Ibaneis pede desculpas a deputados depois de discussão sobre militarização

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Após uma acalorada discussão com o distrital Fábio Félix (PSol) sobre a implementação da gestão compartilhada com a Polícia Militar até mesmo nas escolas que rejeitaram o modelo, o governador Ibaneis Rocha (MDB) divulgou, nesta terça-feira (20/08), carta aberta com um pedido de desculpas aos parlamentares.

O bate-boca ocorreu na tarde desta segunda-feira (19), quando o chefe do Palácio do Buriti visitou o Legislativo local para entregar o projeto de lei que cria a Secretaria Extraordinária da Pessoa com Deficiência. Ibaneis se exaltou após ter a postura criticada e ouvir um pedido de recuo: “Eu não vou discutir com você. A Câmara fique à vontade com seus esquerdistas”, disparou.

Na carta aberta, o governador classificou o episódio como “pequeno incidente”. “Por considerar que a ocasião era imprópria para a discussão do tema, e após diversas declarações públicas sobre a matéria, reafirmei meu posicionamento de forma, possivelmente, inadequada, destacando que eventuais alterações na condução do assunto deveriam ser explicitadas em legislação precisa e clara”, afirmou.

Ibaneis acrescentou que o projeto mostra “inegável êxito” nas quatro instituições que funcionam sob o novo modelo de gestão desde fevereiro e assegurou estar disposto a debater com a Câmara Legislativa sobre quaisquer temas. “Ressalto que já entrei em contato com o Deputado Fábio Felix, a fim de esclarecer o posicionamento do GDF e enfatizar a disposição para construir alternativas negociadas”, completou.

Distritais criticaram tom

Mais cedo, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa, distritais haviam condenado a postura do governador. Roosevelt Vilela (PSB) alegou que, ao adotar o tom com Fábio Félix, Ibaneis desrespeitou todo o Legislativo. O socialista citou recentes desentendimentos do chefe do Palácio do Buriti e alegou que tratam-se de demonstrações de “desequilíbrio emocional”.

O deputado Reginaldo Veras (PDT) defendeu um pedido de desculpas formal do governador. “Se deixar passar em branco o que aconteceu embaixo do teto da Câmara, isso caracterizará subserviência”, pontuou. Para o pedetista, Ibaneis foi “autoritário” e “intempestivo”.

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