Alíquota de IPVA cairá de 3,5% para 3%. Impostos como IPTU e ITBI também terão redução

Compartilhe

Os brasilienses devem pagar menos impostos a partir do ano que vem. A equipe do governador eleito do DF, Ibaneis Rocha (MDB), vai reduzir as alíquotas de impostos como IPVA, IPTU, ITBI e ITCD. A ideia dos técnicos do emedebista é, a partir da redução de alíquota, minimizar a inadimplência e, assim, ampliar a arrecadação tributária. Ainda não há estimativa de quanto será a perda anual com a medida, que terá que passar pela Câmara Legislativa.

No caso do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), a proposta prevê a redução da alíquota de 2,5% para 2%, no caso de ciclomotores, motocicletas, motonetas, quadriciclos e triciclos; e de 3,5% para 3%, para automóveis, caminhonetes, caminhonetas, utilitários e demais veículos.

Para o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD), os planos da equipe do novo governo incluem uma redução de 5% para 4% sobre a parcela da base de cálculo entre R$ 1.000.000,00 e R$ 2.189.467,32; e de 6% para 4% sobre a parcela da base de cálculo que exceda R$ 2.189.467,32.

Para calcular o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), a alíquota deve cair de 3% para 2% sobre o valor venal dos bens ou direitos transmitidos ou cedidos. Já o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana ou Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) não terá alteração de alíquota. Nesse caso, a equipe de Ibaneis fará uma revisão da forma de cálculo do tributo, levando em consideração valores de 2010 atualizados.

Impacto

As informações foram confirmadas pelo futuro secretário de Fazenda do DF, André Clemente, em entrevista ao programa CB Poder.  “Vamos ajustar a carga tributária, reduzir alíquotas de IPTU e IPVA, e colocá-las nos patamares de 2010. Não vamos abrir mão disso. Tudo será feito com transparência e seriedade, respeitando a LRF e os impactos orçamentários financeiros. Isso terá um impacto positivo”.

André Clemente explicou por que os valores serão reduzidos a patamares de 2010. “Aquele foi um ano simbólico, em que não houve aumento de impostos e a inadimplência estava baixa. Fechamos o ano com superávit e dinheiro em caixa, mesmo com a crise de 2009. De lá para cá, no entanto, todo aumento de imposto significou aumento de inadimplência e redução da arrecadação”.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

Posts recentes

  • CB.Poder

Esposa de Anderson Torres é nomeada em gabinete de conselheiro do TCDF

ANA MARIA CAMPOS A advogada Flavia Michelle Sampaio Torres, esposa do ex-ministro da Justiça e…

8 horas atrás
  • CB.Poder

Vorcaro sobre Ibaneis: “conversas institucionais”

Da coluna Eixo Capital Em depoimento prestado à Polícia Federal (PF), o dono do Master…

9 horas atrás
  • CB.Poder

O perfil dos apostadores do DF: 35% da população do DF jogaram nos últimos 12 meses

Da coluna Eixo Capital Pesquisa realizada pelo GDF apontou que mais de um terço dos…

10 horas atrás
  • CB.Poder

Magela: “Estou sendo estimulado a disputar uma vaga de deputado federal”

Da coluna Eixo Capital À Queima Roupa: Geraldo Magela, ex-deputado federal, ex-deputado distrital, ex-presidente da…

1 dia atrás
  • CB.Poder

Projeto prevê suspensão dos prazos de validade dos concursos públicos do DF

Presidente da Comissão de Orçamento, Economia e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa, o deputado Eduardo…

1 dia atrás
  • CB.Poder

Concursos públicos do DF terão de cobrar noções de primeiros socorros

Os concursos públicos para ingresso na administração pública do Distrito Federal deverão obrigatoriamente cobrar "noções…

2 dias atrás