Por SAMANTA SALLUM
A governadora do DF, Celina Leão, afirmou que considerava o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa desconectado das necessidades regionais de fomento do banco público. Ela comentou isso ao responder às queixas de entidades que representam o comércio sobre a falta de atenção do BRB com os pequenos empreendedores; que eles não tinham acesso a linhas de crédito especiais.
“O banco tinha que se voltar mais para as questões regionais. Eu disse a ele que iria trocá-lo. De qualquer forma, mesmo que não tivesse ocorrido o problema com com o Banco Master, eu iria substituí-lo quando assumisse o governo”, frisou. A declaração foi dada durante a sabatina realizada no evento Diálogos do Setor Produtivo, e organizada por CDL, FAPE, Fecomércio, Fibra, Sebrae, Fenatac e Faci.
“O BRB tem de atuar como banco regional do desenvolvimento do DF. É essa a vocação que nós estamos recuperando nele. Seja para dar o crédito para o servidor público, com juros que o servidor dê conta de pagar, seja para dar para o pequeno empresário, para ele gerar emprego, renda, aqui no DF”, reforçou a governadora.
Principais demandas
As perspectivas para o BRB diante da crise que atravessa e como a instituição poderá apoiar as micro e pequenas empresas foram questionadas pelas entidades do setor produtivo local aos seis candidatos que participaram da sabatina: José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB) e Kiko Caputo (Novo).
Entre as outras demandas de destaque levadas aos candidatos pelas lideranças de sete entidades estão: regularização fundiária, especialmente das terras rurais; mobilidade urbana, melhoria da logística de transporte de carga; projetos de revitalização do Setor Comercial Sul passando pelo incentivo à economia criativa; apoio aos pequenos negócios; e a criação de uma Agência de Investimentos para atrair mais indústrias ao DF.

Impostos e empregos
O Distrito Federal reúne cerca de 460 mil CNPJs ativos, distribuídos entre mais de mil diferentes atividades econômicas, segundo dados da Receita Federal. O setor produtivo respondeu por 62,6% da economia do Distrito Federal. A administração pública representa os 37,4% restantes. A arrecadação de ICMS e ISS somam R$ 13,1 bilhões. Dos cerca de 1 milhão de vínculos formais de trabalho registrados no DF, cerca de 852 mil estão no setor privado, o equivalente a, aproximadamente, 80% dos empregos formais.
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