Jorge Viana apontou a união de todos os setores políticos do país pela aprovação da lei de reciprocidade e que Bolsonaro ficou isolado ao apoiar tarifaço de Trump
Por Samanta Sallum
O presidente da Apex, Jorge Viana, avalia que o país deve ter cautela antes da retaliação. Segundo ele, o presidente americano Donald Trump dificilmente vai conseguir implementar todas as tarifas anunciadas. Então, valeria a pena esperar um pouco antes de fazer retaliação.
“O presidente Lula sempre se posiciona como parte da solução. Não fará como o governo passado, brigando com o governo americano. A divergência politica não pode afetar a relação de negócios”, afirmou Viana. Ele se referiu à relação do ex-presidente Jair Bolsonaro com o ex-presidente dos EUA, Joe Biden.
O presidente da Apex apontou, também, que o cenário atual pode acelerar a implementação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul.
Sem polarização
“A gente viu uma inflexão importante dentro do Congresso Nacional, uma união de forças. Estávamos lá, o agro, a ex-ministra Tereza Cristina, o líder do governo, o líder da oposição. Houve uma convergência ali para aprovar a lei da reciprocidade comercial”, comentou Jorge Vianna.
O petista disse que o ex-presidente Bolsonaro ficou isolado. “Os seus aliados mais importantes estão, digamos, nessa aliança do governo, o Brasil unido para enfrentar essa situação. Isso pode produzir algum realinhamento na política interna, como uma mitigação da polarização”, avaliou.
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