Jornada 5×2: CNI aponta impacto de R$ 267 bilhões por ano com empregados formais

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Cerca de 800 entidades do setor industrial fazem manifesto, alertando congressistas sobre o custo à economia do país com a alteração da escala de trabalho. A conta, segundo elas, vai recair sobre o consumidor. Preços tendem a ter alta média de 6,2%

Por SAMANTA SALLUM

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou uma grande mobilização para entregar cartas nominais aos 513 deputados federais e 81 senadores contra o fim da escala 6×1 de jornada de trabalho. No ofício, a instituição pede apoio aos parlamentares para que o Legislativo amplie o diálogo sobre os impactos que a mudança pode causar à economia, e para que o tema não seja votado em ano eleitoral.

Os efeitos tendem a ser mais severos para as empresas de menor porte. Projeções da CNI indicam que a redução da jornada para o limite de 40 horas semanais, com manutenção dos salários, pode elevar de R$ 178,2 bilhões a R$ 267,2 bilhões por ano o custo com empregados formais na economia.

O impacto pode ser de R$ 88 bilhões ao ano especialmente para a indústria. Os preços para o consumidor tendem a ter alta média de 6,2%. As compras do supermercado subiriam 5,7%, segundo cálculos das entidades que assinaram o documento.

Em relação ao PIB, a perda seria de 0,7%. Ou seja, a economia brasileira encolheria o equivalente a R$ 77 bilhões ao ano.

“A CNI manifesta preocupação com a possibilidade de o Congresso Nacional decidir, em regime de urgência, propostas de mudanças na jornada de trabalho. Uma eventual redução da escala de trabalho terá impacto direto na competitividade do país, nos empregos formais e na produtividade das empresas brasileiras”, destaca a carta, assinada pelo presidente da CNI, Ricardo Alban.

O manifesto “Escala 6 X 1: o Brasil precisa de mais competitividade, não de mais custos” foi assinado pela CNI e por 800 instituições da indústria – entre as quais as 27 federações estaduais, 98 associações setoriais e 741 sindicatos.

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