PTB lança a pré-candidatura de Alírio Neto ao Buriti

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ANA VIRIATO
Em um evento repleto de figuras do meio político e representantes de sindicatos da segurança pública, o PTB lançou, nesta quarta-feira (07/03), a pré-candidatura do ex-presidente da Câmara Legislativa Alírio Neto ao Palácio do Buriti. Presidente regional da sigla, ele trabalha na construção de uma frente de centro-direita, em oposição ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

Em meio ao racha do grupo político com raízes nas gestões de José Roberto Arruda e Joaquim Roriz, o petebista garantiu que a pré-candidatura trata-se de uma opção e, não, imposição. “Venho para somar. A iniciativa não é algo com intransigência, mas com história de construção de pontes. Queremos todos unidos, mas temos o direito de colocar nossos nomes para o debate”, frisou.

Participaram da cerimônia no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) o ex-vice-governador Paulo Octávio (PP); o vice-governador Renato Santana (PSD); os deputados federais Rogério Rosso (PSD), Izalci Lucas (PSDB) e Cristiane Brasil (PTB-RJ); os distritais Raimundo Ribeiro (PPS), Wellington Luiz (MDB) e Cláudio Abrantes (sem partido); a ex-distrital Eliana Pedrosa (Podemos); o senador Hélio José (Pros); e o presidente regional do PRB, Wanderley Tavares.

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, não compareceu ao evento, por conta de um falecimento na família. Ainda assim, o petebista gravou um vídeo para assegurar o apoio da legenda à campanha de Alírio. “Foi uma candidatura trabalhada em meu gabinete. Vou fazer total esforço e me dedicar para vencermos. Alírio tem à disposição o apoio e a estrutura do PTB nacional”, garantiu.

Filha de Roberto, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) engrossou o coro. “Vim para reforçar a fala do meu pai. Alírio será nosso candidato e governador do Distrito Federal”, encorajou antes de deixar o local para voltar à Câmara dos Deputados.

Frente de oposição

Pré-candidatos ao Buriti parabenizaram e prestigiaram Alírio Neto, mas deixaram claro que continuam no páreo. Presidente regional do PSDB, Izalci Lucas usou o espaço para afirmar que a sigla “não estará, sob nenhuma hipótese, ao lado de Rollemberg nas eleições” e para alfinetar o chefe do Executivo local. “Não podemos admitir a chance de reeleição do governo. Um homem que, em vez de cuidar da cidade, trabalha na reeleição, buscando cooptar partidos no âmbito nacional, sem respeitar os integrantes do DF”, cutucou sobre as investidas do socialista na aproximação com PSDB e PPS.

À frente do Podemos-DF, Eliana Pedrosa alegou que o lançamento da pré-candidatura de Alírio impulsiona os demais postulantes ao Executivo local. “Fará com que todos nós, candidatos, estudemos mais, trabalhemos mais e procuremos mostrar algo do que o DF se orgulhe. Temos muita nomes bons. Tenho certeza que caminharemos com lealdade e respeito”, pontuou.

Pré-candidato a um cargo majoritário, Paulo Octávio ressaltou não saber quais serão as composições do PP para a disputa eleitoral, mas homenageou o petebista. “Não sei o caminho que o partido tomará. Temos as dificuldades das coligações. Mas quero deixar claro que você tem todas as condições de governar com competência e muito trabalho nossa cidade”.

Apesar de presidir um partido que compõe o governo, Wanderley Tavares (PRB) acentuou que o partido caminhará ao lado de Alírio Neto, condição que sinaliza o desembarque da base aliada a Rollemberg. Vice-governador, Renato Santana (PSD) alegou que escolheu um lado e vai “caminhar nas ruas para corrigir o erro de 2014”, disse referindo-se ao chefe do Buriti.

Reforço de entidades da segurança pública

Nas vezes em que se elegeu deputado federal e distrital, o policial Alírio Neto contou com uma base formada por sindicatos ligados à segurança pública. Os representantes das entidades voltaram a demonstrar apoio ao ex-presidente do Legislativo local.

Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do DF (Sindepo), Rafael Sampaio sentou à mesa ao lado de Alírio e o parabenizou. A relação de Rollemberg com a categoria, por outro lado, está desgastada. Os policiais reivindicam a manutenção da paridade salarial com a Polícia Federal, por meio de um reajuste de 37%.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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