Coluna Capital S/A de 23 de outubro
Por SAMANTA SALLUM
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista do DF, Sebastião Abritta, informou que a entidade está tomando as providências para ajudar as empresas a se adaptarem às novas regras de jornada de trabalho. “A gente tem que fazer um acordo na convenção coletiva com o Sindicato dos Comerciários. Já entramos em contato com o sindicato para fazemos um aditivo. O comerciante pode, no primeiro momento, reduzir duas horas e, depois de um ano, reduzir as quatro horas de jornada semanal. Estamos orientando o nosso associado para que faça um levantamento da necessidade dele ou de reduzir o tempo da loja aberta ou de contratar mais funcionários”, explicou.
O fim da escala 6×1 de trabalho já terá de ser adotado pelas empresas a partir de 17 de dezembro. A nova regra de jornada de trabalho passa a valer oito dias antes do Natal.
“Agora, o comércio vai ter que se adequar, o momento não ajuda, que é final de ano. O varejista já estava preparado com uma escala e agora terá de mudar. Lamentamos a forma associada da votação da PEC. Também somos a favor do descanso do trabalhador. E eu sou a favor da hora trabalhada, porque aquele funcionário que quiser trabalhar mais de 40 horas, ou 45, ou 46, ou 48, poderia negociar isso com o seu empregador”, comenta Abritta.
Comércio abrirá no domingo do 2º turno
O comércio de rua e de shoppings do Distrito Federal funcionará no próximo domingo (25/10), dia de votação do segundo turno de eleição presidencial e local. A data não é feriado. O funcionamento das lojas é permitido, desde que as empresas tenham o Certificado de Abertura aos domingos, como determinam a legislação e a cláusula 30ª da Convenção Coletiva de Trabalho, firmada entre empresas, Sindivarejista e sindicato dos comerciários.
Gigante dos brinquedos pede renegociação de dívidas

A Ri Happy pediu recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827 milhões em dívidas.O grupo, que também controla a PBKids, alegou dificuldades financeiras, juros altos, queda nas vendas e concorrência estrangeira. O grupo tem cerca de 2,6 mil funcionários e 292 lojas em operação no Brasil. No DF, são quatro unidades. Credores que representam 42,38% das dívidas incluídas no plano de recuperação já aderiram à renegociação. O pedido foi apresentado pouco mais de um mês após a aquisição do grupo pela BluSun Capital, anunciada em agosto. Desde então, a empresa passou a ser liderada por Héctor Nuñez (foto), fundador da gestora. As lojas físicas e os canais digitais seguem operando normalmente e focam na Black Friday e no Natal.
Foster’s Burger inaugura mais duas lojas e mira faturamento de R$ 18 milhões

A Marca da Holding CajuPar chegará ao Guará e ao Noroeste até o final do ano, ampliando a presença para sete operações em Brasília e projeta crescimento de 75% em 2027. As novas unidades receberão investimento total de R$ 1,6 milhão. Após o período de maturação, cada loja deverá alcançar faturamento médio de R$ 350 mil por mês. A Foster’s Burger projeta encerrar 2026 com R$ 18 milhões de faturamento. Especializada em smash burgers, a marca expande em momento de crescimento do consumo neste segmento, no país. Segundo dados do Crest, relatório do Instituto Foodservice Brasil (IFB), o consumo de hambúrguer movimentou R$ 35,4 bilhões no acumulado de 12 meses encerrado em março de 2026, alta de 7% em relação ao período anterior. Foram mais de 1,4 bilhão de transações envolvendo o produto no período.
Análise de mercado
“A expansão precisa acontecer de forma cuidadosa e estratégica, e a chegada ao Guará e ao Noroeste representa um passo importante para a Foster’s. Não se trata simplesmente de encontrar um ponto disponível, mas de entender se ele comporta a experiência da marca e se existe público para sustentar aquela operação. No Noroeste, encontramos um bairro em crescimento e um ponto que faz sentido para a nossa estrutura. No Guará, já tínhamos uma demanda muito clara vinda do delivery e esperávamos encontrar o endereço certo”, afirma Gustavo Leal, sócio da Foster’s Burger.
Entidades da saúde pedem medidas tributárias para financiar tratamento de diálise
A Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e a Federação Nacional dos Pacientes Renais e Transplantados do Brasil (Fenapar) enviaram uma carta aberta aos candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, cobrando medidas para garantir o financiamento da diálise no país. Mais de 170 mil brasileiros dependem do tratamento, e cerca de 85% são atendidos pelo SUS. A carta pede outras reivindicações como o cofinanciamento por União, estados e municípios, a manutenção do crédito complementar, medidas tributárias, o incentivo à produção nacional e a criação de uma linha de cuidado renal, da prevenção à alta complexidade. Assinam a carta Ricardo Akel, presidente da ABCDT; José Moura Neto, presidente da SBN; e Amanda Bastos, presidente da Fenapar.
Tabela SUS
Mesmo após o setor ter recebido reajuste de 4,4% na tabela SUS e complemento de 10,16% em créditos financeiros, totalizando incremento próximo de 15%, as entidades alegam que a remuneração segue defasada em relação aos custos da assistência. Por isso, pedem a atualização permanente da tabela do SUS.
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