Projeto aprovado garante nome social de pessoas trans em lápides e atestados de óbito

Compartilhe

ANA MARIA CAMPOS

A Câmara Legislativa aprovou hoje (09/12) projeto de lei que garante o reconhecimento do nome social de acordo com a identidade de gênero de pessoas trans e travestis nas lápides de túmulos, jazigos, certidões de óbito e outros documentos.

De acordo com a proposta do deputado Fábio Felix (PSOL), esse direito deve ser garantido mesmo quando o nome registrado em documentos de identidade civil (RG, Certidão de Nascimento) diverge do nome social.

A iniciativa, batizada de Vick Jugnet, tem o objetivo de garantir o respeito à memória de pessoas trans. Embora a jovem tenha adotado o nome Victória, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) negou retificação póstuma de seu registro civil, alegando que seria necessária uma alteração de Vick em vida.

Outra dificuldade das famílias de pessoas trans é o respeito à identidade de gênero durante as cerimônias de velório, sepultamento ou cremação.

O projeto assegura — além do respeito ao nome social — que sejam resguardadas a aparência pessoal e as vestimentas utilizadas pela pessoa trans ou travesti em vida.

Para entrar em vigor, o projeto depende agora de sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

Posts recentes

  • CB.Poder

MP encaminha inquérito contra Pedro Turra para a Promotoria do Júri de Águas Claras

Ana Maria Campos A Promotoria de Justiça Criminal de Taguatinga encaminhou o caso do ex-piloto…

1 dia atrás
  • CB.Poder

Advogado Rodrigo Badaró foi indicado para presidir Comitê Nacional de Inteligência Artificial do Judiciário

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL O advogado Rodrigo Badaró, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),…

2 dias atrás
  • CB.Poder

Leila do Vôlei é reeleita presidente do PDT-DF

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL A senadora Leila do Vôlei foi reeleita presidente do PDT-DF neste…

2 dias atrás
  • CB.Poder

Chacina do DF vai a júri em abril. Pena pode ultrapassar 300 anos de prisão, segundo MP

Um dos crimes mais impressionantes da história do Distrito Federal, a chacina de 10 pessoas…

2 dias atrás
  • CB.Poder

Morte de Rodrigo Castanheira: classificação do crime pode alterar a pena máxima de 12 para 30 anos de prisão

ANA MARIA CAMPOS/EIXO CAPITAL A discussão entre especialistas em direito penal do momento é sobre…

2 dias atrás
  • CB.Poder

TJDFT aprova penduricalho e medida é barrada pelo STF

ANA MARIA CAMPOS O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos…

4 dias atrás