Por Samanta Sallum
A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) emitiu resposta à declaração ontem do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que destacou a prioridade do governo em baratear os alimentos. Segundo ele, serão tomadas ações sugeridas pelas redes de supermercados, além de buscar produtores e ministérios para discutir o problema. O IPCA apontou que o preço dos alimentos ficou 8,23% mais caro no acumulado de 2024, acima dos 4,83% do índice geral.
A Abras reafirmou a “disposição em colaborar com o governo federal.” A entidade destacou a importância de “ações concretas para controlar a inflação” e melhorar o acesso da população aos alimentos.
Propostas
A associação propôs medidas como a reestruturação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), por meio do PAT e-social, com apoio da Caixa Econômica Federal, que pode gerar economia da ordem de R$ 10 bilhões anuais; a venda de remédios sem receita nos supermercados, que pode reduzir os preços em 35%, a modernização do sistema de prazos de validade, o chamado Best Before, e a redução do prazo de reembolso dos cartões de crédito.
“As propostas que apresentamos têm o potencial de gerar um impacto significativo, não só no controle da inflação, mas também na criação de empregos e no fortalecimento de uma economia mais justa e sustentável”, destacou o presidente da Abras, João Galassi.
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