Cosette Castro
Brasília – Esta foi uma semana de comemoração pelo reconhecimento internacional do cinema brasileiro. O filme “O Agente Secreto” recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, entre elas a de melhor ator para Wagner Moura, melhor diretor para Kleber Mendonça Filho, melhor filme e melhor filme estrangeiro.
Enquanto isso, no Distrito Federal, é triste observar o descaso do Governo Ibaneis Rocha e Celina Leão em relação a outra forma de manifestação cultural: o carnaval e seus blocos de rua. Eles agem como se o carnaval não fosse um bem cultural coletivo que merece amplo apoio, como se não fizesse parte da história e como se não gerasse renda, trabalho e impacto econômico para a Capital Federal e para as Regiões Administrativas (RAs).
A lista dos classificados no DF Folia 2026 é pequena para a importância cultural do carnaval candango, que leva milhares de pessoas de todas as idades às ruas. Em 2025, 700 mil pessoas participaram do carnaval, brincando e movendo a economia local. Há denúncias, inclusive, de que eventos festivos teriam sido contemplados como se fossem blocos de carnaval.
Este ano a Secretaria de Cultura e Economia Criativa deixou de lado blocos tradicionais, como Patu Batê, Bloco da Tesourinha, Bloco Bafo de Cana (Guará), Bloco Menino da Ceilândia, CarnaLobo, Bloco Suvaquinho da Asa, entre outros. Por essas e outras razões, o Bloco Vaca Profana anunciou que não vai participar do Carnaval 2026.
Segundo a Frente Ampla dos Blocos de Rua do Distrito Federal, os critérios de classificação não têm transparência, restringem cada vez mais as possibilidades de brincar na rua e ocupar a cidade e o prazo para apresentar recurso é pequeno. Ele depende das informações prestadas pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que demora em responder e-mails.
Em carta pública, a Frente Ampla dos Blocos de Rua está solicitando maior rigor na verificação dos critérios estabelecidos no cadastro; reavaliação dos casos onde há indícios de enquadramento inadequado como bloco de carnaval e prorrogação do prazo para interposição de recursos até o dia 26/01.
Pré-Carnaval no Bloco Filhas da Mãe
Começa na próxima segunda-feira, dia 26, a Oficina de Samba no Pé, oferecida gratuitamente desde 2020 pelo Coletivo Filhas da Mãe. Podem participar mulheres de todas as idades que desejem aprender a sambar, mulheres que aprenderam e já esqueceram como se samba e também aquelas que querem praticar um pouco mais. Este é um espaço de encontro e preparação para o Carnaval 2026. (Confirme sua participação Aqui)
Janeiro
Dias 26, segunda-feira, 28 (quarta-feira) e 29 (quinta-feira)
Horário: das 15 às 16h30
Fevereiro
Dias 03 (terça-feira) e 05 (quinta-feira)
Horário: das 14h30 às 15h30
Endereço: Espaço Longeviver – Quadra 601 da Asa Sul, 2o andar, Ed. Providência
Professoras voluntárias: Carmen Alves e Laura Virgínia
O Coletivo Filhas da Mãe também vai oferecer Oficina de Adereços nos sábados dias 31/01 e 07/02, das 10h45 às 12h, no espaço de artes da loja colaborativa Pé de Árvore, localizada na Quadra 411, bloco A, da Asa Sul.
A oficina de Adereços é gratuita e será coordenada por Leandra Lofego, da coordenação do Coletivo Filhas da Mãe. Lá você vai aprender a fazer uma tiara ou brinco para usar no Carnaval 2026 e ainda ajuda o Coletivo Filhas da Mãe a produzir adereços para o Esquenta Carnaval do dia 08 de fevereiro. (Confirme sua participação pelo WhatsApp 61-999-895808)
E no dia 08/02 vai acontecer o Esquenta Carnaval 2026 do Bloco Filhas da Mãe, das 14 às 17h, no Beco da Infinu, localizado na quadra 506 Sul, em Brasília. Já estão confirmadas a participação das fanfarras “Me Chama Pelo Nome” e “Capivareta Repercursiva”.
O Bloco Filhas da Mãe é o primeiro Bloco do Brasil a chamar atenção sobre as demências, sobre cuidado familiar e memória. Ele sai às ruas no Pré e no Pós-Carnaval desde 2020. Consideramos o carnaval um espaço de promoção da saúde mental. Quem cuida um ou mais familiares tem o direito à festa, ao riso e a brincadeira em meio aos desafios das demências.
PS: Após cada Oficina haverá lanche compartilhado. Traga algo para contribuir. (Evite refrigerantes, frituras, alimentos ultra processados e com muito sal e açúcar). Cuidado alimentar também é cuidado coletivo.
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