Atacado ultrapassa combustíveis em arrecadação de ICMS no DF

Compartilhe

Por Samanta Sallum

O setor atacadista vem liderando o resultado de arrecadação de ICMS para os cofres do GDF. Ultrapassou o segmento de venda de combustíveis, que historicamente sempre foi o que mais recolhia imposto na capital federal. O cenário vem mudando desde 2019 com o crescimento da atividade comercial atacadista. Os números de junho consolidam a tendência.

Na comparação da arrecadação do ICMS de junho de 2023 com o mesmo mês de 2022, houve decréscimos reais nos segmentos de Combustíveis (-R$ 74,7 milhões), comunicação (-R$ 33 milhões), Energia Elétrica (-R$ 6,2 milhões) e Veículos (-R$ 898 mil). Mas houve aumento no Comércio Atacadista (+R$ 12,8 milhões), Comércio Varejista (+R$ 7,4 milhões), Indústria (+R$ 5,9 milhões) e Demais Atividades (+R$ 879 mil). Os dados são do relatório mensal da Secretaria de Fazenda do DF.

R$ 1,268 bilhão

Valor de arrecadação acumulada, de janeiro até junho, do setor atacadista

R$ 718 milhões

Arrecadação total do comércio de combustíveis mesmo período

Pleno crescimento

“Os números mostram que o setor atacadista está em pleno crescimento. Nossa expectativa é a expansão nas vendas buscando mercados externos. Isso revela que o atacado não tem fronteiras. Temos uma posição geográfica centralizada, um aeroporto muito pujante e uma cidade bem desenvolvida”, avalia o presidente do SindiAtacadista/DF, Álvaro Silveira Jr.

Mudança de cálculo

O presidente do Sindicombustíveis, Paulo Tavares, disse à coluna que não houve retração nas atividades do seu setor no DF. O que explica a queda de arrecadação é a mudança na forma de cobrança do ICMS sobre combustíveis no últimos 12 meses em todo país. Houve queda no preço do litro na bomba e também redução de alíquota. No caso do DF de 27% para 18%. “Em junho do ano passado, pagávamos R$ 1,40 por litro vendido. Já agora esse valor caiu para R$ 1,22”, aponta.

Vocação logística

Já o presidente do SindiAtacadista reforça a vocação logística do DF devido ao sua localização estratégica. “Aliada a esse fator, a determinação de empresários e agentes públicos torna a capital federal o melhor entreposto para quem quer distribuir para o Centro Oeste, Norte e Nordeste do país”, destacou.

samantasallum

Posts recentes

  • Coluna Capital S/A

Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF tem de ser sancionado até 6 de fevereiro

Por SAMANTA SALLUM  Em meio à turbulência politica causada pela crise do BRB, a Câmara…

2 dias atrás
  • Coluna Capital S/A

“GDF tem muito patrimônio e pode ajudar BRB”, confirma secretário de Economia

Gestor comparou possível ajuda ao BRB  a que foi realizada pelo governo federal aos Correios.…

3 dias atrás
  • Coluna Capital S/A

Sindiatacadista define chapa única para eleição

Nova gestão será eleita em fevereiro. “O ano de 2026 será, para o atacado, um período…

3 dias atrás
  • Coluna Capital S/A

BRB destitui diretora de Controle e Riscos;e envia nome de substituta ao BC

Ana Paula Teixeira (foto), ex-vice do Banco do Brasil, assumirá o cargo  Por SAMANTA SALLUM …

1 semana atrás
  • Coluna Capital S/A

Efeito Mounjaro nas farmácias: engorda vendas; e prejuízos com assaltos

Empresas registraram milhões em perdas, no último ano, com a ação de quadrilhas que revendem…

1 semana atrás
  • Coluna Capital S/A

BRB quer vender ativos recuperados junto ao Banco Master

Após polêmica sobre sinalização de aportes do governo do DF em socorro ao banco, BRB…

1 semana atrás