O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) passou a tarde reunido com representantes de diversos sindicatos. No encontro, não bateu o martelo sobre o pacote de medidas de arrecadação a ser anunciado nesta terça-feira (15/9) — apenas disse que “não vai prometer o que não pode cumprir”. Os sindicalistas saíram do encontro com a sensação de que os reajustes salariais concedido pelo governo passado não serão pagos. O Movimento Unificado em Defesa do Servidor Público já está com indicativo de greve para o quinto dia útil de outubro.
O socialista, descrito pelos sindicalistas como “muito abatido, magro e preocupado” reiterou o discurso da herança maldita, tecla batida desde o início do mandato. “Entendo a dificuldade de vocês como liderança sindical de chegar para a base e fazer qualquer tipo de proposta neste momento. Mas ao mesmo tempo, todo mundo está consciente de que nós temos uma situação hoje no Brasil e em Brasília num nível de gravidade alto”, afirmou.
De acordo com o chefe do Executivo local, o GDF deixou em aberto a possibilidade de não pagar os reajustes concedidos pelo governo passado. “A gente até já prévia a situação financeira, mas não a orçamentária. A gente percebia que o cenário iria se deteriorar e iria dificultar novas alternativas de arrecadação para superar os obstáculos”, disse. “Foi por isso que ficamos até aqui tentando, buscando meios de conseguir fazer os pagamentos. Se não vamos fazer é por total falta de possibilidade. Nós não queremos instalar o caos. Nós não somos responsáveis por essa situação. Nós herdamos essa situação”, continuou.
Com informações de Ana Maria Campos
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