Coluna Capital S/A de 9 de setembro
Por SAMANTA SALLUM
Dois projetos importantes para a revitalização do Setor Comercial Sul estão bem avançados. O primeiro, que transforma a região em Polo Tecnológico, será efetivado com a assinatura de decreto pelo GDF. Incentivar e apoiar as atividades econômicas ligadas à área de TI, games, de ensino para as áreas voltadas à tecnologia para reocupar a região. E o segundo, a mudança parcial de destinação de uso da área, permitindo ocupação residencial com limite de densidade populacional. A medida só pode ser viabilizada por meio de aprovação da Câmara Legislativa de projeto de lei do Executivo. As duas frentes são apoiadas pelo setor produtivo do DF, principalmente pela Fecomércio. A governadora Celina Leão (PP) afirmou que os dois projetos estão bem encaminhados.
Iphan e audiência pública
A Secretaria de Ciência e Tecnologia está responsável pela implementação do Polo Tecnológico, e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, pelo projeto de uso residencial do SCS. Ainda neste mês, será enviada ao Iphan a minuta do projeto para que seja apreciada pelo órgão, que vem acompanhando os estudos sobre a proposta. Com sinal verde do Iphan, será marcada uma audiência pública. O governo avalia que é viável que até o final do ano o projeto já tenha sido votado pela CLDF.
Incentivo à economia criativa
A Fecomércio elaborou um projeto em parceria com a Universidade Católica e a UnB que aponta a reocupação do SCS por meio da economia criativa. E prevê uma Rua 24 horas. O Panorama da Economia Criativa do DF aponta que o segmento respondeu por cerca de 3,5% do PIB local, movimentando mais de R$ 9 bilhões, além de reunir aproximadamente 130 mil agentes criativos. Dados do Dieese, com base no IBGE, mostram ainda que, em 2025, 9,7% dos trabalhadores do DF atuavam em atividades ligadas à economia criativa, percentual inferior apenas ao de São Paulo, com 9,8%.
Potenciais por região administrativa
O estudo da Fecomércio com a Universidade Católica desenvolveu um planejamento do Ciclo de Desenvolvimento Criativo em todo o DF. Ou seja, um modelo de análise que identifica as características, potencialidades e o estágio de desenvolvimento da economia criativa em cada Região Administrativa. A partir desse diagnóstico, o modelo indicou ações que podem impulsionar as atividades criativas de acordo com a realidade de cada território, com reflexos em diferentes segmentos econômicos, inclusive no turismo da nossa capital.
Mais da metade dos bares e restaurantes do DF volta a operar com lucro
Depois de um período em que fechar as contas no azul virou um desafio para boa parte dos bares e restaurantes do Distrito Federal, o cenário atual traz mudança. Pela primeira vez após meses de maior aperto, mais da metade dos estabelecimentos pesquisados pela Abrasel-DF conseguiu operar com lucro em julho, mês da Copa do Mundo. Foram 55% das empresas, enquanto 23% ficaram em estabilidade e 22% registraram prejuízo.
Obstáculos permanecem
A melhora traz algum fôlego para o setor, mas ainda convive com obstáculos importantes. O faturamento avançou para uma parcela dos estabelecimentos, enquanto dívidas em atraso e a dificuldade de repassar custos aos preços continuam pressionando as margens.
Sinal de alerta

“Mesmo com a dificuldade de repassar preços, aos poucos o setor vem recuperando a lucratividade e buscando recompor suas margens. Ainda assim, os níveis de endividamento continuam altos, e o faturamento não avançou de forma significativa. Por isso, precisamos manter o sinal de alerta. Essa recuperação precisa ganhar consistência para que as empresas consigam melhorar seus resultados de forma sustentável”, afirma Thales Furtado, presidente da Abrasel no Distrito Federal.
Sebrae nacional critica juros altos no país e entrega propostas a presidenciáveis
Com uma das maiores taxas básicas de juros do mundo, aos 14% ao ano, e um spread bancário (diferença entre os juros que o banco cobra ao emprestar e a taxa que ele mesmo paga ao captar dinheiro) para micro e pequenas empresas (MPE) que alcançou média de 31,59% em 2025, o acesso ao crédito é um dos principais gargalos para o crescimento do setor produtivo. É o que afirma o Sebrae nacional. A instituição elaborou o Guia de Candidaturas, que traz o assunto para o debate de candidatos à Presidência da República e aos governos estaduais. Propõe formas de diversificar fontes, baratear o custo do dinheiro e criar mecanismos alternativos de financiamento dos pequenos negócios.
Ampliar concorrência no sistema financeiro

“Democratizar o acesso ao financiamento é condição para que os pequenos negócios se consolidem como motores do desenvolvimento econômico brasileiro. Isso exige ampliar e diversificar as opções disponíveis, reduzindo barreiras de acesso e ampliando a concorrência no sistema financeiro”, ressalta o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.
Corretores de imóveis são homenageados no Senado

Foi realizada uma sessão especial, no Senado, para homenagear os corretores e corretoras de imóveis e celebrar o dia da categoria, comemorado em 27 de agosto. A homenagem foi requerida pelo senador Izalci Lucas (PL-DF). A diretoria do Sindicato da Habitação (Secovi/DF) esteve presente ao evento e comentou sobre a importância dessa sessão especial. “Homenagens como essa são de extrema importância para os corretores. O Secovi/DF representa as empresas imobiliárias que são formadas em sua maioria por corretores de imóveis”, frisou. Também participaram da homenagem o presidente da Associação dos Corretores de Imóveis do Distrito Federal, Rodrigo Barreto; o vice-presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis da Região Centro-Oeste, Antonio Bispo; o presidente do Sindicato dos Corretores do DF, Geraldo Nascimento, entre outros representantes do setor.
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