Daniela do Waguinho, Juscelino Filho e Waldez Góes não representam a maioria dos deputados. A esperança dos ministros é de que, até lá, eles possam ter força para tirar o eixo de poder das mãos do líder Elmar Nascimento (União Brasil-BA) ou acalmá-lo. A de Elmar, avisam seus fiéis escudeiros, é emplacar bons aliados em postos-chaves, como a Codevasf. A corrida para saber quem controlará o partido segue até o final do mês.

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Com tantos aliados interessados nos “filés” do segundo escalão e o que isso passou a representar na correlação de forças da frente ampla e internamente nos partidos, o presidente Lula precisou antecipar a reunião ministerial. Melhor conversar agora do que deixar que essas rusgas virem uma crise de, como se diz no jargão da política, de vaca não reconhecer bezerro.

Todo o cuidado é pouco

Servidores do Planalto desconfiaram de pessoas sentadas nas antessalas e tentaram saber de quem se tratava. Eram ocupantes de cargos de confiança do governo Jair Bolsonaro que simplesmente ficaram por ali. Delicadamente, foram encaminhadas à porta de saída.

Difícil missão
Muito bem acomodado no primeiro escalão, o PSB terá dificuldades em emplacar os seus integrantes nas estatais e outros cargos. O partido, inclusive, já foi avisado.

Emplacou e desgostou
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, entrega hoje três nomes para assumir a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), área cobiçada também pelo PSD de Carlos Fávaro. O nome mais forte é Edegar Pretto, que esteve cotado inclusive para ministro. A Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) preferia a Conab no Ministério da Agricultura.

Alckmin para acalmar
A alta na Bolsa de Valores foi vista como um alívio pelos ministros do governo Lula 3, mas não vem sendo atribuída apenas à declaração de Jean Paul Prates, futuro presidente da Petrobras, sobre não-intervenção nos preços do petróleo. Houve também o discurso seguro e em defesa da iniciativa privada e da reforma tributária feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, em sua posse como ministro de Indústria e Comércio.

Tempo esgotado
Vence hoje o prazo de 48 horas para que sindicatos e associações do setor de combustíveis e até o Instituto Brasileiro de Petróleo prestem esclarecimentos sobre a manutenção dos preços elevados, mesmo depois de o governo prorrogar a isenção. Se não explicar, punições virão.

A queda de braço não cessa/ A bolsa subiu, mas, enquanto o governo não disser a que veio em termos de âncoras fiscais, o dólar não baixa. Entre os ministros, a ordem é manter o sangue frio, mas, na bancada do PT, nem tanto: “O mercado precisa descer do palanque”, diz o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

Elas vão ter que se entender/ Com a ex-ministra do Meio Ambiente Izabela Teixeira muito bem instalada na ONU e com muito trânsito internacional, a ministra Marina Silva pode ter em Izabela uma ponte para ajudar. O nome de Marina tem peso como representante da floresta, e Izabela tem fama de boa gestora.

Virou moda/ Dona Lu Alckmin, esposa do vice-presidente Geraldo Alckmin, saía do salão nobre do Planalto quando um menino da sua cidade lhe mostrou as meias coloridas. Alckmin fez escola com seu estilo divertido nos pés.

Antes dos ministros, o freio no PT

Publicado em GOVERNO LULA

 

 

Antes da reunião ministerial desta sexta-feira, quando pretende fazer um alinhamento para as nomeações de segundo escalão, o presidente Lula terá um encontro com o PT nesta quinta-feira, 10h. Ali, deixará claro que a lógica de atender todas as tendências não poderá prevalecer. O partido se ressente da falta espaço para todos os seus no governo Lula 3. Há reclamações de que os petistas dos estados de São Paulo e da Bahia dominaram quase tudo. Não houve espaço nem para a Amazônia e nem para Minas Gerais, por exemplo.

Lula vai pedir aos petistas que tenham calma. Dirá que da mesma forma que resolveu o Ministério, resolverá as demais pendências. Foram chamados a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e os líderes do governo na Câmara, José Guimarães, e do Senado, Jaques Wagner, além do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Padilha já havia reunido esse mesmo grupo para ouvi-los sobre os pedidos de segundo escalão. Diante da insatisfação, Lula entrará no circuito. No final, caberá ao presidente arbitrar as disputas.

Segundo escalão traz as primeiras rusgas do governo Lula

Publicado em coluna Brasília-DF

Enquanto o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, cumprimentava as pessoas no segundo lugar do Palácio do Planalto, no quarto andar o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, se reunia com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e com os líderes José Guimarães (PT-CE) e Jaques Wagner (PT-BA). Era a hora de ouvir o partido sobre os cargos de segundo escalão que deseja. Ainda ontem, Padilha teria reunião com o MDB sobre o mesmo tema, uma vez que os postos do Ministério das Cidades, sob o comando do ministro Jader Filho (MDB), são os mais cobiçados, não só pelo PT, como também pelo PSol e integrantes da sociedade civil — como o segmento ligado ao Sindicato dos Urbanitários de São Paulo. Padilha vai ouvir todos os partidos antes de fechar a ocupação de fundações e autarquias.

No MDB, há quem diga que o combinado com Lula foi entregar ao PT a secretaria que cuidará dos bairros e favelas, mas os petistas querem ainda o saneamento e, se possível, a gestão do Minha Casa Minha Vida (MCMV) — programa que, como o leitor da coluna já sabe, tem R$ 10,5 bilhões em caixa para este ano. Não por acaso, Jader Filho saiu de lá direto para cuidar do MCMV. A esperança, agora, é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que soube construir o primeiro escalão, ajeite os desejos de cada um nesta segunda rodada de negociações.

Alexandre, o grande
As nomeações de cargos de segundo e terceiro escalões sairão da Casa Civil para a Secretaria de Relações Institucionais, uma pasta que nos governos Lula 1 e 2 cuidava apenas das emendas parlamentares e de atender políticos irritados com o governo. A gestão desses dois instrumentos faz do ministro Alexandre Padilha o ponto nevrálgico do Planalto que, no governo Bolsonaro, estava na Casa Civil. Padilha ainda vai gerir o Conselhão com representantes dos empresários e da sociedade civil.

Rui, o gestor
Longe das decisões sobre nomeação de cargos, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ficará com a articulação dos ministérios, o PAC e a gestão do governo. No quesito cargos, fará apenas a pesquisa sobre a vida pregressa dos indicados. A ministra da Gestão, Ester Dweck, será o grande RH do Executivo.

Lua de mel política

A presença do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e outros expoentes do PT na posse de Renan Filho, no Ministério dos Transportes, e de Jader Filho, no Ministério das Cidades, foi um sinal de que há uma disposição geral de parceria.

A la Eduardo nunca mais

A pacificação entre MDB e PT se dá justamente por aquela parcela de emedebistas que não apostaram no impeachment de Dilma Rousseff. Renan Filho, ao assumir o cargo, foi direto ao agradecer ao senador Jaques Wagner pela construção coletiva que acomodou setores do partido no governo. “Convivência fraterna de onde nunca deveríamos ter saído”, disse. O sentimento de parceria é real, assim como a certeza de que apostar no impeachment foi um erro.

Coquetel pós-sauna/ O ministro Jader Filho tentou reunir amigos e parentes numa sala com o ar condicionado ao lado do ministério para um coquetel. Mas a fila de cumprimentos no auditório, onde o ar não deu conta do recado, impediu que ele participasse. O senador Jader Barbalho (MDB-PA), um dos mais requisitados, nem entrou na sala. Foi para a garagem, onde estava mais fresquinho.

Quem já foi rei…/ O presidente José Sarney, do alto de seus 92 anos, foi às posses. Na “sauna” que se tornou a posse de Jader Filho, foi levado para a salinha tão logo terminou a cerimônia. Ficou por lá uns 15 minutos e, ao sair, não conseguia dar um passo sem ser parado para selfies. Quem quiser que acredite, quando ele diz que “é apenas um integrante do MDB sem influência”.

Enquanto isso, no Planalto…/ Dilma Rousseff, mais uma vez, foi a homenageada do dia nas solenidades palacianas. Na posse do ministro Paulo Pimenta, o coro “Dilma, Dilma” foi um resgate. Ao sair, ela abraçou algumas admiradoras e comentou: “Falei que eu voltava”.

… e na Conab…/ O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, transformou o local de sua posse, o auditório da Conab, na simbologia de que a Companhia Nacional de Abastecimento estará sob o seu guarda-chuva e não dividida com a Agricultura.

Prioridade x poder/ Vejamos os próximos capítulos de um governo que promete cuidar das pessoas — sim, elas existem, como bem discursou o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Sílvio Almeida. O social, aliás, perpassou todos os oito discursos das posses de ontem. Hoje tem mais. A esperança é de que esse objetivo se sobreponha à disputa por espaços de poder. O país e os contribuintes agradecem.

Governo Lula tem pressa de mostrar resultados na economia

Publicado em coluna Brasília-DF

A maratona de transmissões de cargos desses dias não tirou o foco dos ministros. Cientes de que o tempo agora corre contra o novo governo no sentido de mostrar resultados, os titulares da Fazenda, Fernando Haddad, e de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, começaram ontem mesmo a cuidar do futuro. Haddad, que, em conversas com aliados não se cansa de repetir que a “confusão é grande”, colocou toda a equipe para trabalhar as pontes com o mercado financeiro. A ordem é buscar uma trégua, depois da queda da Bolsa e alta do dólar no primeiro útil do governo, logo após o discurso de posse do ministro. E assegurar algo melhor como âncora fiscal do que a “estupidez chamada teto de gastos”.

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Quanto a Alexandre Padilha, a prioridade é atender a todos antes da reabertura do Congresso, em fevereiro. Nesses primeiros dias, é preciso dar uma acalmada no União Brasil, que não conseguiu garantir os votos dos quais o governo precisará, e os partidos que ficaram de fora do primeiro escalão.

Um passado para o futuro

O presidente Lula ainda deve demorar um tempo para voltar a despachar no Planalto. Ele deseja ver o gabinete do jeito que era quando deixou a Presidência. Se resolver fazer isso em todo o Palácio, terá que tirar as salas novas, instaladas na ampla e antiga sala de estar do quarto andar, que havia sido concebida no governo Lula.

Uma Conab para três
A divisão do Ministério da Agricultura levou a um acordo de cavalheiros sobre com quem ficará a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). E, como a empresa tem interface com Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Indústria e Comércio, as três pastas terão voz na diretoria da Conab.

De Padilha para Padilha
Transferido para a Casa Civil nos tempos do ministro Eliseu Padilha, do governo Michel Temer, o chamado “Conselhão” será reeditado e volta para Alexandre Padilha, da Secretaria de Relações Institucionais. Lá, onde funcionava quando foi criado no governo Lula 1. O conselhão reúne, governo, empresários, e líderes da sociedade civil, que analisam políticas públicas e dão sugestões.

Olho neles
Além do núcleo duro do governo, as atenções sobre como será o andar da carruagem da gestão Lula 3, se voltam também ao Itamaraty, onde está de volta a diplomacia presidencial. Aliás, muitos embaixadores brasileiros vieram para a posse a fim de saber o que novo governo lhes reserva. A movimentação será intensa por esses dias no MRE.

Cada um com seu cada qual/ Sem a tradicional transmissão de cargo na maioria das cerimônias de posse, senadores, deputados e até presidentes de partidos, e a ex-presidente Dilma Rousseff fizeram as honras das casas. Na transmissão de cargo de Rui Costa, na Casa Civil, reinaram os baianos. Até o governador Jerônimo Rodrigues discursou.

Enquanto isso, nos Portos…/ Quem fez as “honras da Casa” foi o PSB. Discursaram o senhor Dario Berger, o líder da bancada, deputado Felipe Carreiras, o presidente do partido, Carlos Siqueira. Geraldo Alckmin foi, mas preferiu guardar o discurso para hoje, quando assume o Ministério de Indústria e Comércio.

Com um apelido desses…/ … O nome virou detalhe. Ao discursar na posse de Ester Dweck no Ministério da Gestão a ex-presidente Dilma Rousseff começou a citar as pessoas presentes. Ao perceber a presença do ex-senador Lindbergh Farias, não lembrava o nome dele de jeito nenhum. Porém, emendou com o apelido. “Chamo sempre ele de Lindinho, experiente. Seu primeiro nome é difícil de lembrar”.

Por falar em Dilma…/ Em vários discursos, os ministros que entraram se referiram ao processo de impeachment de 2016, quando Dilma Rousseff foi apeada do poder. O novo chanceler, Mauro Vieira, foi direto, ao citar que retomava o mesmo cargo que deixou em maio daquele ano: “em meio a um doloroso processo de impeachment que fraturou o país e deixou marcas profundas”. Para os petistas e aliados, chegou a hora de reescrever essa página da história. E quem conta a história são os vencedores.

Enquanto isso, na Casa Civil…/ As plaquinhas das salas estão sobre a mesa de entrada da Casa Civil, à espera da distribuição dos espaços palacianos aos novos ministros. Tudo será remodelado.