Os distritais deram um tempo no recesso para votar o projeto de lei nº 826/2015, do Executivo, e garantir a prorrogação de isenções fiscais a grupos historicamente beneficiados. Com a aprovação na sessão extraordinária desta quarta-feira (23), igrejas, deficientes, taxistas, a Universidade de Brasília (UnB), entre outros, continuam isentos — a matéria engloba IPTU , IPVA, ICMS, ISS, ITBI, TLP e ITCD.
Na véspera da votação, a equipe de Chico Vigilante (PT) — deputado de oposição jocosamente apelidado de “líder do governo” pelos outros distritais — percebeu que a votação da matéria não seria suficiente. Havia o projeto de lei nº 829/2015, que incluía algumas das isenções previstas no projeto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A Taxa de Limpeza Pública para embaixadas não estava prevista, assim como o IPVA zero para carros com mais de 15 anos de fabricação e para diplomatas e organizações internacionais na compra de veículos 0km, além do IPTU da Fundação Universidade de Brasília (FUB). A proposição também foi aprovada.
Não é comum os parlamentares trabalharem no recesso. Isso aconteceu porque eles deixaram de votar a matéria na última sessão do ano, em meio a outros 80 projetos. Uma recomendação do Ministério Público, lida em plenário, alertava-os para a possibilidade de ação por improbidade administrativa caso votassem benefícios fiscais. Nominalmente citado, o presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof) da Casa, Agaciel Maia (PTC), retirou a proposta da pauta. O promotor Germano Câmara, um dos autores do texto, alegou, porém, que o MP se referia apenas às prorrogações do Programa de Regularização Fiscal (Refis).
Confusão com o IPVA
Apesar de terem sido votados apenas dois projetos, a sessão durou mais de quatro horas. Isso porque os deputados erraram a votação e tentaram abrir uma espécie de terceiro turno. Sob o argumento de não penalizar a população, apresentou-se emenda para garantir, além da isenção do IPVA no ato da compra do veículo, o não ressarcimento nos anos subsequentes. Na hora da apreciação, porém, rejeitaram o texto que apresentaram.
Atualmente, o consumidor tem a opção de não pagar o IPVA no ano da compra. Para compensar, 0,5% adicional é pago pelo contribuinte nos três anos seguintes. Em outras palavras, no lugar de pagar 3% nesse tempo, são pagos 3,5%. Com o aumento do imposto aprovado no início do ano e vigente a partir de 2016, essas taxas passam para 3,5% e 4%, respectivamente.


2 thoughts on “Câmara aprova prorrogação de benefícios fiscais”
Simplesmente uma piada de mau gosto igreja e táxi terem isenção fiscal. Igrejas são as EMPRESAS que mais arrecadam no Brasil nos últimos 20 anos, elegem deputados e decidem os rumos do país, têm emissoras de rádio e TV… mas não podem pagar imposto. Já os táxis são aquilo que conhecemos: licenças eternas, valores extorsivos, serviço péssimo, podem espancar motoristas do Uber… e ainda são isentos. CLDF, mais uma vez um grande balcão de negociatas.
Quando será que esta Casa dos Horrores será extinta? Quando serão presos estes vermes Inúteis, nada mais do que Bandidos, Canalhas Corruptos?