PT entre Haddad e Gleisi

Publicado em Eleições 2018, Política

A comissão executiva nacional do Partido dos Trabalhadores se reunirá agora em São Paulo para discutir a formação da chapa que concorrerá à Presidência da da República. A tendência é chapa pura e há grupos se formando em torno de uma discreta queda de braço: Uma ala prefere apostar na presidente do partido, Gleisi Hoffmann, para o papel de vice. Outros, preferem Fernando Haddad, o ex-prefeito de São Paulo. O PCdoB já está fora. Embora alguns ainda tenham esperanças de atrair o partido de Manuela D’Ávila para uma aliança, os comunistas não querem dar um salto no escuro, ou seja, retirar Manuela e ficar á mercê da Justiça, esperando Lula. Por isso, o partido escolheu logo o sindicalista Adílson Araújo para a vaga de vice e foi cuidar da própria vida. Agora, a briga é petista. Só para variar um pouquinho.

Haddad está responsável pela elaboração do plano de governo e joga em parceria com uma ala mais light do partido, onde está também o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, que recusou a vaga na chapa. Foi aí que o grupo ligado à senadora que comanda o PT, que não é tão fã assim de Haddad, passou a trabalhar a hipótese de a própria Gleisi assumir a vaga, embora muitos digam que Haddad é considerado o melhor nome. A ideia dos petistas é anunciar o nome ainda na noite de hoje. As próximas horas serão longas.

Lula quer limpar a área

Publicado em coluna Brasília-DF

Dois movimentos de Lula deixaram os integrantes das legendas mais à esquerda com a certeza de que o ex-presidente não quer apoiar ninguém que não seja de seu partido e, mesmo na condição de detento, quer retirar os adversários do campo do PT “na marra”. Primeiro, foi o torniquete à candidatura de Ciro Gomes, do PDT, com o acordo entre PT e PSB. Agora, vem a proposta para que o PCdoB retire Manuela D’Ávila do páreo, feche aliança com o PT e fique à disposição para quando Lula decidir apresentar a deputada gaúcha como candidata à vice na composição encabeçada por um petista. Pela interpretação do Tribunal Superior Eleitoral, a chapa tem que ser fechada e registrada no sistema do TSE até dia 6, 24 horas depois de encerrado o prazo de convenções. Lula não quer cumprir o prazo.

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Tem gente revoltada no PCdoB, que se reúne hoje em São Paulo para discutir o assunto. Afinal, aos poucos, descobre-se que Lula não quer um vice agora, porque precisa posar como candidato sozinho, sem outro representante, pelo menos, até 15 de agosto, quando, então deverá indicar um outro petista para a própria vaga, sem precisar correr o risco de que um vice de outro partido, no papel de “parceiro de Lula”, acabe caindo nas graças daqueles que hoje votam no ex-presidente. Para muitos, ficou cristalino que Lula e o PT, mais uma vez, querem tudo para si.

As viagens de Lupi

O presidente do PDT, Carlos Lupi, está percorrendo o país e organizando as chapas. Em São Paulo, avisou o PSB, do governador Márcio França, que o partido vai desembarcar como já fez em Pernambuco, em relação a Paulo Câmara. A amigos, Lupi tem dito que não dá para apoiar aqueles que se uniram para tirar espaço do candidato do PDT, Ciro Gomes. “Quem pariu Matheus que o embale. Vou cuidar do meu time”, diz o comandante pedetista.

Águas passadas

As diferenças entre o líder do PSB na Câmara, Júlio Delgado (PSB-MG), e o PT não são mais tão contundentes a ponto de levar o deputado a descartar aliança. Júlio, que fez um parecer pela cassação do mandato de José Dirceu no passado, diz que o partido fará o que for melhor para os socialistas. O que será, ele diz ter até domingo para discutir.

Baixas calorias

O ex-deputado Paulo Delgado, cada vez mais livre depois que se desfiliou do PT, retomou o bom humor com toda força. E já fala até em um segundo turno “diet”. “Para um país que está precisando de dieta equilibrada, nada melhor do que um segundo turno entre as chapas de Marina/Eduardo Jorge e Geraldo Alckmin/Ana Amélia”, diz ele.

Segurança no campo

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, apresenta na semana que vem à Confederação Nacional de Agricultura (CNA) um esboço da proposta governamental para tentar conter o roubo de gado e das lavouras espalhadas pelo país. A reunião de Jungmann com o presidente da CNA, João Martins, é desdobramento dos encontros do semestre passado, quando a confederação apresentou um quadro preocupante da situação no interior do país.

A chapa da língua afiada/ O deputado Sílvio Costa (Avante-PE), que sempre foi bastante eloquente, se mostra pronto para assumir a vaga de vice numa chapa encabeçada por Ciro Gomes. “Ninguém é candidato a vice, mas será um privilégio ser vice de Ciro. Será uma chapa ficha limpa, de um Brasil honesto e decente”, diz ele à coluna, sem, no entanto, citar o temperamento de ambos.

Por falar em ficha limpa…/ Os candidatos tentam, mas a realidade bate à porta. Em busca de tempo de tevê, o Podemos, do candidato a presidente da República, Álvaro Dias, terminou encostado no PTC, de… Fernando Collor.

Por falar em Pernambuco…/ A certeza da vitória na convenção nacional do partido é tal que os pernambucanos sequer virão a Brasília para ouvir o discurso daqueles que rejeitam a tal neutralidade, com restrição de alianças a partidos de esquerda. É que a convenção estadual está marcada para o mesmo dia e mesmo horário.

Dê tempo ao tempo/ A aposta é de que a vereadora Marília Arraes vai acabar desistindo da guerra contra o PSB e terminará fazendo uma campanha à deputada federal.

Enquanto isso, no PSDB…/ O candidato Geraldo Alckmin faz hoje a sua convenção com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (foto). Antes, entretanto, passará nas convenções do PR e do PPS. Aliás, nos últimos dias, ele teve uma maratona de convenções e apoios, ganhando musculatura política. Resta saber se essa grande estrutura defenderá e trabalhará pelo candidato no mundo real e virtual.

Marta Suplicy deixa o MDB e divulga carta aos paulistas

Publicado em Eleições 2018

Cotada para ser vice de Henrique Meirelles, a senadora Marta Suplicy (MDB-SP) não só rejeitou a sondagem como acaba de deixar o partido. O pedido de desfiliação foi feito numa conversa por telefone entre ela e o presidente do MDB, Romero Jucá. Marta estava desconfortável na sigla desde maio do ano passado, quando surgiram as primeiras denúncias contra o presidente Michel Temer. Ela permaneceu, no entanto, porque considerava que o MDB iria prestigiá-la nessa campanha. Porém, diante da insistência do empresário Paulo Skaf em ser candidato a governador, ela percebeu que tudo o que o MDB queria era usar o prestígio dela perante a população mais pobre, onde a senadora tem uma base forte em São Paulo.

Marta não quis sequer participar da convenção que lançou Paulo Skaf ao governo. A amigos, ela já havia dito que, se fosse candidata á reeleição, faria campanha em carreira solo, longe de Skaf e de Temer. Muito franca, ela foi clara com Jucá ao dizer que não faria campanha junto com candidato do partido. Diante desse mal-estar, restou á senadora pedir a desfiliação, confirmada pelo próprio Jucá, numa nota divulgada há pouco:

“O presidente do MDB, senador Romero Jucá, confirma o pedido de desfiliação da senadora por São Paulo Marta Suplicy que sai por motivos pessoais. Os dois se falaram há pouco por telefone. O partido lamenta mas respeita a decisão da senadora. Pessoalmente, o senador Jucá afirma ter carinho e respeito por toda a trajetória de Marta ao longo dos anos n vida pública e política do país”. A senadora estava filiada ao MDB desde setembro de 2015.

A senadora divulgou um carta há pouco:

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Álvaro Dias de olho no partido de Collor

Publicado em Eleições 2018

RODOLFO COSTA

A candidatura do Podemos, de Álvaro Dias, está prestes a se fortalecer. A legenda mantém conversas avançadas com o PTC, do senador e ex-presidente Fernando Collor (AL). A união é um importante avanço para as pretensões da campanha na corrida eleitoral. Ele já obteve o apoio do PSC, que indicou Paulo Rabello de Castro para vice na chapa, e do PRP.

O diálogo é capitaneado pela presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, que mantém confiança na composição. “Hoje deve sair alguma definição do PTC. Acredito que estará com a gente”, avaliou. A meta dela é tentar atrair outras legendas do chamado centrinho, bloco formado por Podemos, PRTB, PSC, PRP, Patriota, PTC, Avante, PROS e DC (antigo PSDC), de José Maria Eymael, que já foi lançado candidato a presidente da República.

As conversas com o Avante estão se encaminhando, embora ainda não tão avançadas em relação aos diálogos com o PTC. O PROS é outra legenda que está na mira de Renata. O partido tinha interesse na vice-candidatura de Álvaro, mas as negociações do Pros com outras siglas levou o Podemos a fechar o cargo com o PSC. “A nossa ideia era tomarmos uma decisão em grupo”, declarou Renata.

O PROS ainda não bateu o martelo para onde vai, mas as conversas com o Podemos continuam, diz Renata. “Eles estão entre nós, PT e MDB”, afirmou. A confiança em atrair o partido se mantém, garante. “O PROS vê a entrada deles na nossa coligação como alguém que pode fazer diferença no processo eleitoral. As pessoas veem muito intenção de voto, mas quem conhece de pesquisa, consegue ver nosso potencial de crescimento nas entrelinhas. Álvaro é um candidato que, se tiver um bom tempo de televisão, vai dar muito trabalho”, sustentou.

A presidente do Podemos também tentou trazer para a coalizão o Patriota. O partido, no entanto, optou por lançar o deputado Cabo Daciolo (RJ), e ainda não há sinais de que possa embarcar com Álvaro, lamenta Renata. “Tentamos convencer o Cabo Daciolo, mas está uma divisão grande no partido. Eles também tentam puxar o Avante, que não deve ir para lá. Nós somos o segundo voto de todos os candidatos”, analisou.

PSB em Minas não apoiará Pimentel

Publicado em Eleições 2018

O PSB de Minas Gerais, que acordou na manhã de hoje sob nova direção, não terá como levar adiante a candidatura do ex-prefeito Márcio Lacerda ao governo estadual. Porém não fechará apoio ao governador Fernando Pimentel. Isso porque o acordo dos socialistas com o PT previa apenas a retirada da candidatura de Lacerda e não um apoio formal do partido à reeleição de Pimentel. Os socialistas também já fizeram chegar à direção nacional do partido que só irão compor uma chapa proporcional (deputados estaduais e federais) com o PT se for vantajoso para o PSB. Essas conversas vão até domingo.

Márcio Lacerda, por sua vez, está com as mãos atadas. Ele pode até obter maioria no diretório estadual, porém, não conseguirá ser candidato a governador. É que, no encontro nacional do PSB, ano passado, foi aprovada uma resolução que obriga a homologação das candidaturas majoritárias estaduais pela direção nacional partidária. E o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que deflagrou o processo de intervenção no diretório estadual na noite de ontem, não homologará a candidatura de Lacerda. Porém, não obrigará o partido a fechar aliança com o PT. Há quem diga que o próximo capítulo dessa história será a vingança de Lacerda em Minas.

Uma vice, dois objetivos

Publicado em coluna Brasília-DF

A escolha da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) para candidata a vice na chapa de Geraldo Alckmin representa uma faca de dois gumes. Em um deles, o candidato aponta para o partido, uma vez que a senadora é considerada um dos melhores quadros do PP e, até por não ser “unha e carne” com Ciro Nogueira, enrolado na Lava-Jato, mostra que Alckmin não pretende compactuar com malfeitos.

Ciro Nogueira, por sua vez, fica mais confortável com essa construção e, como não é ligado a Ana Amélia Lemos, pode largar a candidata à própria sorte, se, na segunda metade de setembro, sentir que Alckmin não terá qualquer chance de passar ao segundo turno. É o PP no modo MDB de decidir as coisas.

A Mega-Sena petista I

O PT aposta que consegue manter Lula candidato, pelo menos até o fim da campanha presidencial em primeiro turno. E tudo graças aos recursos judiciais que apresentará em caso de não homologação da candidatura. Os cálculos de prazos feitos pelo partido, contando embargos, envio ao Ministério Público e tudo o mais, chegam muito próximo à data da eleição. Falta, obviamente, combinar com os ministros do Supremo Tribunal Federal.

A Mega-Sena petista II

A torcida é para que, no Supremo, o recurso em prol da candidatura caia nas mãos de um ministro mais alinhado a Lula. Se conseguir algum bem bonzinho, será melhor que Mega-Sena acumulada. Difícil de ganhar, mas não impossível.

Ciro aposta na rebelião

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, aposta na falência do pouso forçado do PSB ao lado do PT. Em Minas Gerais, Márcio Lacerda promete manter a candidatura e o PSB terá que intervir para demovê-lo. Em Pernambuco, Marília Arraes reuniu mais de 200 delegados. Ou seja, vai dar trabalho.

A voz da experiência

O presidente do PDT, Carlos Lupi, que entende como ninguém o funcionamento da burocracia partidária, vê que a intervenção para retirar candidato próprio é mais difícil.

Manda quem pode…/ …obedece quem tem juízo. O candidato do DEM ao governo do Distrito Federal, Alberto Fraga, tem um motivo a mais para apoiar Geraldo Alckmin na campanha a presidente da República: é que quem vai financiar a campanha é o partido. E ACM Neto não deseja ver o DEM apoiando Jair Bolsonaro.

Derrotado, eu?/ O ex-presidente do Senado Renan Calheiros (foto) chegou à convenção do MDB prometendo um discurso forte. O evento terminou e nada da fala do senador alagoano. Explica-se: não queria ser o “dono” da derrota, depois que apenas 15% dos convencionais presentes optaram pela neutralidade, o que marcou uma vitória estrondosa de Henrique Meirelles no partido.

Repete aí!/ O deputado Efraim Filho (DEM-PB) aproveitou a convenção do partido em Brasília para pedir uma gravação dos colegas para colocar nas redes sociais. O deputado Mandetta (MS), médico, atendeu prontamente o pedido: “Atenção, médicos, estou aqui com Efraim Filho, 2505 …”, e coisa e tal. Eis que depois daquele discurso entre sorrisos com direito a pose para foto, Efraim se vira para o amigo: “Obrigado, mas, 2505 deve ser o seu. O meu é 2511”. Mandetta, muito sem graça, pediu para gravar de novo.

Tô, mas falta ensaio/ Na convenção nacional do DEM que selou o apoio a Geraldo Alckmin (PSDB) para presidente da República, só o deputado Alberto Fraga, pré-candidato ao governo do DF, levou militantes e adesivos de campanha. Todas as vezes em que o parlamentar era citado, os apoiadores levantavam bandeiras e se desdobravam em aplausos. Quando chegou a vez de Alckmin ser apresentado, os aplausos foram mínimos e as bandeiras permaneceram enroladas.

Destravou/ Alckmin (PSDB) e Ana Amélia (PP); Marina Silva (Rede) e Eduardo Jorge (PV); Álvaro Dias (Pode) e Paulo Rabello de Castro (PSC); Henrique Meirelles (MDB) com o PHS. Falta praticamente apenas Ciro Gomes e o PT definirem seus vices.

Ana Amélia na vice

Publicado em Eleições 2018

O PP já dá como certo a senadora Ana Amélia na vice de Geraldo Alckmin. E tem as razões claras para isso. Ela é do Rio Grande do Sul, estado onde Jair Bolsonaro está ganhando terreno. Está longe de malfeitos, atrai o voto feminino e é muito respeitada no setor agropecuário. A vice-governadora do Piauí, Margarete Castro, que fez parceria com o PT de Wellington Dias em seu estado, seria um problema para Ciro Nogueira. O senador teria dificuldades de explicar em sua terra natal o fato de ter colocado a mesma Margarete em outra aliança.

Ana Amélia é jornalista, chefiou o jornal Zero Hora em Brasília, foi candidata ao governo do Rio Grande do Sul em 2014 e é vista como um dos melhores quadros do PP. Para Geraldo Alckmin é uma escolha que, avaliam seus aliados, não vai gerar problemas. Ela iria disputar a reeleição no Rio Grande do Sul. Ela agora prepara a sua saída da disputa gaúcha em busca de alguém que possa substituí-la na vaga ao Senado. H]a quem diga que só falta isso para fechar e Alckmin anunciá-la como vice.

Colaborou Antonio Temóteo

A lista tríplice de Alckmin

Publicado em Eleições 2018

O pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, avalia, pelo menos, três nomes para compor a chapa a presidente da República. O da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), o da vice-governadora do
Piauí, Margarete de Castro Coelho, também do PP, e o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo, que já foi do PCdoB e hoje está no Solidariedade.

As duas mulheres são consideradas mais agregadoras em termos de discurso. Uma é do Nordeste, onde Alckmin precisa reforçar a campanha e tira ainda uma
aliada do PT. A senadora Ana Amélia dá um suporte maior no Sul do País, onde Jair Bolsonaro começa a ganhar terreno.

Aldo, por sua vez, levaria um viés de esquerda à coligação, porém, faz política em São Paulo. A decisão deve sair até esta sexta-feira.

Fraga liga para Bolsonaro: “Meu candidato agora é Geraldo Alckmin”

Publicado em Eleições 2018

O candidato do DEM ao governo do Disrito Federal, deputado Alberto Fraga, contou ao blog que ligou para o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, para Expo ar que, por questões partidárias, apoiará Geraldo Alckmin, do PSDB. O apoio de Fraga a Alckmin foi fechado numa reunião com o presidente do DEM, ACM Neto, ontem.

A pressão para que Fraga abandonasse Bolsonaro começou no momento em que o pré-candidato do PSDB, Izalci Lucas, largou a pré-campanha de governador para se aliar a Fraga. Tudo porque Rogério Rosso havia procurado a direção nacional
do PSDB para dizer que o PSD é quem daria palanque a Alckmin no DF e não o DEM
de Fraga. O presidenciável tucano, então, certo de que Fraga era Bolsonaro, tentou interceder em defesa de Rosso, mas ACM Neto deu praticamente um ultimato a Fraga, que, na hora mudou: “Tudo bem, eu apoio Alckmin”.

Fraga não deixa de ter uma certa mágoa em relação a Bolsonaro, porque, embora sejam amigos, o candidato do PSL perdeu a chance de declarar apoio explícito a Fraga quando começou às conversas com
O general Heleno. A um amigo do DEM, Fraga comentou: “Quando ele
Veio buscar apoio do general, esqueceu de mim. Agora, meu candidato é Geraldo Alckmin. Coisas da política”.

Uma vice para dois objetivos

Publicado em coluna Brasília-DF

A escolha da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) para candidata a vice na chapa de Geraldo Alckmin representa uma faca de dois gumes. Em um deles, o candidato aponta para o partido, uma vez que a senadora é considerada um dos melhores quadros do PP e, até por não ser “unha e carne” com Ciro Nogueira, enrolado na Lava-Jato, mostra que Alckmin não pretende compactuar com malfeitos.

Ciro Nogueira, por sua vez, fica mais confortável com essa construção e, como não é ligado a Ana Amélia Lemos, pode largar a candidata à própria sorte, se, na segunda metade de setembro, sentir que Alckmin não terá qualquer chance de passar ao segundo turno. É o PP no modo MDB de decidir as coisas.

A Mega-Sena petista I

O PT aposta que consegue manter Lula candidato, pelo menos até o fim da campanha presidencial em primeiro turno. E tudo graças aos recursos judiciais que apresentará em caso de não homologação da candidatura. Os cálculos de prazos feitos pelo partido, contando embargos, envio ao Ministério Público e tudo o mais, chegam muito próximo à data da eleição. Falta, obviamente, combinar com os ministros do Supremo Tribunal Federal.

A Mega-Sena petista II

A torcida é para que, no Supremo, o recurso em prol da candidatura caia nas mãos de um ministro mais alinhado a Lula. Se conseguir algum bem bonzinho, será melhor que Mega-Sena acumulada. Difícil de ganhar, mas não impossível.

Ciro aposta na rebelião

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, aposta na falência do pouso forçado do PSB ao lado do PT. Em Minas Gerais, Márcio Lacerda promete manter a candidatura e o PSB terá que intervir para demovê-lo. Em Pernambuco, Marília Arraes reuniu mais de 200 delegados. Ou seja, vai dar trabalho.

A voz da experiência

O presidente do PDT, Carlos Lupi, que entende como ninguém o funcionamento da burocracia partidária, vê que a intervenção para retirar candidato próprio é mais difícil.

Manda quem pode…/ …obedece quem tem juízo. O candidato do DEM ao governo do Distrito Federal, Alberto Fraga, tem um motivo a mais para apoiar Geraldo Alckmin na campanha a presidente da República: é que quem vai financiar a campanha é o partido. E ACM Neto não deseja ver o DEM apoiando Jair Bolsonaro.

Derrotado, eu?/ O ex-presidente do Senado Renan Calheiros (foto) chegou à convenção do MDB prometendo um discurso forte. O evento terminou e nada da fala do senador alagoano. Explica-se: não queria ser o “dono” da derrota, depois que apenas 15% dos convencionais presentes optaram pela neutralidade, o que marcou uma vitória estrondosa de Henrique Meirelles no partido.

Repete aí!/ O deputado Efraim Filho (DEM-PB) aproveitou a convenção do partido em Brasília para pedir uma gravação dos colegas para colocar nas redes sociais. O deputado Mandetta (MS), médico, atendeu prontamente o pedido: “Atenção, médicos, estou aqui com Efraim Filho, 2505 …”, e coisa e tal. Eis que depois daquele discurso entre sorrisos com direito a pose para foto, Efraim se vira para o amigo: “Obrigado, mas, 2505 deve ser o seu. O meu é 2511”. Mandetta, muito sem graça, pediu para gravar de novo.

Tô, mas falta ensaio/ Na convenção nacional do DEM que selou o apoio a Geraldo Alckmin (PSDB) para presidente da República, só o deputado Alberto Fraga, pré-candidato ao governo do DF, levou militantes e adesivos de campanha. Todas as vezes em que o parlamentar era citado, os apoiadores levantavam bandeiras e se desdobravam em aplausos. Quando chegou a vez de Alckmin ser apresentado, os aplausos foram mínimos e as bandeiras permaneceram enroladas.

Destravou/ Alckmin (PSDB) e Ana Amélia (PP); Marina Silva (Rede) e Eduardo Jorge (PV); Álvaro Dias (Pode) e Paulo Rabello de Castro (PSC); Henrique Meirelles (MDB) com o PHS. Falta praticamente apenas Ciro Gomes e o PT definirem seus vices.