Coluna Capital de 28 de agosto
Por SAMANTA SALLUM
O novo Centro de Saúde do Sesc, no Setor Comercial Sul, ganhou o nome de Rogério Tokarski. Uma solenidade marcou a entrega do novo espaço à população com homenagem especial ao farmacêutico fundador da Farmacotécnica.
Formado pela Universidade Federal de Goiás, Rogério Tokarski é considerado um dos pioneiros da farmácia magistral no Brasil. Em 1976, fundou, em Brasília, a Farmacotécnica, considerada a primeira farmácia de manipulação do Distrito Federal e uma das primeiras do país.
“Receber essa homenagem é bom porque hoje eu tenho energia, me sinto vivo para trabalhar mais. Gratidão ao Sesc, ao Sistema Fecomércio, porque um dia a gente se vai, mas essa homenagem, o nome nesse Centro de Saúde, fica”, disse.

O evento teve a presença do presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, do diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo, além de familiares e amigos do homenageado e convidados.
A iniciativa também representa o reconhecimento à atuação de Tokarski junto ao Sistema Fecomércio-DF. Atualmente, ele integra o Conselho Consultivo da Fecomércio-DF. E, ao longo de sua trajetória, também atuou como conselheiro do Sesc e do Senac.
Grupo Bizu vai inaugurar novo bar no antigo Brazólia
O espaço que durante anos abrigou o tradicional Brazólia dará lugar ao Prefeitura, que nasce com a proposta de mais inovação na experiência de bares na capital federal. O empreendimento é capitaneado pelo Grupo Bizu, à frente de Deboche Bar e Ordinário Bar & Música; junto com Grupo 3V, que administra Cantucci, Gran Oliva, Inforno Burger, Koji e Superquadra Bar. Também está no negócio a empresa No Plural.
Conceito brasiliense

Os sócios estimam um investimento inicial de R$ 3 milhões a 4 milhões no projeto. A previsão é de que até o fim do ano aconteça a inauguração. “Não queremos apenas abrir um novo bar, mas desenvolver um conceito capaz de conversar com a identidade da cidade e com o orgulho que o brasiliense tem do lugar onde vive. Escolher um endereço que já faz parte da memória afetiva de tantas pessoas também aumenta nossa responsabilidade de entregar uma experiência à altura”, contou Diogo Lombardi, um dos sócios da casa.
O desafio orçamentário da tarifa zero no DF

O tema da tarifa zero no transporte público do DF voltou com força neste momento de campanhas eleitorais. E cada candidato tem uma matemática para defender ou não a medida. Segundo apuração junto à Secretaria de Economia, o custo anual do subsídio às empresas do transporte público no DF é de cerca de R$ 2,2 bilhões. No entanto, a Lei Orçamentária Anual (LOA 2026) previu apenas cerca de R$ 1,1 bilhão. Mais uma vez está sendo necessário suplementar o orçamento para manter a prestação do serviço à população. Parte já foi, e outra está à espera de aprovação de projeto de lei na Câmara Legislativa.
Subsídio x aumento da tarifa
Segundo os gestores do orçamento, o valor do subsídio para as empresas de transporte público cresceu ao longo dos anos, principalmente por dois fatores: há quase oito anos, a tarifa pública — valor pago diretamente pelos usuários — segue sem reajuste; e a expansão da gratuidade com o programa Vai de Graça (catraca livre aos domingos e feriados).
Para cobrir deficit
Como a tarifa paga pelo passageiro é inferior ao custo efetivo do sistema, o poder público é responsável por cobrir essa diferença por meio da tarifa técnica. Em média, aproximadamente 25% da composição da tarifa técnica está relacionada a investimentos no sistema, incluindo renovação da frota, infraestrutura de abastecimento, manutenção e modernização de abrigos, entre outras intervenções.
Divergências
O GDF avalia que o peso é grande para manter a tarifa sem reajuste. E que a tarifa zero teria forte impacto. Já as lideranças políticas que defendem a tarifa zero questionam a situação do BRB. Que se há dinheiro para um, deveria ter para essa medida também. Se o GDF contrair o empréstimo para capitalizar o BRB, a previsão é de que o valor das parcelas de pagamento fique em R$ 1 bilhão durante 12 anos.
Brasil Soberano vai liberar R$ 4 bilhões para a cadeia de fertilizantes

O Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou o acesso da cadeia de fertilizantes ao crédito no Plano Brasil Soberano e reduziu os juros para financiamentos das empresas de minerais críticos. A medida foi deliberada em reunião extraordinária do colegiado, realizada ontem. “A mudança acompanha o ciclo financeiro do setor, que paga as importações de insumos no desembarque e recebe as vendas ao produtor rural conforme o calendário agrícola”, disse o Ministério da Fazenda.
A medida tinha sido adiantada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, no início da semana, durante o 13º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, em São Paulo (SP). Alckmin afirmou que o programa Brasil Soberano 3 terá R$ 4 bilhões destinados especificamente ao financiamento de empresas do setor.
4 mil produtos nacionais prejudicados por tarifaço dos EUA
O Plano Brasil Soberano 3, instituído pelo governo federal, vai disponibilizar pelo menos R$ 18,5 bilhões, sendo R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões de recursos próprios do BNDES. Levantamento da CNI aponta que 48,7% de todas as exportações brasileiras aos Estados Unidos estão sujeitas a algum tipo de tarifa adicional. Com a sobretaxa de 12,5% em vigor desde 24 de julho, 3.985 produtos passaram a enfrentar tributação total de 37,5%, o equivalente a US$ 10,8 bilhões em vendas externas. A pressão sobre o fluxo de caixa das empresas afetadas é imediata.
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