Venda de imóveis no Centro-Oeste teve a maior alta do país

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Tendência nacional foi puxada pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Mas índice de preços médios de apartamentos no país cresceu mais de 50% nos últimos cinco anos

Por Samanta Sallum

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) informou que o mercado imobiliário registrou aumento de 6% na venda de unidades residenciais novas em todo o país no 1º trimestre de 2024 em relação ao 1º trimestre de 2023, sendo a maior alta na região Centro-Oeste, com 20,2%. O aumento teve contribuição dos resultados do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), cujas vendas subiram 21,3% na mesma comparação entre trimestres. O estudo foi realizado em 220 cidades, incluindo todas as 27 capitais e as principais regiões metropolitanas do país.

O valor geral de vendas (VGV) no 1º trimestre de 2024 chegou ao total de R$ 46 bilhões, número 12,5% maior que o registrado no mesmo período de 2023, que foi de R$ 41 bi.

O índice de preços médios de apartamentos brasileiros cresceu mais de 50% nos últimos cinco anos, indica também o novo levantamento feito pela CBIC. O aumento de custos de construção visto no mercado ao longo da pandemia e a queda dos estoques de apartamentos disponíveis são fatores que explicam a inflação no setor.

Apoio dos governos locais

A tendência para o segundo semestre é de crescimento. Segundo o presidente da entidade, Renato Correia, há um movimento que aumenta no país de complementação de subsídios para o programa dos governos locais, com o intuito de fortalecer a habitação. “O movimento de união de várias esferas para combate ao déficit habitacional é muito importante para o abastecimento da sociedade brasileira em habitação”, disse.

Unidades comercializadas no país

Foram vendidas no primeiro trimestre  81.376 unidades em janeiro, fevereiro e março deste ano, ante 76.794 vendas no mesmo período do ano anterior. Somente no segmento do MCMV, foram 31.407 vendas no 1º trimestre de 2024, contra 25.882 no 1º trimestre de 2023.  A participação do MCMV passou de 33,7% para 38,59%.

Além disso, no acumulado dos últimos 12 meses (abril de 2023 a março de 2024), foram vendidas 331.311 novas unidades, ou 3,9% a mais que as 318.973 negociadas ao longo dos 12 meses anteriores (abril de 2022 a março de 2023). Os dados demonstram recuperação da tendência de crescimento de vendas iniciada há cinco anos – desde os 12 meses encerrados no 1º trimestre de 2019, quando foram registradas 190.371 vendas.

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