Damares no TCDF

Publicado em CB.Poder

ANA MARIA CAMPOS

O presidente do Tribunal de Contas do DF, Manoel de Andrade, completou 73 anos e celebrou com uma festa que reuniu amigos e aliados. No mundo político, a data chama a atenção porque agora faltam apenas dois anos para a aposentadoria compulsória do conselheiro que está há 26 anos na Corte. Um dos nomes que tem sido aventado para substitui-lo, caso a governadora Celina Leão (PP) seja reeleita, é a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo relatos, ela demonstrou interesse na próxima vaga do TCDF.

Em campanha no Norte

Fora da disputa eleitoral porque tem mandato até 2030, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) tem pedido votos para candidatos de várias unidades da federação. Enquanto a campanha pega fogo no DF, Damares passou os últimos dias em Roraima e visitou a feira de Boa Vista. Andou pela cidade, ao lado do governador Soldado Sampaio (Republicanos).

Esquerda com Erika

A Unidade Popular (UP), partido crítico à política econômica do governo Lula, decidiu apoiar Erika Kokay, do PT, ao Senado Federal. O apoio, segundo o Professor Guilherme Amorim (foto), também candidato ao Senado, se dá porque Erika “sempre se colocou ao lado das lutas dos trabalhadores, contra os processos de privatização e pelo fortalecimento dos movimentos sociais no Distrito Federal”. Amorim aparece na pesquisa Correio-Inteligência Política, divulgada nesta semana, com 2,2% das intenções de votos. Ele vai pregar o segundo voto em Kokay. Quando cada voto vale, pode ser uma ajuda e tanto.

Na carona do bolsonarismo

Uma análise detalhada dos votos para o Senado indica que a disputa está embolada. Michelle Bolsonaro (PL) e Leila do Vôlei (PDT) lideram com, respectivamente, 21% e 17,8%, segundo a pesquisa Correio-Opinião Inteligência política. Mas o segundo voto pode alterar o resultado. Bia Kicis, por exemplo, que aparece com 11,6%, tenta conquistar o eleitorado que vota em Michelle e Leila. Para isso, faz campanha com o discurso bolsonarista e imagens com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro.

Herdeira de parte do espólio

Se a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) não prosperar na Justiça Eleitoral, a candidata Paula Belmonte (PSDB) pode crescer. No cenário testado pela pesquisa Correio-Opinião Inteligência Política sem Arruda na disputa, a tucana chega a 7%. Com ele, Paula aparece com 3,5%.

Cury é a surpresa das últimas semanas

A novidade da campanha presidencial nos últimos dias foi o crescimento do candidato Augusto Cury (Avante) tornando-se o principal nome da terceira via. Ainda distante da polarização entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas na frente, por exemplo, de dois ex-governadores bem avaliados em seus estados: Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. Esse desempenho do psiquiatra e autor de best sellers foi registrado também entre o eleitorado do Distrito Federal, segundo revelou pesquisa Correio-Opinião Inteligência Política, publicada quinta-feira. O levantamento, que foi a campo entre 29 e 31 de agosto, de forma presencial, indicou que Cury tem 10,9% das intenções de votos. Flávio lidera com 35,4% e Lula está em segundo com 29,3%. Caiado aparece com 8,3%, Renan Santos (Missão), 2,7% e Zema, 1,7%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.


Mandou bem
O cantor Dinho Ouro Preto, ao se apresentar na noite de sexta-feira no Rock in Rio, dedicou a célebre música de Renato Russo “Que país é esse” a Daniel Vorcaro, aos ministros do STF e aos políticos de todas as ideologias que, segundo ele, devem explicações ao Brasil.

Mandou mal
O STF vive uma crise sem precedentes de credibilidade. Integrantes da Corte Suprema do País trocam acusações de suspeitas de corrupção e deixam o país perplexo com as informações divulgadas. No meio do chumbo trocado, a os cidadãos não sabem mais em quem confiar.

Enquanto isso… Na sala de Justiça…

Surgiu uma nova forma de fraude relacionada à Justiça: o falso contato judicial. Criminosos ousados se passam por juízes, servidores, advogados ou representantes da Defensoria Pública ou do Ministério Público e abordam as pessoas para arrancar dinheiro por meio de pagamentos ou transferências indevidas.O trambique é parecido com o chamado “golpe do falso advogado”, no qual criminosos usam informações de processos judiciais para tornar a abordagem convincente. No novo formato, eles entram em contato por WhatsApp, e-mail, ligação ou vídeo. Segundo o TJDFT, há relatos até de simulação de uma audiência on-line. Os criminosos virtuais apresentaram nomes, fotografias, logotipos e dados verdadeiros para dar aparência de que a comunicação era verdadeira. A maior parte dos alvos desse tipo de golpe tramita nos Juizados Especiais, onde há situações em que o interessado pode atuar no processo sem advogado. Golpistas podem inventar taxas, despesas ou outras justificativas relacionadas ao processo e pressionar a pessoa a fazer pagamentos ou transferências.

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