Leal a Raquel Dodge, Camanho só aceitaria a PGR numa combinação com a atual chefe do MP

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ANA MARIA CAMPOS
LEONARDO CAVALCANTI

Em meio à disputa para a indicação de Jair Bolsonaro à Procuradoria-geral da República, um dos nomes que despontaram nos últimos dias é o subprocurador-geral da República Alexandre Camanho de Assis, braço direito da atual chefe do Ministério Público, Raquel Dodge. Secretário-geral do Ministério Público da União (MPU), ele foi duas vezes eleito presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), responsável pelo processo de seleção da lista tríplice, e é reconhecido pelos colegas.

Nos bastidores, entretanto, procuradores avaliam que Camanho apenas aceitaria a missão de comandar a PGR a partir de uma combinação com Raquel Dodge. “Camanho teve papel fundamental no processo que levou Raquel Dodge à chefia da instituição e uma de suas virtudes é a lealdade. Se ele estiver fazendo algum movimento, é para a recondução de Dodge. E se virar protagonista na escolha será com a chancela dela”, disse um procurador que acompanha de maneira privilegiada a escolha do novo procurador-geral, desde o início da campanha para a eleição da lista tríplice.

Nos últimos 25 anos, Camanho integrou importantes investigações de combate à corrupção, desde os tempos em que estava na Procuradoria da República do Distrito Federal, como as operações do caso Collor-PC Farias e da máfia das Sanguesssugas. Também teve atuação importante na área de defesa do meio ambiente e do combate à grilagem de terras no DF.

Ana Maria Campos

Editora de política do Distrito Federal e titular da coluna Eixo Capital no Correio Braziliense.

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