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Para a indústria, há “excesso de prudência” do Copom

Publicado em Coluna Capital S/A

Por SAMANTA SALLUM

Coluna Capital S/A de 17 de setembro

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou ainda pequena a redução da Selic. Avaliou como “extremamente cautelosa” a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual para 13,75% ao ano. Segundo a entidade, o excesso de prudência fica “evidente” diante do comportamento da inflação corrente. Aponta que há trajetória consistente de desaceleração, alcançando 4,22% no acumulado em 12 meses até agosto, e melhora das expectativas de mercado, indicando convergência gradual em direção à meta de 3% ao ano no horizonte relevante para a política monetária.

“É essencial que o Banco Central dê continuidade ao ciclo de redução da Selic. Manter a taxa básica em patamar tão restritivo por período prolongado significa impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade de preços. Há espaço para avançar no ciclo de cortes sem comprometer a convergência da inflação para a meta”, afirma Ricardo Alban, presidente da CNI.

Piora da capacidade de pagamento

O patamar elevado da Selic continua se transmitindo para o custo do crédito. Em julho de 2026, a taxa média das operações com recursos livres chegou a 47,7% ao ano, alta de 1,8 ponto percentual em 12 meses. O avanço foi mais intenso entre pessoas físicas, cujas taxas alcançaram 60% ao ano, mas também afetou empresas, com juros médios de 25,4% ao ano. O encarecimento do crédito tem pressionado a capacidade de pagamento dos tomadores.

Custos elevados à economia

Ainda no crédito com recursos livres, a inadimplência atingiu 7,8% entre pessoas físicas, o maior nível da série histórica, e 4,2% entre pessoas jurídicas. Entre as famílias, o endividamento chegou a 49,8% da renda em junho, próximo do recorde da série histórica, de 49,9%, enquanto o comprometimento da renda com o serviço da dívida alcançou 28,9%, também o maior da série. Para a CNI, esses indicadores “evidenciam que o aperto monetário continua impondo custos elevados à economia real”.

CDL-DF em missão empresarial ao Paraguai

A diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF) está, desde segunda-feira, em missão técnica empresarial em Assunção, capital do Paraguai. “A política de incentivos para atrair indústrias é um dos pontos fortes que identificamos nesta missão ao Paraguai. Esse modelo, que estimula a produção local e a exportação, merece a atenção do setor produtivo do Distrito Federal. Estamos conhecendo essas condições de perto para avaliar oportunidades de parceria e novos mercados para as empresas do DF”, destacou Eduardo Rodrigues, presidente da CDL-DF. Também participam da missão, até sábado, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-DF, Fernando Cezar Ribeiro, e o gerente de Negócios em Rede da instituição, Carlos Cardoso de Souza.

Mais atuação internacional

A agenda inclui uma imersão na Câmara de Comércio e Indústria Paraguai-Brasil, com debates sobre o cenário macroeconômico paraguaio, benefícios e incentivos fiscais, questões aduaneiras e logística entre os dois países. A delegação também terá encontros na Embaixada do Brasil, no Congresso Nacional paraguaio e no Ministério da Indústria e Comércio. A iniciativa integra o movimento da CDL-DF para ampliar sua atuação internacional e criar novas conexões para o empresariado brasiliense.

Homenagem

Vice-presidente da Crig e diretora de Relações Institucionais da Vale, Helga Franco; diretor de Relações Governamentais da Abrasca, Felipe Cabral; diretor de Relações Institucionais da Ambev, Rodrigo Moccia; presidente da Crig e diretor de Relações Governamentais do Grupo Ultra, Rafael Luchini

A Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) prestou homenagem a Rodrigo Moccia por sua gestão à frente da Comissão de Relações Institucionais e Governamentais (Crig) de 2019 a 2026.

Maior delegação brasileira da história embarca para a WorldSkills Shanghai

Preparados pelo Senai e pelo Senac, os jovens competidores integram a maior delegação brasileira já enviada à WorldSkills, com representantes em todas as 64 ocupações da competição. Entre os dias 22 e 27 de setembro, eles vão enfrentar mais de 1,4 mil concorrentes de 70 países. São 71 jovens que embarcam hoje rumo à China para disputar a maior competição de educação profissional do mundo. Selecionados entre milhares de candidatos, cerca de 76% dos competidores são da rede pública de ensino, e 66% conquistaram a vaga em curso técnico por meio do regime de gratuidade do Senai.

Cibersegurança e robótica móvel autônoma

A competição também evidencia a conexão entre educação e indústria, já que as provas simulam desafios reais enfrentados pelas empresas. Além disso, demonstra o alinhamento da formação profissional do Senai com as ocupações do futuro, como energia renovável, indústria 4.0, cibersegurança e robótica móvel autônoma.

Soluções para o futuro

“Esses jovens passaram por uma trajetória de aprendizagem e capacitação alinhada às necessidades da indústria. A presença do Brasil entre as maiores delegações reforça a força da educação profissional brasileira e o potencial desses estudantes para transformar conhecimento em oportunidades e soluções para o futuro”, destaca o superintendente de Educação Profissional e Superior do Senai, Carlos Braguini.

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