“Muita ambição para pouco cargo”, diz Rollemberg sobre candidatos da direita no DF

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Na análise política do ex-governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB) corre risco de perder vaga no Senado para dobradinha de Bia Kicis com Michelle Bolsonaro, ambas do PL

Por Samanta Sallum

O atual secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg (PSB), fez uma análise do cenário político do Distrito Federal, em entrevista hoje ao programa CB.Poder. Segundo ele, há um congestionamento de candidatos da direita, ligados ao bolsonarismo na capital federal. “O que eu acho é que tem muita ambição para pouco cargo. Não estão vendo a realidade”, disse na entrevista à TV Brasília e ao Correio Braziliense.

O ex-governador do DF cogitou que, devido à grande quantidade de candidatos do mesmo grupo político ao GDF e ao Senado, Ibaneis Rocha (MDB) pode ficar sem cadeira. “Bia Kicis e Michelle (Bolsonaro) podem sair juntas ao Senado”, apontou.

Segundo ele, a direita no DF é forte, porém não imbatível. “O governo Ibaneis não é bem avaliado na Saúde. Há uma crise grave”, disparou. Disse acreditar na força da esquerda, citando nomes que poderiam concorrer ao Palácio do Buriti. Do PSB, citou Ricardo Cappelli, atual presidente da ABDI, e Valdir Oliveira, que está no Sebrae Nacional.

“O primeiro fez um importante trabalho pelo DF quando assumiu a gestão na Segurança na defesa da democracia; e o segundo foi um competente secretário de Desenvolvimento Econômico do meu governo”, comentou. De outros partidos de esquerda, Rollemberg citou Leandro Grass (PV) e Leila Barros (PDT).

Apesar da certa resistência da família, como ele contou, Rollemberg não descartou o próprio nome para concorrer ao GDF. “É muito cedo ainda para falar de eleições no DF, de favoritos. Eu venho sendo muito estimulado a participar. É gratificante sentir isso nas ruas. Mas não é decisão pessoal, mas de um grupo maior”, disse ao ser perguntado se concorreria.

Nas últimas eleições, Rollemberg teve 52 mil votos para deputado federal. Mas a vaga ficou com Gilvan Máximo, que teve cerca de 20 mil. A situação é alvo de ação no Supremo Tribunal Federal. Os ministros ainda vão definir se Rollemberg poderá assumir ainda o mandato.

O STF formou maioria para retirar o mandato de sete deputados federais com base na inconstitucionalidade das regras de distribuição das sobras eleitorais. O caso voltará a ser julgado após um pedido de vistas do ministro André Mendonça.

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