Atualmente com apenas 3% das ações destinadas aos investidores minoritários, o Banco de Brasília (BRB) pretende aumentar esse percentual no próximo ano, com a volta da venda de ações na bolsa. A previsão é do presidente da instituição, Paulo Henrique Costa. Em discurso no almoço do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) nesta terça-feira (17/9), ele afirmou que esse é um dos movimentos naturais com o crescimento da instituição, que registrou resultados positivos em 2019.
Hoje, o GDF detém 80% das ações e o Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev), 17%. Em 2019, as ações preferenciais do BRB valorizaram 27,52%. Segundo o dirigente, no entanto, ainda é cedo para dar detalhes de como será o processo. “Com o crescimento, nós precisamos captar mais recursos e isso também vem por meios das ações”, completou.
Paulo Henrique Costa afirmou também que a instituição está pronta para operar o Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), criado pela Constituição para promover o desenvolvimento na região. Uma das principais demandas apresentadas pelo empresariado foi de que o BRB consiga ter uma atuação mais direta em relação aos recursos do FCO. Hoje, a operação é feita pelo Banco do Brasil. Isso, de acordo com os empresários, dificulta o acesso aos recursos pelo setor produtivo.
Para que a operação do FCO seja feita pelo BRB é preciso de aprovação no Congresso Nacional. Presente no encontro, o senador Izalci Lucas (PSDB) reforçou que há clima político para que deputados e senadores concordem com a mudança. Ele destacou que, atualmente, o DF tem perdido recursos do FCO por falta de execução.
Costa destacou que o BRB tem disponíveis atualmente R$ 150 milhões para financiamento via FCO. Como o processo de provação dura cerca de 6 meses, o banco, segundo o presidente, tem oferecido a oportunidade de um financiamento mais rápido, que leva cerca de um mês para a aprovação. “Isso enquanto corre o processo do FCO para assim que ele for aprovado já se quite o anterior.”
Ele ressaltou uma mudança de postura da instituição em relação ao tema. “A participação do BRB no ano passado foi de 0,03% da aplicação do FCO no DF. O banco, nos últimos anos, deitou em berço esplêndido por causa dos recursos da folha de pagamento, abriu mão do desenvolvimento e praticamente saiu do mercado”, declarou.
Ampliação
O empresariado questionou também o presidente do BRB sobre as propostas de ampliação da instituição para outros estados e o investimento em iniciativas de fora da capital. Na visão dos líderes, os recursos deveriam ser destinados ao fomento local.
Paulo Henrique Costa, porém, destacou que a proposta de ampliação não é prejudicial ao empresariado local e ressaltou que o avanço é fundamental para o crescimento da instituição. “Os empresários do DF serão beneficiados pela ampliação do banco”, assegurou.
Resultados positivos
O BRB acumula bons resultados em 2019, que foram destacados pelo presidente. No segundo trimestre deste ano, a instituição registrou crescimento de 69,7% do lucro líquido em relação ao mesmo período de 2018. O montante alcançou R$ 95,3 milhões. Em todo o primeiro semestre, o lucro líquido foi de R$ 160,9 milhões, uma evolução de 18,9% em comparação aos seis primeiros meses de 2018. Com os avanços, o patrimônio líquido do banco também cresceu e chegou a R$ 1,5 bilhão em junho de 2019. No mesmo mês do ano passado, era de R$ 1,38 bilhão. A evolução, percentualmente, foi de 8,5 pontos.
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