Segurança Pública teve 14 demissões em 2016

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As demissões de dois policiais militares na última sexta-feira, depois de condenações por homicídio e estupro de vulnerável, geraram repercussão, mas não foram os únicos casos registrados este ano. Desde janeiro, nove policiais militares do Distrito Federal foram expulsos da corporação – cinco deles por questões disciplinares e quatro em decorrência de condenações penais. Além dos dois casos mais recentes na PM, um sargento do Corpo de Bombeiros teve a demissão assinada em julho, por conta de uma condenação a oito anos de cadeia por atentado violento ao pudor. O crime ocorreu em 2008, quando o militar abusou sexualmente de uma criança de cinco anos. Ouvida em três ocasiões, a vítima “manteve coerência e lógica em suas afirmações”, de acordo com o processo.


Tortura e sequestro
Outro PM expulso este ano depois de condenação criminal foi um sargento acusado de tortura. Em 2009, ele espancou um adolescente que brigou com seus filhos, durante uma festa na Vila Planalto. O PM foi condenado a quatro anos de prisão em regime fechado, por crime de tortura, em 2012, e a exclusão da Polícia Militar foi formalizada em junho deste ano. Já na Polícia Civil, cinco servidores foram demitidos do serviço público desde janeiro: uma escrivã, dois policiais e dois agentes penitenciários. Um dos que perderam a função este ano é um policial condenado a 10 anos de reclusão por extorsão mediante sequestro. O crime ocorreu em 2008, mas a condenação só veio em 2013. As outras demissões na PCDF ocorreram porque os servidores “aproveitaram-se abusivamente da condição de funcionário policial”.


“Universo inimaginável a ser explorado”
O chefe da Casa Militar do DF, coronel Cláudio Ribas, comentou a nota que a coluna publicou no último sábado, sobre a demissão dos PMs condenados. Ele afirmou que não existe necessidade de trânsito em julgado para a demissão de militares e lembrou que alguns processos administrativos se arrastam mais do que os outros por conta “da complexidade do caso e da habilidade advocatícia”. “Com excelência e rigor nos sistemas de controle e correição, a PM e o Corpo de Bombeiros punem, de forma eficiente e exemplar, os seus integrantes infratores da lei, maus profissionais e meros transgressores da disciplina”, afirmou. “Se a intenção da matéria era expor algum tipo de corporativismo ou alguma benesse no sistema de leis dos militares, entendo que existe um universo inimaginável a ser explorado no serviço público brasileiro, mas não entre nós, militares do Distrito Federal”, finalizou o coronel.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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