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Os desafios econômicos do governo Lula 4

Publicado em Coluna Capital S/A

Coluna Capital S/A de 26 de outubro

Vitória de Lula surpreende mercado financeiro, que cobra ajuste fiscal. Receio é de mais aumento de gastos públicos e alta de juros

Por SAMANTA SALLUM

Passadas as comemorações da esquerda, após a virada histórica de Lula na eleição à presidência, a realidade se impõe com grandes problemas na área econômica a serem enfrentados. Será o maior desafio do próximo mandato junto com a segurança pública. O petista foi reeleito, surpreendendo o mercado financeiro que esperava a vitória de Flávio Bolsonaro (PL). Os custos com a dívida pública já chegam a 9% do PIB. O quarto mandato será iniciado com a cobrança por ajuste e credibilidade fiscal. O Real marcou queda de 10% no mercado futuro ante dólar, após vitória de Lula na noite de ontem.

Redução dos juros

A dívida bruta do governo atingiu cerca de 82,9% do PIB. O mercado financeiro cobra um ajuste fiscal crível para conter o crescimento dos gastos, em um orçamento de 2027 onde as despesas obrigatórias consomem 91,7% dos recursos primários. Governo Lula precisa conter a inflação e buscar o equilíbrio de gastos para dar confiança ao Banco Central para reduzir de forma mais acelerada a alta taxa de juros, que sufoca o setor produtivo.

Reverter a desaceleração do crescimento

As projeções indicam um ritmo menor de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) para 2027, exigindo estímulos à produtividade e à infraestrutura sem desarrumar o arcabouço fiscal.

Custo das promessas de campanha

Programas anunciados ou ampliados (como reajustes no Bolsa Família, novas rodadas do Desenrola, propostas como tarifa zero nos fins de semana e medidas para MEIs) pressionam o caixa federal.

Relação com o Congresso

Com um Legislativo de perfil mais conservador e à direita, o governo enfrentará dificuldades para aprovar aumentos de receita ou reformas estruturais necessárias para equilibrar as contas.

Pacote de medidas atendeu CLT, MEIs e famílias endividadas

Lula conseguiu capitalizar nas urnas a frente de ação, na reta final do governo, para melhorar a vida de uma camada grande e decisiva de eleitores da classes C e D. Entre as medidas: o fim da escala 6×1, o reajuste do bolsa família, fim da taxa das blusinhas, perdão de dívidas e pix para MEIs, além da proibição das Bets. Comprou briga com o setor produtivo que alega que terá de pagar a conta do fim da taxa das blusinhas e da escala 6×1.

Alckmin entre a vice e dois ministérios

A grande expectativa do mercado financeiro e do setor produtivo é sobre quem assumirá o comando da política econômica do governo Lula 4. Diante dos desafios da economia, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) tem o nome cotado. Mas também é requisitado para reassumir o MDIC. O programa Nova Indústria Brasil e a articulação na gestão de crise com o tarifaço dos EUA sobre os produtos brasileiros fortalece ainda mais sua indicação para o retorno à pasta.

Comemoração na Paulista

O gerente do Fundo de Aval do Sebrae Nacional , Valdir Oliveira, filiado ao PSB. participou, ontem, da comemoração de vitória de Lula, na Avenida Paulista (SP). Considerou o resultado como a consolidação das medidas de apoio aos pequenos empreendedores. Foram R$ 18 bilhões de acesso a crédito para os pequenos negócios.

“A vitória de Lula renova a esperança de um Brasil com crescimento econômico, distribuição de renda e inclusão social. Tenho confiança de que Lula e Geraldo Alckmin darão prioridade aos microempreendedores e às pequenas empresas, ampliando o acesso ao crédito, reduzindo a burocracia e estimulando o empreendedorismo. Fortalecer os pequenos negócios é gerar emprego, renda e oportunidades para milhões de brasileiros”, reforçou.

Fibra e Fecomércio parabenizam eleição de Celina no DF

Jamal Bittar, presidente da Federação da Indústria, e José Aparecido Freire, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo manifestaram oficialmente cumprimentos à eleição de Celina Leão (PP) ao GDF. “Ela já demonstrou a capacidade de gestão, e firmou o compromisso com o desenvolvimento econômico do DF e com o setor produtivo”, disse Bittar.

Parcerias do Sesc e Senac

“A Fecomércio-DF, o Sesc e Senac, já mantêm importantes parcerias com o governo nas áreas de formação profissional, qualificação para o mercado de trabalho, bem-estar social, saúde, lazer, cultura e turismo. Queremos fortalecer essas iniciativas e ampliar seu alcance à população. Estamos à disposição da governadora Celina Leão para continuar construindo soluções e colocando em prática projetos que promovam o desenvolvimento socioeconômico do Distrito Federal”, destacou o presidente da Fecomércio.

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