25/06/2018. Crédito: Arthur Menescal/Esp.CB/D.A. Press. Brasil. Brasília - DF. Arthur Trindade, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Publica.
À QUEIMA-ROUPA: Arthur Trindade sociólogo, ex-secretário de Segurança Pública do DF, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Sim, os governadores têm pouco controle sobre as polícias em geral. Isso não acontece apenas no Brasil. Os governantes têm muito menos controle sobre as polícias do que estamos preparados para admitir.
Sem dúvida. De forma geral, os parlamentares ligados às polícias tendem a potencializar os movimentos paradistas, uma vez que acenam com a possibilidade de anistia para as lideranças do movimento.
As greves de policiais militares tendem a ter um “efeito dominó”. Já se observa movimentações em diversos estados da Federação.
Não creio que houve uma decisão deliberada para privilegiar uma corporação em detrimento da outra.
Os dois lados parecem errados. A atitude do senador foi destemperada. Colocou em risco a vida de outras pessoas. Policiais armados, realizando piquetes na porta de quartel, também representam um perigo.
Não há problema que policiais militares defendam suas pautas, desde que isso seja feito dentro dos canais democráticos. Obviamente, não podem extrapolar, ameaçar autoridades ou obrigar o comércio a fechar as portas.
Esta é a grande questão: é greve ou motim? Como os policiais não têm direito à greve, os movimentos paradistas não são regulados pela justiça do trabalho. Essas situações, de acordo como a legislação, estão no âmbito de competência da justiça militar que, geralmente, se mostra bastante relutante em enquadrar estas paralisações como motins. Por não ter regulação nem enquadramento jurídico, estas greves tornam-se extremamente radicais. Creio que deveríamos aceitar a sindicalização das polícias militares, como França e Chile já estão fazendo.
O que estimula o movimento grevista é a promessa de apoio por parte do governo federal. Isso, obviamente, causa um grande mal-estar com os governadores.
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