MP não comemora condenação de Villela: “O crime não deixa de existir”

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Coluna Eixo Capital/Por Ana Maria Campos

No final do julgamento de Adriana Villela, quando os jurados já tinham um veredito ainda não anunciado, os três promotores de Justiça chegaram no plenário com o semblante fechado. Na plateia, a aposta pela análise da linguagem corporal era de que o Ministério Público tinha sido derrotado. Mas ocorreu o contrário. Depois, à coluna, o procurador Maurício Miranda explicou: “Não tem comemoração num caso como esse. Ninguém fica feliz com a condenação e o crime não deixa de existir”.

Mais um júri?

O procurador Maurício Miranda ainda gostaria de participar de um outro júri: o do caso Timponi. Para isso, no entanto, como ele foi promovido para atuar na segunda instância, será necessária a autorização do Conselho Superior do Ministério Público.Pode ser também que esse julgamento nem saia. A defesa do réu, denunciado por provocar a morte de três pessoas na Ponte JK, em acidente de trânsito, alega que Paulo César Timponi está doente, com insanidade mental e não tem mais conhecimento da acusação. Se a Justiça acatar o laudo médico, o processo será suspenso.

Sem unanimidade

A condenação de Adriana Villela como mandante da morte dos pais não foi unânime. Mas houve uma maioria folgada. Na sala secreta, ao analisar os quesitos apresentados pelo juiz Paulo Giordano, apenas dois dos sete jurados votaram a favor da arquiteta.

Delegados poderiam provar que foi latrocínio, diz Bessa

Ex-diretor da Polícia Civil, o ex-deputado Laerte Bessa trabalhou na defesa da arquiteta Adriana Villela, mas não foi autorizado por ela a participar da equipe de advogados no julgamento encerrado na última quarta-feira. Pelo Twitter, Bessa criticou: “A vaidade da defesa e a arrogância da ré, Adriana Villela, resultaram em sua condenação. Escolheram as testemunhas erradas”.

Bessa sustenta que Adriana é inocente e isso poderia ser atestado por três delegados que atuaram no caso: Debora Menezes, Adval Cardoso de Matos e Pedro Cardoso, ex-diretor da Polícia Civil. “Eles deveriam ter prestado depoimento. Foram os primeiros a conhecer a história e sabem que foi latrocínio”, diz Bessa. A Polícia Civil, no entanto, encerrou o inquérito com outra conclusão, sob o comando da delegada Mabel de Farias. A tese foi encampada pelo Ministério Público e pelos jurados. A defesa de Adriana não quis comentar.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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