“Conflito faz parte da democracia“ , diz Lira em evento das associações comerciais

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Por Samanta Sallum

“Apesar de ter votado em outro candidato nas eleições, nunca faltei com minhas funções como presidente da Câmara”, disse o deputado Arthur Lira se referindo ao fato de não ter votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. Para o presidente da Câmara, eventuais conflitos entre o Congresso e o governo federal fazem parte de uma democracia. “Nós ficamos falando o tempo todo sobre a briga, R$5 bilhões para cá, R$ 3 bilhões para lá. É o Congresso que indica, ou é o governo federal que indica. Essa briga não vai acabar nunca. São posicionamentos de placas tectônicas a respeito da destinação de políticas públicas”, disse Lira. “Toda democracia vive isso e é bom que ela exista”, completou.

As declarações foram dadas ontem durante evento da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), na sede da entidade, em Brasília. Lira disse também que não houve “pauta-bomba” ao longo de seu mandato.

“Muitas vezes a Câmara é taxada de alguns adjetivos, e a minha presidência, quando, na verdade, nós não fizemos uma pauta-bomba ao longo de 3 anos e 4 meses de mandato, nenhuma matéria que causasse deficit, que causasse prejuízo, que viesse contra as contas públicas, nenhum tipo de instabilidade a Câmara fez e não o fará”.

O líder dos deputados federais apontou ainda as diferenças de perfil de atuação do Legislativo e do Executivo. “A sociedade elegeu um presidente progressista e elegeu, em sua maioria, um Congresso conservador.”

Reforma Tributária

A regulamentação da Reforma Tributária foi o tema do ciclo de debates promovido pela CACB que reuniu presidentes das associações comerciais de todo o país. A Confederação, por meio da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, atua para garantir que a Reforma não aumente a carga total de impostos que as empresas precisam pagar. “É impraticável que para o governo não perder arrecadação, o empreendedor e o consumidor sejam responsabilizados”, frisou o presidente da CACB, Alfredo Cotait. Lira falou que chegaram a um texto possível feito com imparcialidade, afinco por parte dos parlamentares e com segurança jurídica.

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