Pesquisadores concluem que os vibradores podem e devem ser considerados dispositivos terapêuticos, não apenas brinquedos sexuais.
Por Cecilia Sóter — Uma pesquisa feita pela Cedar-Sinai Medical Center, nos Estados Unidos, aponta que médicos deveriam prescrever o uso regular de vibradores para pacientes mulheres. O artigo publicado recentemente na revista The Journal of Urology afirma que a prática comprovadamente traz benefícios médicos, como melhora na saúde do assoalho pélvico, redução da dor vulvar e melhorias na saúde.
Para apurar como os vibradores pode auxiliar a prática da masturbação — e as consequências positivas para a saúde da mulher —, os pesquisadores revisaram bancos de dados de estudos sobre o assunto. Foram encontrados 558 artigos, mas apenas 21 foram abrangidos no estudo por se adequarem em todos os critérios estabelecidos pelos pesquisadores.
Na análise, eles localizaram evidências de uma série de benefícios do uso regular do vibrador, incluindo melhora na saúde (e na força) do assoalho pélvico, redução de dores na vulva e melhorias na saúde sexual geral. Encontraram também, casos de uso regular de vibradores levando a melhorias na incontinência urinária.
Segundo a equipe, liderada pela pesquisadora Alexandra Dubinskaya, o uso do vibrador durante a masturbação reduz o tempo que uma mulher leva para atingir o orgasmo e também ajuda a alcançar orgasmos múltiplos, contribuindo para a redução do estresse e melhorando na saúde sexual geral.
Por esse motivo, os pesquisadores concluem que os vibradores podem e devem ser considerados dispositivos terapêuticos — e não apenas brinquedos sexuais. Eles aconselham que especialistas em medicina pélvica feminina, cirurgia reconstrutiva e até mesmo médicos em geral comecem a prescrever vibradores para suas pacientes.
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