Redução da taxa de juros é incapaz de reverter prejuízos à economia, diz CNI

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Por SAMANTA SALLUM

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto, foi correta porém insuficiente, reagiu a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a entidade, a medida ainda não interrompe a queda da atividade econômica, não destrava investimentos, nem reduz o endividamento.

“A inflação está em franca desaceleração e as expectativas de mercado para a alta dos preços seguem dentro do intervalo de tolerância da meta. Isso, por si só, já justificaria queda mais acentuada da taxa básica de juros. Essa cautela do Banco Central ainda é excessiva e seguirá penalizando ainda mais nossa economia”, argumenta o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Câmara de Dirigentes Lojistas: “ efeitos serão graduais”

Para o presidente da CDL-DF, Eduardo Rodrigues, o cenário do comércio para os próximos meses exige leitura estratégica e capacidade de adaptação. “A redução dos juros deve abrir novas avenidas de crescimento, especialmente em categorias mais dependentes de crédito, mas é fundamental entender que esses efeitos são graduais e que precisamos observar mais dados durante o ano. O empresário que souber alinhar planejamento, gestão de caixa e inteligência de mercado estará mais bem posicionado para capturar valor nesse novo ciclo”, avaliou Eduardo.

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Panorama do Comércio

De acordo com o Panorama do Comércio, feito pela Câmara de Dirigentes Lojistas do DF, os primeiros indicadores de 2026 reforçam um cenário de retomada consistente para o comércio do Distrito Federal. O desempenho de janeiro foi acima da média nacional. Segundo o IBGE, as vendas do varejo ampliado cresceram 4,5% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano anterior e avançaram 1,0% frente a dezembro de 2025. O setor de serviços também mostrou dinamismo, com alta de 10% na mesma base comparativa.

Desempenho heterogêneo

Dentro do comércio, o desempenho foi heterogêneo: das 11 atividades segmentadas, seis registraram crescimento, com destaque para “Outros artigos de uso pessoal e doméstico”, que avançou 35,2%, seguido por “Artigos médicos e farmacêuticos” (13,9%) e “Veículos, motocicletas, partes e peças” (11,0%). Por outro lado, “Materiais para escritório” apresentou a maior retração, com queda de 16,6%.

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