“Deal Mode” no BRB: corrupção passiva e lavagem de dinheiro

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Então presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, era “mandatário”’de Daniel Vorcaro. Missão: fazer a maior transferência possivel de recursos do banco público do DF para o Master. E ao comprar ações do BRB por meio de laranjas, com ajuda de PHC, Vorcaro queria aumentar influência nas decisões do banco

Por SAMANTA SALLUM

O acervo dos autos da investigação sobre as transações entre banco Master e BRB revela fortes indícios de que o presidente da estatal do Distrito Federal Paulo Henrique Costa atuava como “um verdadeiro mandatário de Daniel de Vorcaro no âmbito do BRB”. E que, em contrapartida, receberia imóveis avaliados em, aproximadamente, R$ 150 milhões de reais.

O relatório das apurações revelado pela decisão do ministro do STF André Mendonça aponta: “tais condutas se amoldam, ao menos em cognição sumária, ao crime de corrupção passiva, além de revelarem possível participação em lavagem de dinheiro, organização criminosa e ilícitos contra o Sistema Financeiro Nacional.”

Centenas de ajustes na trajetória”

Pelas mensagens rastreadas na investigação, em dado momento da negociação, Vorcaro indaga se Paulo Henrique ainda teria “interesse no deal” e ressalta a trajetória de parceria entre eles. Afirma, inclusive, que teriam “um negócio de continuidade” e “centenas de ajustes ao longo da trajetória”. PHC responde: ““Estou com vc. Continuo no deal mode. Estou virando noite e tentando resolver”.

A expressão é um termo informal do mercado financeiro usado para indicar foco total em tocar um acordo adiante, resolvendo pendências e fazendo a negociação avançar.

Vale lembrar que, em outra frente de ação para sugar os cofres do BRB, Vorcaro comprou ações do BRB, por meio de laranjas, com ajuda de Paulo Henrique Costa. Sendo acionista poderia participar das decisões nas assembleias do banco.

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