Defesa de Zeca Pagodinho diz que condenação do cantor por fraude em licitação é “absurda”

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A defesa do cantor Zeca Pagodinho divulgou nota na tarde desta terça-feira para criticar a condenação criminal por fraude em licitação. O Tribunal de Justiça do DF considerou o artista culpado das acusações, que incluem denúncias de superfaturamento de cachê para apresentação no aniversário de Brasília.
“A condenação é absurda e não se sustenta na prova dos autos, nem mesmo diante dos fatos. Vê-se assim que a condenação é injusta, e isso será reconhecido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal quando, ao analisar o recurso, reformar a sentença”, afirma o advogado Bernardo Botelho, que representa Pagodinho.

O artista recebeu pena de três anos de detenção. Mas a Justiça converteu a penalidade em prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa. A defesa de Zeca Pagodinho nega que tenha havido superfaturamento. “O que o artista fez foi assinar contrato para realizar show em Brasília. Para esse evento cobrou o cachê padrão e usual da época e fez a apresentação que constava do roteiro do show contratado. Não houve diferença entre o show de Brasília e qualquer outro realizado na época, seja na sua duração, seja no seu valor, conforme foi provado nos autos. Assim, não há que se falar em superfaturamento, posto que o artista recebeu o que cobrava de todos. E antes de qualquer outra consideração, devemos lembrar que a contratação de artistas não está sujeita à realização de licitação”, garante Bernardo Botelho.

Helena Mader

Repórter do Correio desde 2004. Estudou jornalismo na UnB e na Université Stendhal Grenoble III, na França, e tem especialização em Novas Mídias pelo Uniceub.

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Helena Mader

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