“Não tenho nada a esconder e nada a temer”, diz Agnelo Queiroz, após deixar a cadeia

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Um dia após deixar a cadeia, o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) divulgou uma longa nota, para refutar as denúncias de envolvimento em um esquema de cobrança de propina nas obras do Estádio Nacional Mané Garrincha. O petista diz que nunca interferiu nas investigações e, por isso, não havia necessidade da prisão. “Não foram encontrados motivos para me privar da liberdade, um bem tão precioso aos cidadãos”, comentou. “Tenho endereço residencial fixo e sempre estive à disposição da Justiça e dos demais órgãos de fiscalização. Sempre estive e estarei sempre disponível a prestar todos os esclarecimentos que forem necessários, a qualquer tempo”.

Agnelo Queiroz demonstrou indignação com “acusações falsas” e atribuiu as denúncias à sua vida de militância política. “Tenho mais de 25 anos dedicados à participação política. Nunca agi dessa forma, porque não tenho nada a esconder e nada a temer em relação aos atos praticados nas campanhas eleitorais das quais participei e em razão dos cargos públicos que ocupei, como agente político”, declarou Agnelo. Segundo ele, as afirmações de ex-executivos da Andrade Gutierrez são falsas. “Jamais me locupletei ilicitamente de qualquer cargo público que ocupei. Não recebi, nem jamais autorizei ninguém a receber valores ou vantagens indevidas em meu nome”.

O ex-governador nega que tenha feito mudanças nas regras de gestão da Terracap para permitir desvios de recursos. Segundo ele, a aprovação da lei que permitiu a reversão do patrimônio da Terracap foi benéfica ao governo. “É incalculável o valor econômico agregado ao patrimônio da Terracap, ficando esta empresa pública obrigada a transformar este local em complexo desportivo destinado à realização de eventos esportivos, sociais, culturais e religiosos, o qual integrará novo espaço de lazer com vistas a promover o desenvolvimento econômico-social do Distrito Federal e a propiciar melhor qualidade de vida à população”.

O petista negou ainda as acusações de superfaturamento de R$ 900 milhões.  “O Tribunal de Contas do Distrito Federal acompanhou, com escritório no canteiro de obras do Estádio, tendo apreciado todos os processos licitatórios”, alegou. “Confio inteiramente que, ao final das investigações, ficará provado que todos os meus atos como candidato e como governador do Distrito Federal foram praticados com obediência aos preceitos legais, transparência e motivados apenas pelo cumprimento do programa de governo que apresentei na campanha eleitoral”, acrescenta Agnelo Queiroz. Ele diz que deixou o governo “de cabeça erguida”. “Estou convencido de que a verdade termina sempre por ser reconhecida pelas pessoas de boa fé, essa esmagadora maioria da população, embora isso às vezes fique obscurecido pela frequente veiculação de notícias falsas e distorcidas sobre minha pessoa e minha gestão à frente do GDF”, finalizou o petista.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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