Mandel Ngan/AFP
Em plena pandemia de coronavírus, o ministro das Relações Exteriores (MRE), Ernesto Araújo, resolveu fazer um evento no Palácio do Planalto com a presença de embaixadores de vários países, inclusive o dos Estados Unidos, Todd Chapman, que desembarcou no Brasil no último domingo, justamente com o objetivo de auxiliar os cidadãos norte-americanos que vivem aqui neste momento de crise sanitária mundial. O motivo oficial do evento, na próxima segunda-feira, é a entrega das credenciais dos embaixadores que estão se instalando no Brasil. Vários diplomatas foram convidados ontem, de última hora. Mas houve um constrangimento geral.
Ninguém quer participar de solenidades neste momento, especialmente com a equipe do presidente Jair Bolsonaro, cuja comitiva, na volta de Miami, teve 23 pessoas contaminadas pelo coronavírus, entre as quais o futuro embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nestor Forster. A ideia do MRE era fazer uma homenagem ao embaixador indicado pelo presidente Donald Trump. A embaixada dos Estados Unidos estava sem titular desde 2018. Mas o momento não é adequado pelo risco de contaminação. No Itamaraty, depois que o chefe do cerimonial, Alan Coelho de Sellos, testou positivo, os servidores estão em teletrabalho. E vários diplomatas pelo mundo contraíram Covid-19. Na Finlândia, um brasileiro está em estado grave.
A deputada Flávia Arruda (PL-DF) começou uma campanha contra a redução de salários dos servidores públicos. Como forma de economizar recursos para destinar esforços ao combate à pandemia do novo coronavírus, ela defende redução da cota parlamentar pela metade. Projeto de resolução da deputada pode levar a uma economia de R$ 10 milhões por mês. São R$ 120 milhões por ano. Será que o Congresso entrará nessa onda?
“É uma decisão do governador (Ibaneis). Acabei de ver um vídeo dele fazendo um churrasquinho em casa. Vocês sabem meu posicionamento. Não pode fechar dessa maneira que atrás disso vem desemprego em massa, vem miséria, vem violência”
Presidente Jair Bolsonaro, sobre o comércio fechado e um vídeo de Ibaneis cozinhando em casa postado nas redes sociais
“Meu relacionamento com ele sempre foi muito respeitoso. E sempre digo o seguinte: para duas pessoas brigarem, as duas têm de querer. Ele não vai conseguir brigar comigo de modo algum. Estou consciente do meu papel como governador do Distrito Federal, de defender minha população, o povo do Distrito Federal e ele, inclusive”
Governador do DF, Ibaneis Rocha
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