Consumo das famílias está abaixo do índice de satisfação para o comércio no DF
Por SAMANTA SALLUM
Neste Dia do Cliente, celebrado em 15 de setembro, os indicadores mostram um consumidor mais cauteloso no Distrito Federal. Com 78,8% das famílias endividadas e 50,9% com contas em atraso, a situação financeira também se reflete na disposição para consumir. A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) do DF ficou em 98,7 pontos em agosto, segundo mês consecutivo abaixo de 100 pontos, que separa a percepção de satisfação da de insatisfação. No Brasil, o indicador ficou em 103,9 pontos.
Em junho, o ICF do Distrito Federal ainda estava na zona de satisfação, com 103,2 pontos. O índice caiu para 99,5 em julho até chegar à menor medição nos últimos 12 meses. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

“Esse cenário reforça a necessidade de compreender melhor o cliente. O consumidor do Distrito Federal continua comprando, mas está mais cauteloso e atento ao orçamento. O avanço da inadimplência e a menor disposição para compras de maior valor mostram que preço, atendimento, confiança e condições de pagamento serão cada vez mais importantes para o comércio e os serviços”, avalia o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.
Bens duráveis em queda
O indicador que avalia o momento para a compra de bens duráveis chegou a 61,3 pontos, sinalizando menor disposição para aquisições de maior valor e, principalmente, aquelas que dependem de financiamento ou parcelamento.
Critérios mais rigorosos
Apesar da maior cautela das famílias, a atividade econômica mantém resultados positivos no acumulado do ano. O comércio varejista do Distrito Federal cresceu 7,4% no primeiro semestre, enquanto o setor de serviços avançou 9,1% no mesmo período, segundo pesquisas do IBGE. Os dados indicam, portanto, que o consumidor continua no mercado, mas tem adotado critérios mais rigorosos para comprar.
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