“Precisamos reduzir o número de partidos pela governabilidade do país”, diz Alckmin

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O vice-presidente da República defendeu a reforma política e a queda dos juros. Afirmou também que o comércio eletrônico de produtos importados faz concorrência desleal às empresas nacionais

Por Samanta Sallum

Tratando de economia e política, Geraldo Alckmin falou na manhã de hoje para mais de 1 mil pessoas, em Brasília, em evento da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmou que o país tem partidos em excesso (31) e que é necessária a reforma política. “Desse jeito, o Brasil é um país muito difícil de ser governado. Pela cláusula de desempenho, poderíamos ir reduzindo esse número. Mas ainda, sim, demoraria”, destacou.

Ele lembrou que o presidente Lula quase venceu no 1º turno a eleição e teve 14 legendas o apoiando. “Mas elas juntas só representavam 139 dos 513 deputados”. Alckmin quis dizer que, apesar de ter recebido votação da maioria dos eleitores e apoio de muitos partidos, ainda assim há dificuldade de governabilidade. O que se reflete no grande esforço necessário para aprovar pautas importantes do governo no Congresso.

Portaria do Ministério da Fazenda

A recente portaria do Ministério da Fazenda, que estabeleceu a isenção de tributos federais para compras online de até 50 dólares, provocou reação nos setores do comércio e da indústria nacional. Pois tem impacto negativo principalmente sobre as pequenas empresas. As reclamações chegaram a Alckmin, que se mostrou sensível à questão. No evento, para empresários, hoje, ele afirmou que atuará sobre a situação.

“Sim, estamos preocupados. E vamos buscar uma forma de reverter esse efeito negativo. Pois, realmente, afeta o nosso comércio e a nossa indústria”, disse ao Correio. O setor produtivo brasileiro acha injusto o benefício a varejistas internacionais que vendem produtos importados, principalmente da China.

Agenda de competitividade

Alckmin afirmou que o país precisa de uma agenda de ações que garanta  competitividade no cenário econômico internacional. Citou a taxa de juros, a carga de impostos e o câmbio como três fatores importantes para um cenário de crescimento do país. “O câmbio está bom; os impostos com a reforma tributária vamos simplificar, e estamos convictos de que os juros serão reduzidos. A inflação no Brasil está bem abaixo da europeia”, avaliou.

O vice-presidente reforçou que o arcabouço fiscal vai reduzir a dívida pública. E que a reforma tributária vem para garantir redução do custo Brasil e segurança jurídica. “Temos de desonerar totalmente os investimentos e a exportação”, completou.

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