Após operação policial, governadora do DF exonerou servidor ligado ao ex-secretário de Economia e alvo também das investigações
Por SAMANTA SALLUM
Ney Ferraz, ex-secretário de Economia do governo Ibaneis Rocha, chamou atenção não somente por gastos com ternos Hermenegildo Zegna, pagando R$ 50 mil, em dinheiro vivo, em loja do shopping Iguatemi. Foi também rastreado em postos de gasolina do Noroeste, bairro onde mora, em carros luxuosos. Um deles, o Chevrolet Corvette 2025, disponível no Brasil, via importação independente, com preços que variam geralmente entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão. Foi averiguado que o carro não está em nome de Ney Ferraz. É de um empresário de Brasília que tem contrato como fornecedor do GDF. Ainda está sendo investigada a relação do empresário com o ex-secretário.
Investigadores avaliam que pode haver indício de triangulação no uso do veículo. Está sendo apurado em que circunstâncias o carro foi parar com o ex-assessor de Ibaneis. Há suspeita de que Ney Ferraz sugeria e solicitava certos mimos a empresários com contratos com o GDF. Não se sabe se houve também algum tipo de constrangimento.
A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal deflagraram na quarta-feira a operação Black Tie, sobre suspeitos de crimes contra a administração pública. Entre eles, o ex-secretário de Economia do DF. Os investigadores encontraram indícios da utilização de mecanismos destinados a ocultar a origem de recursos.
A governadora Celina Leão exonerou ontem Luiz Carlos de Sousa do Cargo de Natureza Especial, CNE-03. Ele era Assessor Especial, do Gabinete da Secretaria de Economia do Distrito Federal. Ele é ligado a Ney Ferraz e é investigado por suspeita de crime à administração pública.
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