Empréstimo ao GDF para socorrer BRB provoca divergência entre bancos, que resistem ao aval

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Processo de negociação está lento e instituições financeiras questionam garantias para operação. Agravamento da situação do Digimais, de Edir Macedo, deixa FGC ainda mais apreensivo. Conta pode chegar a R$ 60 bilhões

Por SAMANTA SALLUM

O Banco do Brasil está liderando as tratativas com outras instituições financeiras e com o GDF para a liberação do aval financeiro para o empréstimo de RS 6,6 bilhões. Os recursos serão aporte no caixa do BRB. Mas está complicada a negociação. Mesmo com o acordo judicial — mediado pelo STF com o Ministério da Fazenda — o processo não está andando com a celeridade esperada. O próprio Banco do Brasil está acrescentando exigências e mais garantias ao GDF para desenrolar o processo do empréstimo, que sairá do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Fazem parte do grupo que deve dar o aval para a operação Bradesco, Santander, Itaú Unibanco, Caixa e BTG Pactual, além do BB. Os bancos privados teriam endurecido a negociação e podem ficar de fora. Bradesco é um dos que mais questionam. Na avaliação da instituição, as garantias oferecidas pelo DF, os repasses que o governo local tem direito dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e Municípios (FPM), seriam inconstitucionais.

Palavra dada a Fux

Os que defendem a operação afirmam que o STF não teria homologado o acordo se houvesse esse impedimento. Do jeito que está, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, terá de entrar em campo para ajudar a convencer as instituições financeiras a colaborarem no processo. E, assim, cumprir a palavra dada e assinada junto ao ministro Luiz Fux, que foi enfático para que a situação fosse resolvida.

Digimais liga sirene no FGC: conta de R$ 60 bilhões

Os chamados bancos S1, de maior porte e solidez, estão ainda mais apreensivos com o agravamento da situação do banco Digimais. O BTG deve desistir de comprar o banco de Edir Macedo. Uma eventual liquidação do Digimais, alvo de operação da Polícia Federal, poderá elevar o desembolso do Fundo Garantidor de Créditos com garantias para correntistas para até R$ 60 bilhões este ano.

O FGC, que é abastecido pelos grandes bancos, já teve de arcar com as indenizações aos clientes e investidores do Master. Isso pode favorecer as tratativas com o GDF para o aval de empréstimo de socorro ao BRB. Ninguém quer ver essa conta ficar ainda mais alta com uma liquidação do BRB.

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