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O chefe da área econômica do governo Lula afirmou que a conta dos prejuízos do BRB não pode ser empurrada para a esfera federal. E chegou a sugerir uso do Fundo Constitucional do DF como garantia para empréstimo
Por SAMANTA SALLUM
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, deixou bem claro que o governo federal não pretende se envolver diretamente na solução para tirar o BRB da crise financeira. Foi taxativo em dizer que não cabe ao Tesouro Nacional salvar o banco avalizando empréstimo.
“Esse é um debate que não pode ser empurrado para o governo federal como se tem pretendido fazer pelo GDF. O BRB é um problema do GDF. Não é papel do Tesouro Nacional resolver isso. Não podemos pegar dinheiro público para cobrir um rombo de um caso que, no mínimo, está mal explicado”, declarou em entrevista na noite de segunda-feira ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Ele se referiu as transações fraudulentas entre o banco Master e o BRB.
O ministro devolveu a conta e a responsabilidade de salvar o BRB para os cofres do governo do Distrito Federal. Chegou a sugerir, em tom de provocação, que os recursos do Fundo Constitucional, destinados por força de lei à capital federal anualmente para custear áreas com Segurança e Saúde, sejam usados para cobrir o rombo provocado pelas operações com banco Master.
Vale lembrar que o governo do DF sempre esteve alinhado ao grupo politico bolsonarista nos últimos anos. E, por tanto, oposição ao presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT).
“Acho que há saídas para esse caso que passam pelo Fundo Constitucional, por exemplo, que é dinheiro da União. O Fundo poderia ser usado como garantia para a operação (de empréstimo), mas comprometendo os recursos do DF”, disse.
Segundo Durigan, o Tesouro só poderia olhar para o BRB de forma diferenciada caso o Banco Central identificasse que existisse “risco sistêmico” ao ambiente financeiro.
A governadora do DF, Celina Leão (PP) vem fazendo apelos para que o governo federal ajude a salvar o BRB. Pediu oficialmente audiência com o presidente Lula em busca de um sinal verde dele para que o Tesouro Nacional dê o aval de empréstimo ao banco. Pelo tom de Durigan, o GDF terá de gerir a crise por conta própria.
A governadora e o atual presidente do BRB, Nelson de Souza, vêm explicando que o GDF fez um pedido de empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao Fundo Garantidor, que é mantido com recursos do bancos privados. Para isso, precisam do Tesouro Nacional como avalista. O governo federal, no entanto, aponta que tecnicamente o governo do DF tem baixa capacidade de endividamento. Tem nota C. E o Tesouro só pode avalizar governos com nota A e B.
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