Ministro Bruno Dantas partiu para o enfrentamento com Cedraz, determinando prazo de 15 dias para que o INSS defina e informe como será o ressarcimento do esquema de fraudes e desvio de recursos de aposentados e pensionistas. Walton questionou Cedraz por “interesses não republicanos”
Por Samanta Sallum
Voltou a sair faíscas hoje na sessão plenária do TCU. O ministro Aroldo Cedraz apresentou novamente o processo em relação ao INSS, rejeitando as alegações apresentadas pelas entidades, houve unanimidade, pois corrobora a decisão anterior de não permitir descontos dos aposentados. Mas o ministro Walton Alencar alfinetou Cedraz, criticando a demora de trazer o assunto para a deliberação da corte.
Chegou a levantar suspeita sobre o Cedraz, que não ficou calado. Exaltado, ressaltou que não devia explicações a Walton. A discussão parou aí e, depois, Cedraz pediu desculpas ao presidente Vital do Rego pela forma exaltada com que se portou no plenário.
Cedraz atirou dizendo que estavam querendo tirar o processo das mãos dele. Walton chegou a falar que ele tinha que explicar se não haveria interesses “não republicanos”, dada a demora na tramitação do processo. E Cedraz chegou a chamar Walton de “mentiroso”.
Ministro Bruno partiu para o enfrentamento com Cedraz ao determinar medida ao INSS que deveria passar por Cedraz.
O clima de animosidade dentro do TCU está no ar desde a semana passada. Os ministros Walton Alencar e Bruno Dantas dispararam uma série de críticas, na sessão de quarta-feira passada, a Cedraz, relator da fraude INSS.
Já nesta quarta-feira, 7, o plenário do Tribunal de Contas da União negou recursos apresentados pelo INSS contra decisão da Corte, de junho de 2024, que determinou a suspensão de novos descontos de associações em aposentadorias e pensões.
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