Por SAMANTA SALLUM
O setor produtivo acompanha com atenção os desdobramentos da atual crise institucional envolvendo o STF. Diversas entidades empresariais se manifestaram ontem diante do aumento do nível de tensão entre ministros do Supremo. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) afirmou que a estabilidade jurídica é pilar indispensável para o crescimento econômico e o desenvolvimento social do país. “A CNC manifesta sua confiança na condução equilibrada do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, na gestão desses desafios internos”, destacou.
Conclusão de inquéritos e código de conduta no Judiciário
A entidade reiterou também a necessidade, de forma célere e transparente, da conclusão dos inquéritos em andamento, “assegurando a devida responsabilização e punição dos envolvidos na rigidez da lei”. A CNC defende que o próprio Poder Judiciário promova uma profunda autoavaliação, aprimorando mecanismos internos de autorregulação — como o fortalecimento do código de conduta. “A eficiência dos órgãos de correição e o constante aperfeiçoamento de seus ritos procedimentais são iniciativas que reforçam a legitimidade e a confiança pública nas decisões da Corte”, reforçou.
Entidades empresariais cobram ética e apuração de crise no STF
Assinado pela CACB, CNC, CNI, Fiesp, Facesp, Faesp e Fecomercio-SP e outras entidades representativas do setor produtivo, manifesto do setor empresarial diz que “não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita”. Cobraram que o Supremo Tribunal Federal (STF) examine, em sessão pública e com urgência, os fatos relacionados à crise na alta Corte do Judiciário brasileiro. O texto destaca que o Brasil atravessa uma crise institucional de extrema gravidade e que o epicentro é o STF. “Não se trata de um ruído passageiro”, afirma o manifesto.
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