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Balanço das operações, desde a regulamentação das apostas on-line, aponta aumento de apostadores. Mas também há o movimento de pessoas que pedem autoexclusão das plataformas por dificuldades financeiras e danos à saúde mental. Ministro da Fazenda anunciou que vai dar transparência aos processos relacionados às Bets
Por SAMANTA SALLUM
As empresas regulamentadas do setor de apostas esportivas faturaram R$ 12,2 bilhões entre janeiro e abril de 2026, o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior, segundo a Receita Federal. A carga tributária sobre elas é de cerca de 37% da receita. Com isso, a arrecadação de impostos federais alcançou R$ 4,5 bilhões. No primeiro quadrimestre de 2025, o montante foi de R$ 2,2 bilhões. O resultado é consequência das regras de regulamentação e tributação das chamadas bets, que, desde dezembro, estão sob um modelo mais rígido de fiscalização e licenciamento.
O avanço da arrecadação fez com que o segmento passasse a contribuir com valores semelhantes aos recolhidos por setores tradicionais da economia brasileira, como a indústria do tabaco e a agricultura, que geram aproximadamente R$ 1 bilhão por mês aos cofres federais.
A Copa do Mundo de 2026 deve aquecer ainda mais este mercado e movimentar até US$ 60 bilhões em apostas esportivas no mundo, o equivalente a aproximadamente R$ 310 bilhões. O Brasil tem potencial de chegar a 10% deste total.
R$ 36,9 bilhões
– Faturamento em 2025 das empresas regularizadas de apostas . Das 85 legalizadas, 10 concentram 60% do montante
187
– Número de plataformas de apostas em território nacional autorizadas pelo Ministério da Fazenda
Mais apostadores
– Segundo dados do Ministério da Fazenda, cerca de 25 milhões de CPFs registraram movimentações em plataformas de apostas on-line, acima dos 17 milhões identificados no ano anterior.
Jogadores pedem autoexclusão
Ocorre também um movimento contrário, de pessoas deixando de apostar. Criada há seis meses, a plataforma que permite a autoexclusão das casas de apostas contabiliza mais de 600 mil pedidos voluntários de brasileiros que desejaram ser banidos das bets. Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas, vinculada ao Ministério da Fazenda, 41% dos usuários apontaram perda de controle sobre o jogo ou impactos na saúde mental como principal motivo.
Força tarefa para divulgação de processos
O ministro explicou que dados pessoais de empresários terão os nomes tarjados para que não haja exposição da situação fiscal e bancária.
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