Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
O julgamento da arquiteta Adriana Villela vai marcar a história do júri em Brasília. O mais longo, com mais de 100 horas de debates, depoimentos e apresentação de provas. Um dos crimes de maior repercussão na cidade, com a morte brutal de três pessoas, sendo uma delas o ex-ministro do TSE José Guilherme Villela, numa cidade onde a advocacia é forte. Um advogado de defesa estrelado, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
Uma investigação policial conturbada, que resultou na condenação cível e criminal da primeira delegada encarregada do caso, Martha Vargas, por fraude processual e tortura. E uma condenação alta: 67 anos e seis meses de prisão em regime fechado. Foi uma vitória da acusação, do Ministério Público, que, apesar das dúvidas relacionadas à investigação, conseguiu convencer os jurados da culpa de Adriana.
Nos minutos que antecederam o anúncio da sentença, no Tribunal do Júri, a defesa de Adriana Villela estava animada com a possibilidade de conseguir uma absolvição. Ela aparentava tranquilidade. Mas a notícia foi a pior: condenação. A uma amiga, Adriana disse mais tarde que acredita na Justiça, que deverá julgar os seus recursos.
Os advogados vão recorrer a uma Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF, e o caso não deve parar aí. Ministério Público e defesa devem brigar até o STF. No fim do julgamento, Kakay deu o tom do que deve ser a linha: “erro da Justiça”. Adriana pretende trabalhar a tese de “falibilidade do sistema brasileiro”. Está bem adaptada ao momento do país.
O BRB lançou, na última sexta-feira, seu Programa de Integridade. A ação é voltada para a prevenção, detecção e punição de eventuais irregularidades que possam ocorrer dentro da Instituição. Consiste na adoção de medidas de fortalecimento da governança e de compliance e possibilita uma melhoria do ambiente corporativo, mitigação de fraudes e promoção da transparência.
Entre outras ações, prevê a criação de uma Corregedoria (canal de denúncias), voltada ao público interno e externo; a criação do Portal Integridade, além da revisão da base normativa do banco.
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