Impacto negativo do aumento do IOF e de tarifaço de Trump recai também sobre o DF

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Coluna Capital S/A de 22 de julho

“Com o passar do tempo e com o sucesso popular acabei constatando ser um cantor brega de um país brega. Portanto a discriminação não cabia”, Sidney Magal

Por Samanta Sallum

A Fecomércio-DF confirmou à coluna que as projeções de crescimento no respectivo setor estão fortemente ameaçadas para este ano. A entidade analisa o cenário com cautela devido ao aumento das alíquotas do IOF, somado à iminência de uma nova tarifa dos Estados Unidos sobre as exportações.

“Isso altera significativamente nosso panorama. Até pouco tempo, trabalhávamos com uma projeção bastante positiva, confiantes na possibilidade de repetir ou até superar os resultados do ano passado, mesmo diante de algumas oscilações recentes. Mas agora passamos a enxergar um risco concreto de impacto negativo tanto para o desempenho do comércio e dos serviços no DF quanto para toda a economia brasileira”, afirmou o presidente da Fecomércio, José Aparecido Freire.

Comércio e serviços no DF recuam, mas acumulam crescimento no ano até agora

O mês de maio já foi marcado por retrações tanto no setor de serviços quanto no comércio varejista do Distrito Federal. Segundo dados das últimas pesquisas mensais do IBGE (PMS e PMC), os serviços caíram 3,2% em relação a abril, enquanto o comércio recuou 0,4%. Apesar dos resultados negativos no mês, ambos os segmentos mantêm desempenho positivo em 2025, já que os serviços acumulam alta de 6,7% de janeiro a maio, e o comércio, crescimento de 5,0% no mesmo período. Na comparação com maio de 2024, os serviços cresceram 4,9%, enquanto o comércio avançou 6,4%.

Efeito nacional

No cenário nacional, o mês de maio também foi de retração: apenas nove das 27 unidades federativas apresentaram crescimento em serviços, e 20 estados registraram queda nas vendas do varejo.

Setores industriais apresentam falta de confiança pelo sétimo mês consecutivo

Os últimos dados oficiais da percepção da indústria, que ainda não consideram os efeitos do tarifaço, já são preocupantes. Então, a confiança do setor no cenário econômico deve despencar ainda mais.

A indústria brasileira iniciou o segundo semestre de 2025 ainda sem recuperar a confiança. Segundo levantamento da CNI, 21 dos 29 setores industriais analisados registraram queda na confiança em julho.

Selic em alta

A redução na confiança está diretamente ligada ao último aumento da taxa Selic.

“Foi um grande recuo generalizado, mas ainda não reflete completamente a opinião dos empresários industriais sobre o anúncio de aumento das tarifas de importação do governo americano, pois a pesquisa foi realizada nos primeiros dias de julho”, explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Setor de limpeza e higiene em queda

Apenas as indústrias do Nordeste permanecem confiantes. Empresários do Sudeste, Sul e Centro-Oeste seguem com falta de confiança. Três segmentos migraram da confiança para a falta de confiança: perfumaria, limpeza e higiene pessoal; produtos diversos; e produtos de borracha. Apenas o setor de manutenção e reparação passou da falta de confiança para a confiança.

Frente do Biodiesel cobra “lista suja” das distribuidoras

As recentes decisões judiciais que suspenderam parcialmente a divulgação da “lista suja” de distribuidoras no RenovaBio sao alvo de críticas pela Frente Parlamentar do BioDiesel. O bloco aponta desequilíbrio no funcionamento regulatório brasileiro. “Ao admitir que não pode divulgar sanções antes do trânsito em julgado ou enquanto houver depósitos judiciais, a Justiça reforça uma brecha que pode ser explorada por empresas para postergar o cumprimento de metas e continuar operando impunemente. Isso compromete não só a efetividade ambiental do programa, mas também a isonomia e a transparência esperadas dos órgãos reguladores”, destacou a Frente em nota oficial assinada pelo Deputado Alceu Moreira (MDB/RS), Presidente da FPBio.

Baile do Magal no Parque da Cidade

A terceira edição do Festival de Inverno do Sesc vai levar dois dias de shows gratuitos para o estacionamento 9 do Parque da Cidade, próximo à Praça das Fontes. Neste sábado (26) e domingo (27), a partir das 16 horas, o espaço será tomado por atrações circenses, apresentações de bandas e cantores que prometem encantar o público. Um dos artistas será Sidney Magal, que depois de 7 anos sem vir a Brasília traz o Baile do Magal no sábado.

Retorno do Móveis Coloniais de Acaju

O evento ainda vai receber Arnaldo Antunes, Marcelo Jeneci, Dora Morelenbaum e bandas locais. E celebra o retorno do Móveis Coloniais de Acaju. A Entrada é gratuita mediante doação de 1kg de alimento.

Diversão e solidariedade

“É um evento para toda a família curtir, com programação das 16h até as 22 horas.Todos estão convidados a terem um fim de semana de diversão e solidariedade, com doação de alimento a quem mais precisa”, afirma o diretor regional do Sesc-DF, Valcides de Araújo.

Acompanhe a Capital S/A na TV Brasília todas as terças e quintas-feiras, 18h30, no JL ao vivo.

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