ANA MARIA CAMPOS
HELENA MADER
A Justiça do Rio de Janeiro decretou o bloqueio dos bens da candidata ao Palácio do Buriti Eliana Pedrosa (Pros) e do filho dela André Gustavo Pedrosa de Carvalho, por suspeita de participação em formação de cartel em contrato de prestação de serviços no Detran-RJ.
O esquema beneficiou, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, grupo econômico do empresário Arthur Menezes Soares Filho, conhecido como “Rei Arthur”. Ele é amigo do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, condenado a mais de 40 anos de prisão por corrupção em esquemas desbaratados pela Operação Lava-Jato.
Os contratos com o Detran-RJ envolvem a cifra de R$ 307.110.453,00. Eliana e outras 46 pessoas físicas ou jurídicas são alvos de uma ação ajuizada em julho pelos promotores de Justiça do Núcleo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc).
Entre os acusados está também Arthur Menezes. O empresário é investigado pela estrondosa evolução patrimonial em poucos anos, durante os mandatos de Sérgio Cabral. Ele é suspeito, entre outros crimes, de participar de esquema de compra de votos para a eleição do Rio como sede dos jogos Olímpicos de 2016. Investigações do MP indicam que Arthur, dono do Grupo Facility, foi o maior fornecedor de mão de obra terceirizada para o governo do Rio.
A ação relacionada ao Detran-RJ envolve um emaranhado de empresas, sendo duas ligadas a Eliana, que teriam participado de um conluio para vencer uma licitação. Entre as empresas relacionadas, está a Prol Saúde Ltda, atual denominação da Elfe Serviços Rio Ltda, com sede no Rio de Janeiro, sucessora da Elfe Solução em Serviços Ltda, que teve como sócios Eliana e o filho André Gustavo Pedrosa de Carvalho.
Também alvo da ação, a Empresa de Serviços Dinâmica, hoje sob o comando de Edson da Silva Torres, pertenceu aos pais de Eliana, José Ferreira Pedrosa Filho e Maria Aparecida Passos Pedrosa.
A suspeita foi investigada pelo Gaecc a partir de denúncias de fraude em licitações para celebração de nove contratos, entre 2005 e 2010, com o Detran-RJ, que beneficiou grupos econômicos, entre os quais empresas comandadas por Arthur Cezar de Menezes Soares Filho.
Segundo o MP do Rio, as contratações foram celebradas durante o governo de Rosinha Garotinho (2003 a 2006) e os respectivos termos aditivos se estenderam até o final do primeiro governo de Sérgio Cabral (2007 a 2014).
De acordo com a ação, as empresas de Eliana Pedrosa participaram de um cartel em que os preços ofertados na licitação são combinados entre os grupos econômicos para que cada um seja beneficiado com um contrato.
Em decisão de 21 de agosto de 2018, a juíza Luciana Losada Albuquerque Lopes, da 13ª Vara da Fazenda Pública do Rio, decidiu em relação aos réus da ação: “Determino que não poderá haver qualquer movimentação financeira pelos réus de suas respectivas contas bancárias, nem qualquer realização de negócios jurídicos envolvendo bens móveis ou imóveis de suas respectivas titularidades, sem a prévia apreciação judicial”.
Nove dias depois, Justiça aceitou um pedido de reconsideração e intimou o Banco Central para que exclua a restrição de movimentação financeira de contas bancárias de alguns acusados, entre elas Eliana e André Pedrosa. “Reconsidero a decisão que proibiu a movimentação de suas respectivas contas bancárias por manutenção, inclusive, da própria subsistência, permanecendo, contudo, a indisponibilidade dos bens móveis e imóveis”.

Outro lado
Em nota, a defesa de Eliana e André Pedrosa argumenta que eles “nunca fizeram parte de nenhuma sociedade ligada aos investigados por ato de improbidade”, no caso do contrato do Detran-RJ. “Justamente, por essa razão, não se beneficiaram por atos supostamente ilegais”. Os advogados da família argumentam que Eliana e André não são acusados de nenhum ato de improbidade administrativa, “sendo requeridos apenas no objeto de ressarcimento ao erário”.
Segundo a defesa, o Ministério Público do Rio de Janeiro “se equivocou” ao concluir que Eliana e André compunham o quadro societário da empresa em conjunto com os investigados. “É facilmente comprovado o equívoco dos fatos alegados, tendo em vista que os acusados são terceiros estranhos ao Grupo Hope/Facility. Nunca fizeram parte de sociedade ligada a essas pessoas, nunca fizeram parte do sindicato e evidentemente nunca se beneficiaram economicamente da suposta relação escusa existente entre eles”.
Para a defesa, a Elfe Soluções foi incluída no polo passivo porque o MP entendeu “erroneamente” que ela faria parte do Núcleo Hope. “Ocorre que os acusados nunca tiveram sociedade com nenhuma dessas pessoas, nunca foram parte do Grupo Hope quando detinham a empresa Elfe Soluções. O MPRJ erra em absolutamente todos os fatos, quando cita os acusados, na qualificação e delimitação das condutas”, alegam os advogados.
“O MPRJ confunde a Elfe Solução em Serviços Ltda, empresa cindida, com a Elfe Serviços Rio Ltda, empresa cindenda, realizando uma verdadeira confusão de sócios”, argumenta a defesa. “Portanto, os acusados não se enquadram na causa remota do pedido. Nunca fizeram parte de nenhuma sociedade ligada aos investigados por ato de improbidade, quando da contratação realizada perante o Detran-RJ. Justamente, por essa razão, não se beneficiaram por atos supostamente ilegais”.


17 thoughts on “Eliana Pedrosa é acusada de participação em fraude que beneficiou esquema de Cabral no Rio”
Onde há fumaça…
Alguém está surpreso?
Já falo desde o início da camapanha que essa senhora é uma ladra
Como é do feitio dos políticos com desvios de condutas, só falta dizer que é perseguição política.
Ladra
hehehehe, tava demorando…
Esses politicos do rio de janeiro sao os piores. Agora ela quer dizumar os cofres do DF.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
O Grupo Brasiliense Dinâmica – de propriedade da Família Pedrosa – não está no processo do Ministério Público que investiga a existência de suposto cartel no Rio de Janeiro. Tal processo envolve os grupos Facility, Hope e Angel’s.
A empresa “Dinâmica”, citada na denúncia do Ministério Público, embora de mesmo nome, não tem e nunca teve qualquer relação com o grupo de Brasília. Houve erro fundamental no processo, porque o MP não levou em consideração documento registrado em junta comercial que mostra, de forma inequívoca, que a Elfe Soluções foi dividida em duas empresas e a parte de limpeza, conservação e mão de obra foi vendida ao grupo Facility. Desde 2006, André Pedrosa e Eliana Pedrosa já não tinham qualquer relação com a empresa vendida, denominada Elfe Serviços Rio.
Em mais de 20 mil páginas de processo, o MP cita André Pedrosa e Eliana Pedrosa apenas na qualificação. Não há nenhuma imputação de crime de improbidade, ato ilegal ou qualquer ato imoral atribuído a ambos. Foi por decorrência do mencionado erro que o MP inseriu, mesmo sem qualquer imputação de crime, os nomes de André e Eliana Pedrosa na denúncia.
Prova concreta do grave equívoco é que, na ação, o órgão cita aditivos assinados pela Elfe Soluções em 2007, 2008 e 2009. No processo, o MP cita que os contratos foram assinados pelos seus então sócios e proprietários, Antônio Franco e Artur Menezes. Como pode o MP confirmar que o ato foi praticado pelos então proprietários da empresa e ainda inserirem o nome de André e Eliana, sem que essa administração tenha sido compartilhada por um minuto sequer? Tampouco é admissível que ambos respondam pelo valor integral da ação, visto que a empresa, antes de ser vendida, teve o faturamento de apenas R$ 1,8 milhão.
É lamentável que a infundada denúncia – sequer aceita pela Justiça, estando na fase de defesa prévia – sirva a uso político, nesse momento que antecede o pleito de 2018.
Marcus Paulo Santiago, advogado
Brasília, 26 de setembro de 2018
O que fará com a AGEFIS e com a política de distribuição de “lotes” ?? se fizer o que os dois outros prometeram, vai é perder voto, dona. Chega de invasões legalizadas, chega de grilagem, chega de assistencialismo barato e demagógico.
Só quem compra essa mulher pelo que se apresenta , são os trouxas.
Deixa a população saber disso. Ninguém aguenta mais, o Brasil só tem isso, todos envolvidos em corrupção. Fraga também condenado. Tá difícil!!!!!
Chega de legalizar ocupações e grilagem, chega de dar descontos a quem tem dívidas e não paga, chega de amortizar dívidas de maus pagadores, TODOS que pagam em dia pagam esses cidadãos, safados, que atrasam contas e compromissos, não quero ladrões do meu lado nem como conhecidos. Que a AGEFIS continue FIRME, demolindo, detonando, botando abaixo grileiros, ocupantes, invasores, vagabundos, ricos ou pobres, todos são canalhas. Três candidatos prometem acabar com a AGEFIS para distribuírem “lotes” e cabrestarem milhões de miseráveis e mortos de fome. Brasília ficará cercada por 3 milhões de animais.
Tudo indica que quem ganha as eleições é o Ibaneis.
O Arco Íris apareceu, mas o tesouro, não aparecerá !
ESSA É OUTRA, QUE DE SANTA NEM A CARA TEM
Eliana Pedrosa nunca foi Santa. Esta senhora quer o poder principal em Brasília a fim de roubar e roubar e roubar, garantindo assim o poderio econômico da sua família. E ela vai ressuscitar a empresa de limpeza e vigilância Dinâmica, um meio de escoar dinheiro público para o bolso da sua família. Essa mulher aí é riquíssima, e todo mundo sabe de onde vem essa riqueza. Que o povo brasiliense aprenda a escolher melhor seus candidatos. Chega de gente corrupta no GDF!
só nos resta votar no Quasímodo mesmo.