Leonardo Cavalcanti // A cobrança de Jair Bolsonaro para que a Polícia Federal acelere a investigação sobre o “ato terrorista” sofrido em Juiz de Fora (MG) há cinco meses deixa a corporação — que apoiou em peso o político — numa situação para lá de constrangedora. Um primeiro inquérito já foi encerrado e não se chegou a provas concretas de ligações partidárias ou participação de outras pessoas além de Adélio Bispo. Uma segunda investigação ainda está em curso. A cobrança de Bolsonaro pegou delegados de surpresa. Em mensagens no Whatsapp, alguns chegaram a dizer que o presidente perdeu a chance de ficar calado, pois a reclamação era indevida, dada a competência dos responsáveis pelas investigações. As cenas dos próximos capítulos serão determinantes para saber como evolui o mal-estar, diga-se, precoce.
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