ANA MARIA CAMPOS
“Se eu tivesse matado alguém, já estaria livre”. A declaração é do ex-governador José Roberto Arruda (PSD), que acaba de ter a candidatura ao Palácio do Buriti indeferida por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF). Seguindo o voto do relator, desembargador Guilherme Pupe, os magistrados consideraram que os benefícios da Lei 219/2025 não atingem a situação de Arruda, que permanece inelegível até dezembro de 2030.
Arruda está fora das disputas eleitorais desde 2010. Em 2014, ele chegou a pedir o registro da candidatura ao GDF, mas foi impedido pela Lei da Ficha Limpa por conta da primeira condenação em segunda instância em ação de improbidade administrativa da Operação Caixa de Pandora. Com o entendimento do TRE-DF, o ex-governador estará inelegível por pelo menos mais quatro anos e só poderá concorrer novamente em 2034 — se não ocorrer uma nova condenação.
Arruda disse que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o mais rapidamente possível e continua normalmente em campanha. Hoje (03/09), ele estava em campanha em Ceilândia. “A minha candidatura foi registrada de acordo com a legislação em vigor. Mas o TRE-DF, que respeito muito, decidiu reescrever a lei, o que é muito ruim para a própria imagem da Justiça”, acrescentou.

