Por SAMANTA SALLUM
Coluna Capital S/A de 14 de outubro
Pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio-DF aponta que 47,54% das empresas pretendem contratar funcionários temporários em 2026, segundo melhor resultado da série histórica. Além disso, 69% dos empresários pretendem efetivar os funcionários ao final do período. A projeção é que o comércio de fim de ano impulsione a abertura de 4,5 mil oportunidades temporárias no Distrito Federal. O índice supera a expectativa de 3,8 mil registrada no ano passado e reflete um cenário mais favorável para o mercado de trabalho. As contratações devem começar já em outubro, mas a segunda quinzena de novembro concentra a maior intenção dos empresários.
Média de contratações por região
A média de contratações por empresa também avançou, passando de 2,1 funcionários para 3,4 neste ano. Nas regiões administrativas, 49% dos comerciantes pretendem contratar temporários, enquanto, no Plano Piloto, o percentual é de 40%. Por outro lado, as empresas localizadas na região central devem oferecer mais vagas por estabelecimento, com média de 4,38 contratações, em comparação com 3,24 nas regiões administrativas.
Shoppings e comércio local
As oportunidades devem se dividir nas lojas de shopping centers (51,11%) e no comércio local (45,45%). Os estabelecimentos de grande porte apresentam a maior intenção de contratação, com 62,50%. Em seguida aparecem as empresas de médio porte (48,78%), pequeno porte (48,39%) e as microempresas (38,24%).
Chocolaterias e lojas de brinquedos
Na análise por segmento, as chocolaterias e as lojas de brinquedos lideram a intenção de contratação, ambas com 83,3%.
As lojas de artigos para presentes se destacam com 71,4%, seguidas pelos estabelecimentos de calçados, com 61,5%. Já na média de vagas por empresa, o segmento de material de construção apresenta o maior número previsto, com 15 contratações por estabelecimento. Na sequência estão os segmentos de alimentos e bebidas, de livrarias e papelarias, com seis funcionários.
Crescimento acumulado do varejo
O otimismo dos empresários reflete ao desempenho da economia local ao longo de 2026. Dados do IBGE mostram que, de janeiro a julho, o comércio varejista do DF acumulou crescimento de 7,6%, enquanto o setor de serviços avançou 9,2%, ambos acima da média nacional. “O comércio do Distrito Federal vem apresentando resultados positivos ao longo do ano, e a expectativa é de que esse movimento ganhe força com as vendas de fim de ano. O empresário contrata porque acredita no aumento do consumo e quer estar preparado para atender essa demanda” destaca o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.
Representantes do Setor produtivo se reúnem no BRB

O presidente da CDL-DF, Eduardo Pereira Rodrigues Neto, participou ontem de um almoço com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e dirigentes de entidades empresariais do Distrito Federal. O encontro significou a aproximação entre o banco e o setor produtivo. O grupo reforçou o apoio para que a instituição supere a crise provocada pelas operações com o Banco Master que causaram prejuízos ao BRB. E apresentou as expectativas para melhor relação com setores empresariais que não se sentiram apoiados pelo BRB na gestão passada. O encontro abriu espaço para uma conversa sobre o cenário e as perspectivas para fomento de atividades que geram empregos e arrecadação de impostos na capital federal.
Presenças
Também participaram os presidentes da Fecomércio-DF, José Aparecido da Costa Freire; da FACI-DF, Manoel Valdeci Machado Elias; da FAPE-DF e do Conselho Deliberativo do Sebrae-DF, Fernando Cezar Ribeiro; e da Fenatac, Paulo Afonso Rodrigues da Silva Lustosa. Pelo BRB, estiveram presentes os diretores Bruno de Oliveira Watanabe, de Atacado e Governo, e Hugo Andreolly Albuquerque Costa Santos, de Varejo.
Empresas terão de se adequar às novas regras de atendimento ao consumidor

Serviços de atendimento ao consumidor (Sac) passam a ter novas regras em todo o país. As mudanças entram em vigor em 20 dias e valem para empresas de setores regulados pelo governo federal e por instituições que prestam serviços financeiros digitais supervisionados pelo Banco Central. Entre as principais providências estão disponibilizar aos clientes atendimento humano obrigatório, Sac gratuito, limite de cinco níveis de atendimento ou menus, cancelamento facilitado, suporte 24 horas em canais eletrônicos.
Retorno em 5 min
Também fica proibido direcionar o consumidor para outro canal de atendimento, exceto quando o comparecimento presencial for indispensável para resolver a demanda.
Outra novidade prevê que, se a ligação cair durante os diálogos, a empresa deverá retornar o contato em até cinco minutos e aproveitar as informações já fornecidas pelo consumidor.
Vik Muniz em 188 obras

Com patrocínio do Banco do Brasil e apoio da BB Asset, fica em cartaz até 31 de janeiro de 2027 a maior retrospectiva da carreira de Vik Muniz no CCBB Brasília. A mostra abre em 27 de outubro, reunindo 188 obras entre fotografias, esculturas e objetos, ocupando as Galerias I e II do centro cultural. Com curadoria de Daniel Rangel, Vik Muniz — A Olho Nu oferece ao visitante a oportunidade de mergulhar em quase quatro décadas de criação de um dos artistas brasileiros mais reconhecidos internacionalmente. O percurso convida o público a desvendar como materiais cotidianos se transformam em imagens que surpreendem o olhar e embaralham os limites entre realidade e representação.
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